Assim, o primeiro passo para a provação de Prates já aconteceu, com o departamento de compliance da estatal aprovando o seu nome para o comando da Petrobras. Dessa forma, se o processo ocorrer sem complicações, o senador assume o cargo no mesmo dia.
Processo para escolha do novo nome no comando da Petrobras
Para assumir a posição no comando da Petrobras, Prates deve ter aprovação de no mínimo 6 cadeiras do conselho da empresa. Atualmente, a estatal possui 10 cadeiras, visto que Caio Paes de Andrade deixou o cargo na primeira semana de 2023.
Ou seja, para assumir cargo na estatal, o senador deve ter aprovação da maioria. Caso a aprovação do senador ocorra, Prates ocuparia a posição de João Henrique Rittershaussen, presidente interino da empresa brasileira.
Polêmica sobre Jean Paul Prates
Em 30 de dezembro de 2022, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou a indicação de Jean Paul Prates como futuro presidente da Petrobras. No processo, a decisão foi aprovada pela Federação Única dos Petroleiros.
Ainda no período, Prates defendeu que a política de combustíveis deveria ser um assunto relacionado ao Estado. Porém, ele argumentou que esta forma de política não é de intervenção. Em suma, esta prática não foi recorrente no governo anterior.
Além disso, há a expectativa de que Lula e seu governo revoguem a política de alinhar o valor do combustível no Brasil de acordo com as variações internacionais. Tal política é aplicada desde 2016, no governo de Michel Temer (MDB).
Vale destacar que o senador é responsável por quatro empresas diferentes, sendo estas ligadas às áreas de óleo, gás e petróleo. Conforme a Lei das Estatais, caso Prates seja aprovado, ele precisará se desligar destas companhias, sendo uma condição para assumir a presidência da estatal.
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