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Tesouro Direto: agora você não paga mais a taxa de custódia a cada seis meses

A partir de 31 de dezembro de 2024, o Tesouro Direto implementa mudanças na cobrança da taxa de custódia. Entenda o impacto para o investidor.

Juliana PeixotoPor Juliana Peixoto5 min de leitura
Tesouro Direto

A partir de terça-feira (31), os investidores do Tesouro Direto passam a se beneficiar de uma mudança significativa na cobrança da taxa de custódia, que até agora era aplicada semestralmente.

A partir dessa data, o pagamento da taxa, equivalente a 0,2% do saldo, será realizado apenas no momento do resgaste, do vencimento do título ou do pagamento de juros e amortizações.

Este novo formato visa simplificar a experiência do investidor e eliminar a necessidade de gerenciar depósitos periódicos. Neste artigo, vamos explorar como essa alteração impacta os investidores e a história do Tesouro Direto.

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O que é a Taxa de Custódia?

Tesouro Direto mudanças
Imagem: Brenda Rocha – Blossom/ shutterstock.com

A taxa de custódia é uma cobrança feita sobre os investimentos no Tesouro Direto, que tem como finalidade remunerar a B3 (a bolsa de valores brasileira).

A B3 é a responsável por manter os títulos públicos em custódia, além de operar o sistema de negociações, oferecendo a segurança necessária para que o investidor possa comprar e vender seus títulos de forma eficiente.

Por muitos anos, a taxa foi cobrada duas vezes ao ano, em janeiro e julho, incidindo sobre o valor total investido pelo aplicador. Com a mudança, a cobrança será mais dinâmica e proporcional ao período de aplicação, o que deve trazer mais flexibilidade para o investidor.

Como a Mudança Afeta os Investidores?

A principal alteração será a cobrança da taxa de custódia de forma proporcional ao tempo de aplicação. Ou seja, a cada resgaste ou vencimento de título, a cobrança será realizada com base no saldo investido, levando em conta o período de permanência do dinheiro aplicado.

A medida visa tornar o processo mais intuitivo e transparente, uma vez que elimina a necessidade de pagamentos semestrais, o que gerava confusão e exigia um acompanhamento constante.

Cobrança em Caso de Resgates Antecipados e Juros

A nova regra também se aplica quando o investidor resgatar o título antecipadamente ou quando o Tesouro Direto efetuar o pagamento de juros, no caso de títulos com “cupons semestrais”.

A taxa de custódia será cobrada sobre o saldo no momento desses eventos, simplificando a forma de gestão do investimento.

Casos Especiais: Tesouro Educa+ e Renda+

Existem algumas exceções importantes no novo formato de cobrança da taxa de custódia. Os títulos Tesouro Educa+ (que financiam investimentos em educação) e Tesouro Renda+ (destinados ao financiamento da aposentadoria) terão regras diferentes.

A cobrança da taxa de custódia para esses papéis será realizada apenas no momento do resgaste ou no recebimento de fluxos mensais após o vencimento. Isso garante que quem mantiver esses títulos até o seu vencimento não terá que se preocupar com as taxas de custódia.

Isenção de Taxa para Investimentos no Tesouro Selic

Palavra Selic em destaque, escrita em branco, acompanhada pelo símbolo da porcentagem e uma moeda de R$ 1.
Imagem: rafastockbr / Shutterstock.com

Investidores que aplicam no Tesouro Selic, título que segue a taxa básica de juros (Selic), também terão um benefício importante.

A isenção de taxa de custódia se aplica para investimentos de até R$ 10 mil por CPF. Para valores superiores a esse, a taxa será cobrada apenas sobre o excedente. Por exemplo, se o investidor tiver R$ 10.100 aplicados, ele pagará 0,2% sobre os R$ 100 excedentes, o que equivale a R$ 0,20.

Essa medida é uma tentativa de incentivar pequenos investidores a aplicarem no Tesouro Direto, proporcionando condições mais favoráveis para aqueles que buscam rendimentos mais conservadores, como o Tesouro Selic.

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O Histórico da Taxa de Custódia no Tesouro Direto

A taxa de custódia do Tesouro Direto tem passado por diversas alterações desde a criação do programa, em 2002. Inicialmente, os bancos e corretoras cobravam uma taxa de administração, e a B3 impunha uma taxa de custódia de 0,5%.

Com o tempo, a taxa foi reduzida progressivamente, até chegar a 0,2% em 2022. Em 2020, houve uma mudança significativa, com a isenção da taxa para investimentos de até R$ 10 mil no Tesouro Selic, e agora, em 2024, a forma de cobrança também foi alterada para um formato mais eficiente.

Tesouro Direto para o Investidor

O Tesouro Direto foi criado para permitir que pessoas físicas possam investir em títulos públicos diretamente do Tesouro Nacional, sem a necessidade de intermediação de agentes financeiros.

Essa inovação tornou o mercado de títulos públicos acessível a uma vasta gama de investidores, democratizando o acesso ao mercado de dívida pública.

Ao adquirir esses títulos, os investidores estão, de certa forma, financiando a dívida pública do governo federal, que, em troca, se compromete a pagar os valores aplicados acrescidos de juros.

O Tesouro Direto oferece uma ampla variedade de títulos, com diferentes indexadores, como a Selic, a inflação (IPCA) e uma taxa pré-fixada, o que permite ao investidor escolher o tipo de título que mais se adequa ao seu perfil e objetivo de investimento.

As mudanças anunciadas para a cobrança da taxa de custódia no Tesouro Direto representam um avanço significativo na simplificação da experiência de investimento.

A nova cobrança, que será feita de forma proporcional e somente no momento do resgaste ou pagamento de juros, reduz a burocracia e facilita o processo para o investidor. Além disso, a isenção para investimentos abaixo de R$ 10 mil no Tesouro Selic continua a ser uma medida importante para estimular a participação dos pequenos investidores.

Embora o Tesouro Direto ainda seja um dos investimentos mais acessíveis e seguros do mercado, é sempre importante que os investidores se mantenham informados sobre as mudanças nas regras, para otimizar seus ganhos e evitar surpresas.

Juliana Peixoto

Autor

Juliana Peixoto

Juliana Peixoto é jornalista cearense, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Apaixonada por informação e escrita, está sempre em busca de novos aprendizados, experiências e vivências que ampliem sua visão de mundo. Atualmente, colabora com o portal Seu Crédito Digital, contribuindo com conteúdo informativo e acessível para os leitores.

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