Como a reforma tributária pode prejudicar seus investimentos?
Em recente manifestação, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), destacou o interesse de seguir com a segunda fase da reforma tributária ao mesmo tempo em que acontece a análise da Proposta da Emenda à Constituição que trata dos impostos sobre o consumo, a PEC 45/2019, pelo Senado Federal.
Vale destacar o desejo do ministro de seguir com o andamento da segunda fase sem que seja aguardada a tramitação da primeira. Toda a situação pode gerar a aprovação ainda em 2023.
Com o avanço da reforma tributária, aumentam os receios quanto a possíveis setores prejudicados pelas mudanças. Em relação aos investimentos, ainda não é possível prever a real dimensão do impacto da reforma nas aplicações dos investidores.
Existe a especulação de que as ações de empresas presentes na Bolsa sejam os ativos que mais devem sentir a reforma tributária. Enquanto isso, a indústria se beneficia da tributação cumulativa com a diminuição da alíquota. Sendo assim, o que se pode entender previamente é que existirão setores beneficiados e outros prejudicados.
Porém, na prática, os reais efeitos podem ser diferentes, uma vez que mudanças ainda podem ser adicionadas.
Saiba mais sobre as mudanças
Fato é que a reforma tributária ainda gera dúvidas. Por isso, é válido ressaltar que as mudanças não significam um aumento de carga tributária, segundo o governo. Além disso, apesar de uma possível aprovação em 2023, a reforma somente deve ser aplicada em 2026.
Outro ponto importante a ser destacado é a intenção da mudança. Isso porque a reforma tributária tem interesse em simplificar os impostos, tornando-os não cumulativos.
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