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Starbucks fecha venda de 60% de sua operação na China e ações reagem

A Starbucks vende 60% de sua operação na China à Boyu Capital, avaliando o negócio em US$ 13 bilhões. Entenda o impacto.

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos5 min de leitura
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A Starbucks anunciou a venda de 60% de suas operações na China para a empresa de investimentos Boyu Capital, em um acordo avaliado em cerca de US$ 4 bilhões (R$ 21,4 bilhões).

A transação marca um novo capítulo na presença da rede americana no país asiático, que se consolidou como o segundo maior mercado da marca fora dos Estados Unidos.

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Starbucks e Boyu Capital firmam parceria estratégica

Fachada da cafeteria Starbucks e o logo da empresa.
Imagem: Instrumenta / Shutterstock.com

A nova joint venture estabelece que a Starbucks manterá 40% da operação, enquanto a Boyu Capital assume o controle majoritário, com 60%. O acordo prevê ainda o licenciamento da marca, mantendo a identidade e o padrão de qualidade que tornaram a rede uma das mais reconhecidas do mundo.

Segundo a companhia, o valor total dos negócios da Starbucks na China ultrapassa US$ 13 bilhões, somando a venda da participação majoritária, o valor residual da fatia de 40% e as receitas de royalties que continuarão sendo geradas pela marca.

Estratégia da Starbucks na China: foco em cidades menores

A decisão de compartilhar a operação vem após anos de desafios enfrentados pela Starbucks no mercado chinês, que, embora promissor, tem se tornado cada vez mais competitivo. Startups locais, como a Luckin Coffee, vêm crescendo rapidamente com modelos de baixo custo e forte presença digital.

Para o CEO da empresa, Brian Niccol, a parceria com a Boyu representa uma oportunidade de expandir a presença da Starbucks para cidades menores, mantendo o foco em inovação e experiência do cliente.

“O profundo conhecimento e experiência local da Boyu ajudarão a acelerar nosso crescimento na China, especialmente à medida que nos expandimos para novas regiões”, afirmou Niccol em comunicado.

O papel da Boyu Capital na nova fase da Starbucks

A Boyu Capital, fundada em 2011 e com escritórios em Xangai, Hong Kong, Singapura e Pequim, é reconhecida por sua expertise em investimentos estratégicos no mercado asiático.
Com essa parceria, a Starbucks busca maior eficiência operacional e relevância local, elementos considerados essenciais para reconquistar participação de mercado no país.

Segundo Alex Wong, sócio da Boyu Capital, “a Starbucks construiu uma conexão profunda com os consumidores chineses ao longo de quase três décadas. Essa parceria reflete nossa crença na força duradoura da marca”.

A nova estrutura permitirá à Starbucks reduzir custos, ampliar o alcance da marca e adaptar melhor seus produtos e serviços aos hábitos dos consumidores locais.

A presença da Starbucks na China

A Starbucks chegou à China há quase 30 anos, contribuindo para a popularização do café em um país tradicionalmente ligado ao consumo de chá. Hoje, são mais de 8 mil lojas, número que coloca o país como a principal base de expansão internacional da rede.

Apesar desse sucesso inicial, as vendas nas mesmas lojas da Starbucks na China caíram nos últimos dois anos fiscais, o que motivou a busca por um parceiro estratégico capaz de impulsionar o crescimento em um cenário mais desafiador.

O plano da companhia, segundo Brian Niccol, é atingir 20 mil lojas na China ao longo do tempo — uma meta ambiciosa, mas possível com o apoio logístico e financeiro da Boyu Capital.

Mercado reage e avalia impacto da operação

Após o anúncio da venda, as ações da Starbucks reagiram positivamente no mercado norte-americano, refletindo o otimismo dos investidores em relação à reestruturação global da marca.
Analistas apontam que a decisão demonstra uma estratégia de longo prazo, voltada à sustentabilidade e ao fortalecimento da marca no mercado asiático.

Para o setor, o movimento também sinaliza uma mudança de postura da Starbucks, que passa de uma atuação totalmente própria para um modelo de parceria local, mais flexível e alinhado às dinâmicas regionais.

Desafios e oportunidades para o futuro da Starbucks

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Mesmo com o fortalecimento da parceria, a Starbucks ainda enfrenta desafios significativos na China. A inflação, o consumo doméstico em recuperação e a concorrência com empresas locais como a Luckin Coffee permanecem como fatores de pressão.

Por outro lado, o novo modelo pode trazer vantagens estratégicas:

  • Aceleração da expansão em regiões fora dos grandes centros urbanos.
  • Maior agilidade na adaptação de produtos ao gosto chinês.
  • Redução de custos operacionais e otimização de processos.
  • Fortalecimento da presença digital, com apoio da expertise tecnológica da Boyu Capital.

Com isso, a Starbucks reforça sua aposta na China como motor de crescimento global, mesmo diante das incertezas econômicas.

Linha do tempo e próximos passos

starbucks
Imagem: user18989612/ Freepik

A conclusão oficial do acordo está prevista para o segundo trimestre do ano fiscal de 2026, que teve início em 29 de setembro de 2025.
Até lá, as duas empresas seguirão trabalhando em processos de aprovação regulatória e integração operacional.

A sede da Starbucks na China continuará em Xangai, mantendo a estrutura administrativa já consolidada.
Especialistas acreditam que a união entre as duas empresas marcará uma nova era para a marca no país, unindo tradição global e conhecimento local.

A operação entre Starbucks e Boyu Capital representa uma reconfiguração estratégica de uma das maiores redes de cafeterias do mundo.
Ao abrir mão do controle majoritário, a empresa sinaliza disposição para reaprender com o mercado chinês e fortalecer sua posição em um dos ambientes de consumo mais dinâmicos do planeta.

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Com informações de: ISTOÉ DINHEIRO

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

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