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Riscar o CVV do cartão ajuda a evitar golpes? Entenda os riscos dessa prática

Riscar o CVV do cartão é uma prática comum para evitar fraudes. Mas será que essa medida é realmente eficaz? Entenda os riscos e alternativas.

Bruna MachadoPor Bruna Machado5 min de leitura
cvv do cartão

A segurança dos cartões de crédito e débito se tornou uma preocupação crescente no Brasil, especialmente com o aumento de fraudes e golpes envolvendo esses produtos financeiros.

Segundo a Serasa, mais da metade dos consumidores cadastrados possuem três ou mais cartões, sendo que 61% os utilizam para compras parceladas. Com o aumento do uso, também cresce o interesse por medidas de proteção contra o uso indevido dos cartões.

Entre as medidas preventivas mais comuns, alguns consumidores têm optado por riscar o CVV — o código de verificação do cartão. Mas será que essa prática é realmente eficaz para evitar golpes? Neste artigo, vamos explorar o que é o CVV, o que dizem os especialistas sobre riscar esse código, e quais alternativas mais seguras podem ser adotadas.

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O que é o CVV?

cvv cartão
Imagem: Freepik

O CVV (Card Verification Value) é um código de verificação composto por três ou quatro dígitos, presente na maioria dos cartões de crédito e débito. Dependendo da bandeira do cartão, ele pode aparecer na frente ou no verso do cartão, embora normalmente esteja localizado na parte de trás.

Finalidade do CVV

O CVV tem a função de autenticar transações online, substituindo a senha do cartão que é usada em compras físicas. Quando uma compra é feita pela internet, o consumidor informa os dados do cartão e o CVV para confirmar a transação. Essa verificação visa evitar fraudes, pois o CVV supostamente deve ser conhecido apenas pelo titular do cartão.

Importância do CVV para a segurança

Os números do CVV são gerados aleatoriamente e, quando combinados com as outras informações do cartão, formam uma camada extra de segurança. Sem o CVV, mesmo que alguém tenha acesso ao número do cartão, a transação não seria aprovada na maioria dos sites.

Posso rasurar o CVV?

A prática de riscar o CVV tornou-se comum entre consumidores que buscam aumentar a segurança de seus cartões. A ideia é que, em caso de perda, furto ou roubo, o criminoso não teria acesso imediato ao código de verificação, impossibilitando o uso do cartão em transações online.

É seguro riscar o CVV?

Embora essa prática não seja proibida pelas instituições financeiras, ela requer alguns cuidados. O CVV, ao contrário dos números do cartão e do nome do titular, não é impresso em relevo, o que significa que ele pode se apagar naturalmente com o uso frequente do cartão.

Riscar ou apagar o CVV manualmente não afeta diretamente o funcionamento do cartão em compras físicas, mas pode gerar dificuldades para o próprio titular, que precisará de uma forma alternativa de acessar o código para realizar transações online.

Onde guardar o CVV se for rasurado?

Caso opte por rasurar o CVV, é fundamental armazenar o código de forma segura. Evite anotar o número em locais de fácil acesso, como o bloco de notas do celular ou em papéis guardados na carteira, pois isso pode facilitar o acesso de terceiros.

Alternativas mais seguras ao riscar o CVV

Especialistas sugerem alternativas mais seguras e eficazes do que riscar o CVV, que podem oferecer maior proteção contra golpes e fraudes. Veja algumas dessas opções:

1. Uso de cartões virtuais

A opção de cartão virtual é uma das formas mais seguras de realizar compras online. Muitas instituições financeiras já oferecem essa funcionalidade, que gera um número de cartão temporário para cada transação, com um CVV diferente para cada compra.

  • Vantagem: O uso do cartão virtual minimiza o risco de fraudes, já que, mesmo que o número seja interceptado, ele não poderá ser reutilizado.

2. Habilitar notificações em tempo real

Ativar as notificações de compras no aplicativo do banco é uma excelente forma de monitorar todas as transações feitas com o seu cartão. Assim, você será alertado imediatamente em caso de qualquer tentativa de compra suspeita.

3. Desativar compras online quando não for usar

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Alguns bancos permitem que o cliente desative as compras online pelo aplicativo do cartão quando não estiver utilizando essa função. Isso impede que qualquer transação seja realizada sem a sua permissão.

4. Limitar o valor disponível para transações online

Outra estratégia eficaz é limitar o valor disponível para compras pela internet, restringindo o uso do cartão a valores baixos. Dessa forma, em caso de roubo, o criminoso não conseguirá realizar grandes transações.

Vale a pena riscar o CVV?

Apesar de ser uma medida simples, riscar o CVV pode não ser a solução mais prática ou eficaz para evitar golpes. Embora possa dificultar o uso indevido do cartão em transações online, essa prática também pode atrapalhar o titular do cartão no momento de realizar compras pela internet.

O que dizem os especialistas?

Especialistas em segurança bancária recomendam cautela ao adotar medidas como essa. Em vez de riscar o CVV, o ideal é utilizar cartões virtuais, manter os dados pessoais protegidos e contar com as funcionalidades de segurança oferecidas pelas instituições financeiras, como notificações de transações e a possibilidade de bloqueio imediato em caso de suspeita de fraude.

Considerações finais

Riscar o CVV do cartão pode parecer uma solução simples para aumentar a segurança contra fraudes, mas existem alternativas mais eficazes e seguras disponíveis, como o uso de cartões virtuais e a ativação de notificações de transações em tempo real.

Para proteger suas informações financeiras, o melhor caminho é adotar práticas de segurança recomendadas pelas instituições financeiras e evitar o armazenamento desprotegido de dados sensíveis, como o CVV.

Se você busca maior proteção para suas transações online, considere alternativas mais modernas e práticas que oferecem mais segurança e flexibilidade sem comprometer o uso do seu cartão.

Imagem: Woeywoey / shutterstock.com

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Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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