Além disso, profissionais que atuavam nos Estados Unidos já receberam e-mails anunciando seus desligamentos nos próximos dias. Entretanto, para aqueles que trabalham em outros países, o aviso pode demorar, devido às regras trabalhistas de cada local.
Google faz conferência para explicar demissões
Depois de anunciar o desligamento de 12.000 funcionários, o Google fez uma conferência com todos os colaboradores da empresa. Nela, o CEO (Sundar Pichai), a CFO (Ruth Porat) e o vice-presidente sênior (Phillip Schindler) tentaram explicar a situação.
De acordo com a CFO, as demissões são uma forma de adequar os gastos da empresa com a realidade financeira mundial. Além disso, informaram que os critérios usados para determinar quem deixaria a empresa foram produtividade e performance.
A escolha envolveu a direção da empresa, contou com a participação dos country managers e com cerca de 700 líderes do Google. Apesar disso, os cortes não devem interferir no planejamento de novas contratações da gigante de buscas.
Acionistas acham que o corte foi pequeno
Acionistas da Alphabet (dona do Google) acham que o corte feito até agora não será suficiente para equilibrar as contas da empresa. De acordo com Christopher Hohn (que tem US$ 6 bilhões investidos na empresa), deveriam ser cortados 20% dos funcionários.
No último trimestre de 2022, o Google teve uma receita de US$ 69 bilhões, o que representa um crescimento de 6% em relação ao ano anterior. Entretanto, o lucro líquido da empresa caiu 26% (US$ 13,9 bilhões) se comparado com 2021.
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