Trabalho infantil cresceu no Brasil nos últimos anos, aponta PNAD
Versão de estatísticas experimentais da PNAD Contínua mostra que o trabalho infantil cresceu no país no último ano. Veja!
Por Rafaela Medolago
De acordo com dados das Estatísticas Experimentais da PNAD Contínua, divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), nos últimos anos, o trabalho infantil apresentou alta no país. Em 2022, eram 1,9 milhão de crianças e adolescentes com 5 a 17 anos de idade nessa situação.
Nesse sentido, 1,4 milhão estavam ocupados em atividades econômicas, enquanto 467 mil produziam para consumo próprio. Nesse sentido, vale ressaltar que na pesquisa, diferentes tipos de serviços são considerados.
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Segundo a definição da OIT (Organização Internacional do Trabalho) o trabalho infantil é “aquele que é perigoso e prejudicial para a saúde e o desenvolvimento mental, físico, social ou moral das crianças e que interfere na sua escolarização”.
Situação de trabalho infantil ao longo dos anos
Com base nas informações que constam na PNAD Contínua, de 2016 a 2022, a realidade do trabalho infantil, ao considerar a população de 5 a 17 anos de idade, era a seguinte:
2016: 5,2%;
2017: 4,9%;
2018: 4,8%;
2019: 4,5%;
2022: 4,9%.
Ademais, vale destacar que mais da metade (52,5%) das crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil tinham de 16 a 17 anos. As demais faixas etárias tinham a seguinte distribuição:
de 14 a 15 anos (23,6% ou 444 mil pessoas);
de 5 a 13 anos (23,9% ou 449 mil).
Imagem: Ronnie Chua / shutterstock.com
Taxa de informalidade é recorde em 2022
Outro dado que chama a atenção da pesquisa é o que trata sobre a taxa de informalidade entre a população em situação de trabalho infantil. Assim, sob esta perspectiva, no ano passado, o percentual atingiu 76,6%, o que representa um recorde histórico desde 2016.
Além disso, o estudo experimental mostra a distribuição das pessoas de 16 e 17 anos que realizam atividades econômicas e eram classificadas como informais. Veja.
Empregado no setor privado sem carteira e trabalhador doméstico: 67,9%;