De acordo com o consultor financeiro, Rogério Araújo, a atitude dos dois executivos pode ter sido a forma encontrada por eles para deixar claro que não tiveram participação no rombo da Americanas.
Além disso, o mercado também deixou claro suas preocupações com o rumo da empresa. Isso porque no pregão de quinta-feira (12) as ações (AMER3) registraram uma queda histórica.
Tombo histórico das ações da Americanas
Não bastava um rombo maior do que o valor de mercado da empresa e a saída do CEO e do CFO, a Americanas teve a maior queda de ações da sua história no pregão da B3 de ontem.
Assim, as ações (AMER3) caíram mais de 77% em um único dia. Além disso, o valor de mercado da empresa também teve uma queda vertiginosa. No início do pregão ela valia R$ 8,37 bilhões, no final do dia o seu valor de mercado era de R$ 2,45 bilhões.
O mercado ainda está tentando entender o que aconteceu com a Americanas. Afinal, ela está listada na B3, portanto, deveria ter um controle rígido de sua contabilidade. Além disso, não é possível esquecer da auditoria externa anual da empresa, já que ela é uma das maiores empresas do setor.
Dessa forma, o caso ainda está envolto em incertezas e falta de informações. Por exemplo: o que causou esse rombo? Qual o tamanho real da dívida da empresa? Ela conseguirá pagar seus fornecedores?
Investigações
Devido aos indícios de fraude no rombo da Americanas, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) abriu dois processos administrativos. O primeiro tem como objetivo checar a contabilidade da empresa. Já o segundo é para analisar o anúncio do rombo de R$ 20 bilhões.
Caso seja identificada fraude, os acionistas podem entrar com pedido na CVM para que a empresa restitua possíveis prejuízos que eles tiveram.
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