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IR 2026: até quanto você vai pagar e quando a nova tabela começa a valer

A tabela do Imposto de Renda 2026 amplia a isenção para até R$ 5 mil e reduz imposto até R$ 7.350. Veja regras, alíquotas e impactos.

Melissa BarbosaPor Melissa Barbosa7 min de leitura
Imposto de renda

A tabela do Imposto de Renda 2026 traz mudanças relevantes para milhões de brasileiros e redefine a forma como o tributo será cobrado a partir de 1º de janeiro de 2026. O destaque é a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda, que passa a beneficiar trabalhadores que recebem até R$ 5.000 por mês. Além disso, quem ganha entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350 também terá redução no valor do imposto pago.

As alterações fazem parte de um projeto aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com impacto direto no orçamento das famílias, na arrecadação federal e na tributação da alta renda. A seguir, confira em detalhes como fica a nova tabela do Imposto de Renda, quem será beneficiado, quando as regras entram em vigor e como funcionará o novo imposto mínimo para contribuintes de renda elevada.

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O que muda na tabela do Imposto de Renda 2026

A principal mudança na tabela do Imposto de Renda 2026 é a criação de uma isenção total para quem recebe até R$ 5.000 mensais. Na prática, isso significa que trabalhadores formais, aposentados e pensionistas dentro desse limite não pagarão nada de Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF).

Além disso, haverá um alívio tributário parcial para quem recebe entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350 por mês. Para essa faixa, o imposto não será zerado, mas o valor pago será menor do que o cobrado atualmente.

Duas sistemáticas de cálculo do Imposto de Renda

Com o novo modelo, especialistas explicam que o país passa a conviver, na prática, com duas formas de cálculo do Imposto de Renda:

Para rendas de até R$ 7.350

Quem ganha até R$ 5.000 estará totalmente isento. Já quem recebe entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350 terá descontos progressivos, reduzindo o imposto devido em comparação às regras atuais.

Para rendas acima de R$ 7.350

Não haverá reajuste na tabela tradicional do Imposto de Renda. Ou seja, continuam valendo as mesmas faixas e alíquotas já aplicadas hoje para salários mais altos.

Como fica a tabela atual do Imposto de Renda (ano-base 2025)

Para quem ganha acima de R$ 7.350 por mês, segue válida a tabela do Imposto de Renda utilizada atualmente, com as seguintes faixas e alíquotas:

Tabela do Imposto de Renda 2025

Até R$ 2.428,80 – isento
De R$ 2.428,81 até R$ 2.826,65 – 7,5%
De R$ 2.826,66 até R$ 3.751,05 – 15%
De R$ 3.751,06 até R$ 4.664,68 – 22,5%
Acima de R$ 4.664,68 – 27,5%

Esses percentuais continuam sendo aplicados normalmente para quem não se enquadra nas novas regras de isenção ou redução previstas para 2026.

Quem é isento de Imposto de Renda hoje

Atualmente, o teto oficial de isenção do Imposto de Renda é de R$ 2.428,80. No entanto, desde maio, a Receita Federal aplica automaticamente um desconto simplificado mensal de R$ 607,20.

Na prática, esse mecanismo garante isenção para quem recebe até R$ 3.036 por mês, valor equivalente a dois salários mínimos. A medida foi adotada para cumprir a promessa do governo de isentar trabalhadores que ganham até dois salários mínimos.

Quando a nova isenção do Imposto de Renda começa a valer

O projeto estabelece que a nova tabela do Imposto de Renda 2026 entra em vigor em 1º de janeiro de 2026. As mudanças, portanto, só terão efeito nas declarações entregues em 2027, referentes aos rendimentos recebidos ao longo de 2026.

Quantas pessoas serão beneficiadas com as mudanças

De acordo com estimativas do governo federal, cerca de 16 milhões de brasileiros serão beneficiados com a ampliação da isenção e a redução do Imposto de Renda.

Esse número inclui tanto quem passará a ser totalmente isento, com renda mensal de até R$ 5.000, quanto aqueles que ganham até R$ 7.350 e pagarão menos imposto do que hoje.

Impacto fiscal: qual será a perda de arrecadação

A ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda terá impacto significativo nas contas públicas. Segundo técnicos do governo, a perda de arrecadação estimada é de R$ 31,2 bilhões em 2026.

Esse valor corresponde ao montante que deixará de ser recolhido com a desoneração de trabalhadores de baixa e média renda.

Como o governo pretende compensar a perda de arrecadação

Para equilibrar as contas, o projeto cria um imposto mínimo sobre contribuintes de alta renda e estabelece a tributação de dividendos enviados ao exterior.

Com essas medidas, o governo estima arrecadar cerca de R$ 34,1 bilhões, valor suficiente para compensar a renúncia fiscal provocada pela nova tabela do Imposto de Renda.

Tributação mínima para alta renda: como vai funcionar

O imposto mínimo será aplicado a contribuintes com rendimentos elevados, definidos como aqueles que recebem mais de R$ 50 mil por mês ou R$ 600 mil por ano.

Alíquotas progressivas para alta renda

A tributação será progressiva, com alíquotas que variam de 0% a 10%. A alíquota máxima de 10% só incidirá sobre quem tiver renda anual superior a R$ 1,2 milhão.

O governo estima que cerca de 141 mil contribuintes serão atingidos por essa nova regra do Imposto de Renda.

Rendimentos que entram no cálculo

Para apurar a renda total, serão considerados salários, honorários, aluguéis, lucros e dividendos. No entanto, o texto prevê uma série de exceções importantes.

Rendimentos que ficam fora do cálculo do imposto mínimo

Alguns tipos de rendimento não entram no cálculo da tributação mínima do Imposto de Renda, mesmo para contribuintes de alta renda.

Exceções previstas na lei

Ficam fora do cálculo:

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  • Ganhos de capital com venda de imóveis, exceto operações em Bolsa
  • Valores recebidos acumuladamente, como ações judiciais e aluguéis atrasados
  • Rendimentos da poupança
  • Indenizações por acidente de trabalho ou danos morais e materiais
  • Rendimentos de aposentadoria e pensões isentas por doenças graves, como câncer e Aids

Investimentos isentos

Também ficam fora do cálculo investimentos ligados à infraestrutura, ao setor imobiliário e ao agronegócio, como LCI, LCA e títulos incentivados.

Herança e doação entram no cálculo do Imposto de Renda?

Não. Heranças e doações em adiantamento da legítima não entram na base de cálculo do imposto mínimo.

Isso significa que, mesmo que o recebimento de uma herança faça a renda anual ultrapassar R$ 600 mil em determinado ano, não haverá cobrança adicional de Imposto de Renda por esse motivo.

Impacto para profissionais liberais e autônomos

Profissionais liberais com rendimentos superiores a R$ 50 mil mensais poderão ser atingidos pela nova tributação mínima, especialmente aqueles que atuam como pessoas jurídicas ou autônomos.

Redutor para evitar bitributação

Para evitar cobrança excessiva, o projeto prevê um redutor. Se a soma da alíquota efetiva paga pela empresa e do imposto mínimo da pessoa física ultrapassar determinados limites, haverá desconto sobre os dividendos.

Limites por tipo de empresa

  • Empresas em geral: limite de 34%
  • Bancos: limite de 45%
  • Outras instituições financeiras: limite de 40%

O que muda para dividendos e investimentos

A proposta estabelece retenção de 10% de Imposto de Renda na fonte sobre lucros e dividendos que ultrapassem R$ 50 mil por mês, além de qualquer valor remetido ao exterior.

Atualmente, dividendos distribuídos no Brasil são isentos de Imposto de Renda, o que representa uma mudança estrutural importante no sistema tributário.

Estados e municípios terão perdas com a mudança?

Estados e municípios demonstraram preocupação com possíveis perdas nos repasses do Imposto de Renda. Para contornar o problema, o projeto obriga a União a compensar automaticamente eventuais quedas por meio do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Conclusão

A nova tabela do Imposto de Renda 2026 marca uma das maiores reformulações recentes na tributação da renda no Brasil. A ampliação da isenção para até R$ 5.000 representa um alívio significativo para milhões de trabalhadores, enquanto a criação de um imposto mínimo para alta renda busca equilibrar a perda de arrecadação.

As mudanças reforçam o caráter progressivo do Imposto de Renda, ampliando a proteção para quem ganha menos e aumentando a contribuição de quem está no topo da pirâmide salarial. Ainda assim, o impacto real só poderá ser plenamente avaliado após a entrada em vigor das novas regras, em janeiro de 2026.

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Melissa Barbosa

Autor

Melissa Barbosa

Melissa Barbosa é Redatora SEO e Designer no portal Seu Crédito Digital. Estudante de Jornalismo, possui sólida experiência em Marketing de Conteúdo, com foco em estratégias de SEO, comunicação digital e identidade visual. Apaixonada pelo universo da informação e da criatividade, une técnica e sensibilidade para transformar dados e tendências em conteúdos relevantes, que ajudam o público a entender melhor o cenário econômico, os benefícios sociais e os serviços digitais que impactam o dia a dia do brasileiro.

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