A Strategy, anteriormente conhecida como MicroStrategy (NASDAQ: MSTR), voltou a movimentar o mercado de criptomoedas ao anunciar a aquisição de mais 1.895 Bitcoins, totalizando um investimento adicional de US$ 180 milhões.
Strategy acelera corrida bilionária pelo Bitcoin com nova meta de US$ 84 bilhões até 2027
Strategy (ex-MicroStrategy) compra 1.895 Bitcoins e lança plano para levantar US$ 84 bilhões em três anos, reforçando sua estratégia agressiva de acumulação de BTC.
A compra, realizada entre 28 de abril e 4 de maio, marca uma retomada das aquisições após um período de retração e reforça o compromisso da companhia com sua estratégia de longo prazo.
Com a aquisição, a Strategy alcança 555.500 BTC em sua tesouraria, adquiridos desde 2020 a um preço médio de US$ 68.550. Considerando a cotação atual do Bitcoin, próxima de US$ 94.000, os ativos da empresa estão avaliados em aproximadamente US$ 52,4 bilhões. O lucro não realizado já ultrapassa US$ 14 bilhões.
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Encerramento de programa e lançamento do “novo 21”
A recente aquisição marca também o encerramento do programa “at-the-money” (ATM) iniciado em outubro de 2024, que permitia a emissão e venda gradual de ações ordinárias no mercado. O programa levantou US$ 21 bilhões, sendo parte essencial do financiamento para as aquisições de BTC.
Para financiar os US$ 180 milhões da aquisição recente, a Strategy vendeu US$ 128,5 milhões em ações ordinárias e US$ 52 milhões em ações preferenciais perpétuas da série STRK. Embora o limite de emissão de ações preferenciais ainda permita levantar até US$ 20,87 bilhões, a empresa já lançou um novo plano.
O programa “42/42”, como está sendo chamado internamente, tem como objetivo captar mais US$ 42 bilhões via emissão de novas ações e outros US$ 42 bilhões em dívida corporativa, totalizando uma ofensiva de US$ 84 bilhões até 2027.
A meta: se tornar o maior tesouro Bitcoin do planeta

Michael Saylor, fundador e presidente executivo da companhia, reiterou em teleconferência com investidores que a meta da empresa é clara: adquirir a maior quantidade de Bitcoin possível e servir como exemplo para o restante do mercado corporativo.
“Estamos construindo uma entidade que não apenas possui um dos maiores tesouros de Bitcoin do mundo, mas também uma estrutura institucional capaz de escalar esse modelo de forma agressiva”, afirmou Saylor.
Queda trimestral e resposta do mercado
Apesar da alta acumulada no preço do Bitcoin, a Strategy reportou um prejuízo contábil de US$ 5,9 bilhões no primeiro trimestre de 2025, reflexo de ajustes contábeis exigidos pelas normas regulatórias para ativos voláteis. A medida, no entanto, não reflete perdas efetivas e tampouco impacta diretamente na liquidez da empresa.
As ações da companhia (MSTR) caíram 4,6% no dia do anúncio, cotadas a US$ 376, mas acumulam alta de 29% no último mês, impulsionadas pela recuperação do Bitcoin após a recente correção que levou a criptomoeda a testar a zona dos US$ 74.800.
Strategy como proxy institucional para Bitcoin
Gestora Bernstein reforça recomendação de desempenho acima da média
Na sexta-feira anterior ao anúncio, a gestora de ativos Bernstein reiterou a classificação “Outperform” (desempenho acima da média) para as ações da Strategy, estabelecendo um preço-alvo de US$ 600 por ação.
Para os analistas da Bernstein, a empresa representa o principal “proxy” acessível a fundos institucionais que desejam exposição ao Bitcoin, mas enfrentam barreiras regulatórias ou estruturais para investir diretamente na criptomoeda ou em ETFs.
“A Strategy continua a escalar agressivamente sua estratégia de aquisição de Bitcoin. Vemos a companhia como o veículo mais escalável e eficaz de acesso indireto ao BTC para grandes investidores institucionais”, escreveram os analistas.
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Benchmark reforça visão otimista com alvo de US$ 650
Mark Palmer, analista sênior da Benchmark, também manteve classificação de “compra” para as ações da Strategy, com preço-alvo de US$ 650.
Para Palmer, a “audaciosa” meta de captação de US$ 84 bilhões é viável e reforça o modelo de acumulação de Bitcoin como estratégia corporativa.
Contexto macroeconômico favorece o Bitcoin
Regulação mais clara e adesão institucional impulsionam narrativa
O avanço de regulações mais claras nos Estados Unidos e o aumento da adesão institucional, sobretudo através de ETFs à vista como o IBIT da BlackRock, criam um ambiente propício para que outras empresas adotem modelos semelhantes ao da Strategy.
Os analistas da Bernstein sugerem que o plano da companhia pode ser replicado, ainda que com dificuldades, por outras corporações dotadas de estrutura financeira robusta e gestão de risco apurada.
Conclusão: a Strategy como pilar da nova economia cripto
A ofensiva bilionária da Strategy reafirma sua posição como uma das principais protagonistas do mercado cripto no mundo corporativo. Em um ambiente de crescente institucionalização do Bitcoin, a empresa não apenas lidera em volume de ativos, como também em inovação financeira e estratégica.
A meta de US$ 84 bilhões até 2027 pode se tornar um divisor de águas não apenas para a Strategy, mas para o conjunto do mercado, caso inspire uma nova geração de empresas a adotarem o Bitcoin como ativo estratégico central.
