No entanto, há o desafio de resolver a questão da fome no país e, em contrapartida, solucionar as inconstâncias no Bolsa Família.
Nesse sentido, Tebet garante que sua pasta se encontra à disposição do Ministério do Desenvolvimento Social, Família e Combate à Fome, liderado por Wellington Dias.
Novo CadÚnico
Ainda conforme a ministra, sua equipe estará de prontidão para trabalhar em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social, Família e Combate à Fome. Dessa forma, será feita uma análise minuciosa dos inscritos no Cadastro Único (CadÚnico) para programas sociais.
“Vamos estar à disposição do ministro Wellington Dias para colocar o planejamento, a questão orçamentária e o Sérgio Firpo da avaliação e monitoramento”, relata a ministra.
Segundo Tebet farão parte desse grupo de trabalho pessoas que já atuaram anteriormente na estruturação do Minha Casa Minha Vida.
“Por exemplo: eu fui do grupo de transição e conheço bem o Cadastro Único do Bolsa Família. O CadÚnico é a alma de todos os programas sociais. Ele tem de ser remodelado”, declara Simone Tebet em entrevista ao ‘O Estado de São Paulo’.
Além disso, a líder da pasta afirma que o Ministério do Planejamento será responsável por dar um suporte, já que se trata de um “ministério meio”. Por outro lado, de acordo com ela, a decisão será por conta dos “ministérios fins”.
Mudança gradativa do Bolsa Família
Simone Tebet afirma que o pente-fino no Bolsa Família será realizado aos poucos. Pois, ela acredita que se o Governo Federal remover todas as falhas de uma única vez, poderá ser formada enormes filas de famílias unipessoais, no intuito de se recadastrarem.
Ainda segundo a ministra, os cortes se iniciarão em fevereiro ou março, e os beneficiários irregulares estarão bloqueados no período de 60 dias. “Quem se sente prejudicado, vai um cartãozinho, e farão a averiguação se se enquadra ou não”, ela declara.
Saída voluntária
O Ministro de Desenvolvimento Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, relatou em entrevista que será adotado um período para que as pessoas inscritas no Bolsa Família de forma irregular possam sair do programa voluntariamente.
Conforme relatório divulgado pelo Tribunal de Contas da União (TCU), no final de 2022, o modelo do Auxílio Brasil era propício a fraudes. Dessa forma, a suspeita é que muitos indivíduos burlaram o sistema se cadastrando como “famílias unipessoais”.
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