Em um episódio que ganhou repercussão nas redes sociais e na comunidade cripto brasileira, um taxista do Rio de Janeiro demonstrou aceitar Bitcoin como forma de pagamento, desmentindo diretamente uma afirmação feita por Tiago Reis, fundador da Suno Research.
Taxista do Rio aceita Bitcoin e rebate crítica de gestor da Faria Lima
Um taxista do Rio de Janeiro surpreende ao aceitar Bitcoin como pagamento, respondendo diretamente à crítica de Tiago Reis sobre a usabilidade da criptomoeda.
A resposta, tornada pública por Pedro Cerize, um influente gestor da Faria Lima, expõe os avanços da adoção do Bitcoin na vida real, longe das suposições do mercado tradicional.
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O debate original: Tiago Reis questiona a usabilidade do Bitcoin
A polêmica declaração
Durante uma live do podcast Market Makers, realizada em agosto de 2024, Tiago Reis afirmou que o Bitcoin não possui uma utilidade prática no dia a dia. Segundo ele, ao solicitar a um taxista que aceitasse pagamento em Bitcoin, obteve uma resposta negativa. A anedota foi usada para sustentar a ideia de que a criptomoeda ainda não tem aplicação real e imediata.
“Vim da Suno pra cá e perguntei para o taxista se podia pagar com Bitcoin. Ele nem sabia o que era isso”, disse Tiago Reis.
Consequências do argumento
A frase rapidamente viralizou nas redes sociais e gerou críticas por parte da comunidade bitcoiner. Para muitos, o argumento era anedótico, falho e ignorava a crescente adoção da moeda digital, tanto no Brasil quanto no mundo.
A resposta inesperada: o taxista carioca que aceita Bitcoin

A postagem de Pedro Cerize
No dia 3 de junho de 2025, Pedro Cerize compartilhou em sua conta no X (ex-Twitter) uma foto tirada do banco traseiro de um táxi no Rio de Janeiro. Na imagem, uma placa informava claramente: “Aceito Bitcoin”. O gesto, simbólico, foi interpretado como uma resposta direta ao argumento de Tiago Reis.
“Para o Tiago Reis que disse que taxista não aceita Bitcoin…”, escreveu Cerize.
Reação nas redes
A imagem viralizou entre influenciadores do mercado cripto e analistas financeiros. Personalidades como Fernando Ulrich, Safiri Felix e Rocelo Lopes comentaram a postagem, reforçando que a adoção do Bitcoin está acontecendo, mesmo que de forma gradual e silenciosa.
Pedro Cerize: de crítico a investidor em Bitcoin
Pedro Cerize, fundador da Skopos Investimentos, era conhecido por suas críticas ao Bitcoin. Em várias ocasiões, ele comparou o comportamento de compra de BTC a bolhas especulativas e ironizou quem investia no ativo.
A mudança de postura
A partir de 2024, Cerize passou a demonstrar um entendimento mais maduro e receptivo à criptomoeda. Em dezembro daquele ano, admitiu publicamente ter investido no ETF de Bitcoin da BlackRock, o IBIT.
“Falar mal de Bitcoin é fácil. Difícil é não ter”, declarou.
Adoção do Bitcoin no Brasil: muito além dos taxistas
Segundo a empresa Triple-A, cerca de 17,5% dos brasileiros já utilizaram ou possuem criptomoedas. Isso coloca o Brasil entre os 10 países com maior nível de adoção no mundo.
Setores que aceitam BTC
- Turismo: agências como a Hurb e a Decolar aceitam criptoativos via intermediários.
- Educação: algumas universidades privadas já aceitam mensalidades em Bitcoin.
- Transporte: além de taxistas, motoristas autônomos estão adotando apps descentralizados que facilitam o pagamento em cripto.
Implicações do caso para o mercado financeiro
O exemplo do taxista carioca mostra como é arriscado usar experiências individuais como argumentos definitivos. O mercado financeiro tradicional muitas vezes ignora a microação econômica em favor de métricas macro.
Desinformados ou resistentes?
Muitos gestores ainda resistem ao Bitcoin por desconhecimento ou preconceito. O caso mostra que, mesmo entre os mais tradicionais, como Cerize, é possível mudar de opinião com base em evidências.
Bitcoin como meio de pagamento
Vantagens
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+311 mil seguidores
- Baixa tarifa em transferências internacionais;
- Controle total sobre os fundos;
- Resistência à censura.
Desafios
- Volatilidade;
- Educação financeira insuficiente;
- Infraestrutura limitada, embora crescente.
A visão da comunidade Bitcoiner
Uma vitória simbólica
A placa no banco do táxi representa mais do que um simples método de pagamento: é um sinal de que a narrativa em torno da usabilidade do Bitcoin está mudando.
O papel dos “early adopters”
Assim como no início da internet ou dos smartphones, a curva de adoção do Bitcoin passa por fases. O que hoje parece nichado, amanhã pode ser norma.
O futuro do Bitcoin no cotidiano
Expansão da infraestrutura
Com a popularização da Lightning Network, pagar um café ou uma corrida de táxi com Bitcoin se torna mais simples, rápido e barato.
Regulamentação e segurança
O Brasil avançou na legislação de ativos virtuais com o Marco Legal das Criptomoedas. Isso dá mais segurança tanto para consumidores quanto para comerciantes.
Considerações finais

O caso do taxista do Rio de Janeiro que aceita Bitcoin como pagamento representa um ponto de inflexão simbólico na narrativa sobre a usabilidade das criptomoedas. Ele evidencia que, apesar do ceticismo de parte da elite financeira, o Bitcoin já está presente na economia real.
A cada novo usuário, comerciante ou motorista que aceita a moeda digital, a distância entre o discurso tecnocrático e a prática cotidiana diminui. E assim, bloco a bloco, transação a transação, o Bitcoin vai ocupando seu espaço no mundo real.
