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Qual a situação atual da Embraer?

A Embraer é uma das maiores empresas brasileiras e líder no segmento de produção de jatos executivos. Vale a pena investir na companhia?

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Se você tem interesse em investir na Embraer, sem dúvida é importante saber qual é a situação atual da empresa.

Em primeiro lugar, a Embraer S.A. é um conglomerado transnacional brasileiro, fabricante de aviões comerciais, executivos, agrícolas e militares, peças aeroespaciais, serviços e suporte na área. Desta forma, a empresa possui alguns produtos e serviços na geração de caixa, porém todos são voltados ao mercado de aviação. 

Para começar a esboçar um panorama geral do mercado em que a empresa está inserida, é importante separar o mercado mundial de aviação em dois grandes setores.  

Panorama Geral de Mercado  

O primeiro seria o setor de aviação comercial, este que representa a parte mais rentável do mercado. Nesse sentido, a Embraer participa no setor principalmente pela fabricação de aviões menores, de até 150 lugares, e jatos executivos.  

Sob essa perspectiva, a Embraer é líder desse segmento, à frente de sua principal concorrente, a Bombardier. Desta forma, os principais produtos nesse setor são os jatos executivos, os aviões menores de passageiros e aviões agrícolas.  

Em segundo lugar, o mercado ainda possui o setor de defesa, englobando a aviação militar em linhas gerais. Também nesse segmento, a Embraer possui alguma parte das suas receitas advindas daqui, contudo, é consideravelmente menor se comparada com a comercial.  

Ainda falando sobre a origem de receitas da empresa, parte é resultado do setor de serviços. Este, por sua vez, abrange a manutenção de aviões, reposição de peças, treinamento e outros serviços. 

De olho no futuro 

Nos planos a longo prazo, a empresa vem apostando nos motores elétricos para aeronaves. Nesse sentido, a Embraer vem investindo pesado em pesquisas para desenvolvimento dessa nova categoria de motores.  

Ainda sob esse aspecto, a empresa vem pesquisando formas de desenvolver um veículo aéreo para mobilidade urbana. Desta forma, abriu uma parceria com a Uber e vem tentando criar um novo mercado de aviação comercial.  

Histórico da Embraer e características do segmento 

A princípio, a empresa foi privatizada em 1994, por conta de dificuldades financeiras. Contudo, a companhia só foi obter resultados expressivos três anos depois, em 1997. Atualmente, a Embraer vem de altos e baixos, apresentando nos últimos três anos prejuízo operacional em seus balanços.

Sob essa perspectiva, é importante entender a dinâmica de mercado em que a empresa está inserida. No ramo de fabricação de aviões, os projetos demandam muito tempo e recursos, e só retornam os valores investidos, quando retornam, depois de longos anos.  

Só para exemplificar esse ponto, usaremos como exemplo a produção do cargueiro C390. O avião militar de tropas e cargas para pistas pequenas é considerado o melhor e mais tecnológico do mundo em seu segmento. Contudo, para a empresa foi necessário cerca de uma década desde o projeto até a produção das primeiras unidades. 

Nesse sentido, centenas de milhões de dólares foram gastos no projeto em dez anos, que só está começando a ter retorno recentemente. Embora seja um ciclo necessário para o setor, esse longo tempo de investimento para lançamento de um novo produto é um grande ponto negativo para as empresas nele inseridas.  

Situação da empresa e motivos de prejuízos 

Primordialmente, em 2017, a Airbus e a Bombardier se uniram. Desta forma, essa união representou a junção da principal concorrente da Embraer em aviões menores, a Bombardier, com a líder na área de aviões de passageiros maiores.  

Assim, a união apresentava sérios riscos para a companhia, uma vez que sua principal concorrente teria acesso às tecnologias desenvolvidas pela Airbus.  

Ainda nesse sentido, outro aspecto que ameaçava a empresa era o fato de a Airbus ser uma companhia europeia, o que facilitaria o acesso da Bombardier ao segundo maior mercado de aviação do mundo.  

Com propósito de fazer frente a essa união, houve um anúncio de parceria entre a Boeing e a Embraer. Contudo, esse acordo não funcionou, o que ocasionou prejuízos enormes a ambas as empresas. Como resultado, a Embraer precisou duplicar as linhas de montagens, que acabaram representado uma despesa extraordinária enorme após a quebra do acordo.  

A Embraer na pandemia 

A princípio, em 2020, tanto por conta da pandemia quanto por conta de problemas internos, o acordo com a Boeing foi cancelado.  

Ao mesmo tempo que causou prejuízos na casa de bilhões de dólares, ele aconteceu em um momento inoportuno. Desta forma, a pandemia só fez agravar a situação da empresa, uma vez que o mercado de aviação foi um dos mais atingidos pelas restrições impostas pela covid-19. 

Pontos positivos  

Por outro lado, nem tudo são más notícias. Certamente não veremos esses prejuízos, pelo menos não nesse patamar, novamente na empresa. Tal observação é crucial, uma vez que os custos e diminuição de receitas aconteceram por razões extraordinárias e não apenas por decisões ruins dos controladores. 

Nesse sentido, a compra de jatos executivos e aviões menores já mostra um aumento significativo no primeiro semestre de 2021.  

Ainda sob tal perspectiva, a parte proveniente do setor de defesa da Embraer (aviação militar) continuou gerando receita e lucros para a empresa. Desta forma, por conta desse segmento onde a companhia possui forte presença, os resultados não foram ainda piores do que os apresentados. 

Igualmente, como ponto positivo, é notável que a empresa é fora da curva do mercado. Conforme vimos anteriormente, a Embraer possui produtos excelentes e que são flag ships de segmento. A parte de pesquisa da companhia se destaca das concorrentes, apresentados não só um, mas alguns produtos que se diferem dos demais, garantindo, assim, um resultado positivo para empresa. 

Conclusões sobre a Embraer

Enfim, vale a pena investir na empresa?  

Em síntese, apesar da Embraer possuir liderança de mercado em seu segmento, ela não apresenta lucros consistentes, o que torna o investimento na mesma um tanto quanto incerto.  

Por estar inserida em um mercado onde a janela de produção e criação de um produto até o ganho de receitas com ele é grande, a empresa acaba por apresentar riscos ao investidor.  

Contudo, a decisão deve ser tomada de forma mais estudada, uma vez que a Embraer, apesar de tudo, ainda se mostra um player importante no mercado e com vontade de desbravar novos ares num possível futuro inovador da aviação civil.  

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imagem: Leonidas Santana / shutterstock.com

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