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Selic sofre nova redução e chega a 10,50%

Saiba mais sobre a decisão do Copom de reduzir a taxa Selic para 10,50% e como essa medida dividiu os diretores do Banco Central!

Na última quarta-feira (08), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) tomou a decisão de reduzir a taxa Selic em apenas 0,25 ponto percentual. Logo, houve o ajuste de 10,75% para 10,50% ao ano.

Sendo assim, essa ação representa a taxa mais baixa desde dezembro de 2021. Ela vem após uma série de seis cortes consecutivos mais agressivos, de 0,50 pontos percentuais cada. Continue a leitura para mais informações!

Copom reduz Selic a 10,50% ao ano

Papel escrito "selic"em cima de uma calculadora com notas de dinheiro em baixo
Imagem: rafastockbr / shutterstock.com

Aliás, a decisão em reduzir a taxa Selic, que foi marcada por um placar apertado de 5 a 4 votos, reflete as incertezas predominantes em relação ao panorama inflacionário e fiscal, tanto no cenário nacional quanto global.

A última votação evidenciou um racha entre os membros do Copom. Logo, houve uma divisão clara entre os diretores indicados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e aqueles remanescentes da gestão de Jair Bolsonaro, destacando-se o presidente do BC, Roberto Campos Neto, que com seu voto de minerva optou por uma abordagem mais conservadora.

Saiba mais sobre a decisão do Copom

O comunicado do Banco Central justificou a decisão de reduzir a Selic mencionando a necessidade de cautela diante de um “cenário global incerto”. Ainda, destacou também a resiliência da atividade econômica doméstica, que exige maior atenção às expectativas de inflação ainda desancoradas.

Esta abordagem mais conservadora do Copom surpreendeu alguns setores do mercado que esperavam a continuação de cortes mais significativos. Internacionalmente, a pressão nos mercados de trabalho das principais economias e a indefinição quanto às políticas monetárias nos Estados Unidos continuam a ser fatores de incerteza.

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Demanda-se, então, uma estratégia prudente por parte das economias emergentes, como o Brasil. Portanto, este cenário externo adverso pode influenciar diretamente as decisões futuras do Copom, especialmente em relação ao ritmo de ajustes nos juros. Por fim, o Copom optou por não sinalizar seus próximos passos de forma explícita.

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