A busca pela felicidade é uma constante na vida de milhões de pessoas. Mas, segundo especialistas em psicologia positiva, muitas vezes o que impede a conquista desse bem-estar emocional são os próprios hábitos que cultivamos no dia a dia.
Três hábitos que você precisa abandonar para ser mais feliz
Saiba quais são os três hábitos que podem estar sabotando sua felicidade em 2025, segundo especialistas em psicologia e bem-estar emocional.
Em 2025, o tema volta ao centro das discussões com o lançamento de novos livros e estudos sobre saúde mental. Entre eles, ganha destaque a obra “Construindo a felicidade – A ciência de ser feliz aplicada no dia a dia”, da psicóloga Maria Tereza Maldonado.
Com base em pesquisas e anos de atuação clínica, a especialista aponta três hábitos comuns que podem estar sabotando a felicidade de muita gente.
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O conceito real de felicidade segundo a psicologia
De acordo com Maria Tereza Maldonado, um dos maiores equívocos é associar felicidade a um estado contínuo de euforia ou a uma vida sem problemas. “As pessoas acham que felicidade é estar alegre o tempo todo, mas, na verdade, ela é construída com atitudes, escolhas conscientes e estratégias de enfrentamento das dificuldades”, explica.
A psicóloga destaca que a felicidade verdadeira está relacionada ao bem-estar emocional, aos vínculos sociais saudáveis e à capacidade de enfrentar desafios com resiliência.
Hábito 1: Reclamar constantemente
Entre os três hábitos que mais prejudicam a felicidade, a reclamação constante ocupa o primeiro lugar. A especialista ressalta que esse comportamento reforça a percepção negativa da vida e impede que a pessoa enxergue oportunidades.
Por que reclamar demais faz mal?
Segundo a psicologia, reclamar excessivamente ativa áreas do cérebro ligadas ao estresse e à ansiedade. Com o tempo, esse padrão de pensamento se torna automático, dificultando a percepção de aspectos positivos no cotidiano.
Além disso, pessoas que reclamam o tempo todo tendem a afastar amigos, familiares e colegas de trabalho, o que afeta diretamente o bem-estar social.
Como mudar esse hábito?
- Praticar a gratidão diariamente
- Adotar o hábito de listar três coisas boas que aconteceram no dia
- Desenvolver o autocontrole ao perceber o impulso de reclamar
- Substituir a reclamação por ações práticas de solução de problemas
Hábito 2: Comparar-se com os outros
O segundo hábito apontado por Maria Tereza Maldonado é a comparação constante com outras pessoas. Com o avanço das redes sociais, esse comportamento se tornou ainda mais frequente e prejudicial.
O impacto das comparações sociais na saúde mental
Estudos em psicologia mostram que comparar-se excessivamente gera sentimentos de inferioridade, inveja e insatisfação. O problema é que as redes sociais geralmente mostram apenas recortes positivos da vida das pessoas, criando uma falsa sensação de perfeição.
Essa distorção da realidade afeta a autoestima e pode levar ao desenvolvimento de quadros depressivos.
Estratégias para evitar a comparação
- Praticar o autoconhecimento e reconhecer suas próprias conquistas
- Reduzir o tempo gasto nas redes sociais
- Evitar seguir perfis que estimulam a comparação negativa
- Estabelecer metas pessoais realistas, baseadas em sua realidade
Hábito 3: Procrastinar momentos de alegria
O terceiro hábito tóxico que impede a felicidade é adiar atividades que proporcionam bem-estar. Muitas pessoas deixam para depois momentos de lazer, convivência com amigos ou até pequenas recompensas diárias, sempre com a desculpa de que estão ocupadas demais.
Por que adiar o prazer é prejudicial?
A procrastinação da felicidade pode criar uma rotina de insatisfação crônica. Estudos apontam que inserir pequenas doses de prazer no dia a dia contribui para a regulação emocional, melhora o humor e aumenta a motivação.
Negligenciar esses momentos pode resultar em sobrecarga mental, estresse e até burnout.
Como incorporar alegria na rotina
- Reservar um tempo do dia para atividades prazerosas, mesmo que curtas
- Priorizar momentos de lazer com amigos e familiares
- Celebrar pequenas conquistas
- Permitir-se desfrutar de hobbies e interesses pessoais
O papel da neurociência na construção da felicidade
Além das orientações práticas, a psicologia moderna, apoiada por descobertas da neurociência, destaca a importância de cultivar emoções positivas de forma consciente.
Atividades como meditação, exercícios físicos regulares e práticas de mindfulness têm sido apontadas como ferramentas eficazes para estimular regiões do cérebro associadas à sensação de felicidade.
Pesquisas mostram que mudanças simples nos hábitos diários podem alterar a estrutura cerebral, fortalecendo os circuitos neurais responsáveis por emoções positivas.
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Como criar um plano pessoal de felicidade
Para abandonar os três hábitos que sabotam a felicidade e adotar uma nova postura, os especialistas sugerem a criação de um plano pessoal de bem-estar emocional.
Passos recomendados:
- Identifique os hábitos negativos: Reflita sobre sua rotina e reconheça os comportamentos que estão afetando sua felicidade.
- Estabeleça metas realistas: Pequenas mudanças diárias podem fazer diferença a longo prazo.
- Pratique o autoconhecimento: Registre seus sentimentos em um diário ou aplicativo de humor.
- Inclua atividades prazerosas na rotina: Separe um tempo para si mesmo, mesmo que seja apenas 10 minutos por dia.
- Busque apoio: Conversar com amigos, familiares ou até um psicólogo pode ajudar no processo de mudança.
O papel da gratidão e do pensamento positivo

Outro ponto enfatizado por Maria Tereza Maldonado é a prática diária da gratidão. Estudos da psicologia positiva comprovam que agradecer pelas pequenas coisas pode melhorar significativamente o estado emocional.
Além disso, substituir pensamentos negativos por afirmações positivas contribui para reprogramar o cérebro, tornando-o mais receptivo a emoções agradáveis.
A felicidade é um processo, não um destino
Ao contrário do que muitos imaginam, a felicidade não é um estado fixo. Ela é construída ao longo da vida, por meio de escolhas conscientes, mudanças de comportamento e desenvolvimento emocional.
Abandonar os hábitos de reclamar, comparar-se e adiar momentos de alegria é o primeiro passo para quem deseja viver de forma mais leve e satisfeita.
Em 2025, com o aumento das discussões sobre saúde mental, o tema ganha ainda mais relevância, reforçando a importância de cuidar das emoções com a mesma dedicação que se cuida da saúde física.
Conclusão
Em um mundo cada vez mais acelerado e conectado, refletir sobre os hábitos que nos afastam da felicidade tornou-se uma necessidade urgente. Como destaca a psicóloga Maria Tereza Maldonado, a felicidade não é um estado permanente de euforia, mas uma construção diária baseada em escolhas conscientes.
Ao eliminar comportamentos como a reclamação constante, a comparação social e a procrastinação de momentos de prazer, é possível abrir espaço para experiências mais significativas, relações mais saudáveis e um estado emocional mais equilibrado.
A mudança de hábitos exige comprometimento e paciência, mas os benefícios a longo prazo são recompensadores. Em 2025, com a crescente valorização da saúde mental, iniciativas como o livro “Construindo a felicidade” ganham relevância ao oferecer caminhos práticos para transformar a vida emocional.
Seja por meio de pequenas atitudes diárias ou de um processo mais profundo de autoconhecimento, o importante é dar o primeiro passo para construir uma vida mais feliz, plena e com propósito.
