A medida também pede uma explicação a essas empresas por compacturarem com a propagação de notícias falsas. Além disso, busca entender se as provedoras são adeptas ao tipo de material veiculado na emissora. Ademais, a ação visa responsabilizá-las pelo tipo de conteúdo propagado pela Jovem Pan.
Entenda o inquérito contra a Jovem Pan News pelo MPF
A Jovem Pan News passou a ser investigada pelo Ministério Público Federal. O intuito é analisar se a conduta da emissora tende a propagar notícias falsas e incentivar atos antidemocráticos.
O inquérito foi instaurado após os ataques de vandalismo causados por bolsonaristas radicais à sede dos Três Poderes, devido à cobertura jornalística da rede. Conforme o órgão, a emissora minimizou a inconstitucionalidade dos atos, querendo justificar as ações criminosas.
O MPF ainda alega que, de acordo com um levantamento realizado pela organização, a emissora veiculou fake news e discursos contra a ordem constitucional. Dessa forma, a investigação busca apurar se a JP violou os direitos fundamentais e cometeu abuso sobre a liberdade de radiodifusão.
Emissora também é acusada de minimizar a Covid-19
Seguindo um direcionamento contrário do Ministério Público, um outro motivo que levou o Sleeping Giants Brasil a processar as provedoras de TV por assinatura, é por causa de certas reportagens da Jovem Pan News durante a pandemia.
De acordo com o portal, a emissora divulgou fake news sobre a vacina. Além disso, levou informações ao público sobre diversos tipos de tratamentos sem a devida comprovação científica. Desse modo, busca-se averiguar se as provedoras são favoráveis ao tipo de conteúdo que a emissora produziu.
Aliás, a multinacional sul-coreana Samsung também foi notificada, apesar de não ser uma operadora de TV. O motivo da ação judicial é devido à transmissão do sinal da Jovem Pan via internet, por meio das smart TVs.
A Sleeping Giants Brasil também notificou diversas empresas, via Twitter, a desvincularem o nome da Jovem Pan News aos seus conteúdos patrocinados.
Nesse sentido, foi criada a campanha #DesmonetizaJovemPan na rede social que, além de cessar a publicação de anúncios da rede, pede um posicionamento das empresas, se são favoráveis ou não ao discurso propagado pela emissora.
Até o momento, cerca de 30 empresas se posicionaram e excluíram anúncios da JP, dentre elas o TikTok, Tim, Toyota, Lojas Renner, Quinto Andar e Burger King.
Imagem: Reprodução/ Jovem Pan News