Circula um áudio nas redes sociais afirmando que o atual presidente Jair Bolsonaro (PL) deixou o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ganhar para comprovar uma suposta fraude eleitoral.
Tribunal de Haia está no Brasil para apoiar Bolsonaro?
Os boatos sobre supostas fraudes nos resultados das eleições são baseados em qualquer indício ou prova concreta? Leia o texto e descubra.
De acordo com o conteúdo, as provas dessa suposta fraude estariam sendo reunidas. Além disso, o Tribunal Penal Internacional estaria no Brasil para ajudar a prender os responsáveis pelo crime.
“O Bolsonaro já sabia disso tudo, ele se sacrificou, ele deixou a eleição correr. Isso aí é estratégia militar. […] Ele conseguiu pegar a fraude no mesmo padrão do primeiro turno, tá igualzinho o gráfico. […] O Tribunal de Haia […] já está no Brasil, acho que desde ontem ou antes de ontem, e ele vai dar o artigo 142. Ele precisava perder, ele precisava dessa segunda fraude para pegar o material, juntar com a primeira pra poder ter as provas que ele precisava, foi orientado assim. Esse tribunal já tá aqui no Brasil. Que que vai acontecer? Essa semana começa a faxina. […] Quando ele der a ordem do 142, já vai emitir a ordem de prisão pra esse povo tudo. Vai começar pelo Alexandre [de Moraes], Lula…”, alega a mulher no áudio que está viralizando.
Contudo, as informações são falsas e não têm qualquer base na realidade.
Houve fraude eleitoral?
Assim, os boatos sobre supostas fraudes nas eleições não são baseados em qualquer indício ou prova concreta. Após o segundo turno das eleições, que aconteceu no último domingo (30), diversos observadores internacionais que acompanharam a votação atestaram a confiabilidade do processo.
A Corte de Haia está atuando no caso?
Em síntese, o Estatuto de Roma, que criou o Tribunal Penal Internacional (TPI) do qual o Brasil faz parte, prevê a atuação da corte em quatro crimes. Nenhum deles diz respeito a questões eleitorais:
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- Agressão;
- Crimes contra a humanidade;
- Crimes de guerra;
- Genocídio.
Com sede em Haia, na Holanda, o TPI também é conhecido como Corte de Haia. O porta-voz do tribunal, Fadi El Abdallah, ratificou que a instituição não se envolve em assuntos internos e questões políticas. Ademais, negou que o TPI esteja atuando no Brasil como alega o áudio: “Esses boatos são infundados”.
Imagem: Marcelo Chello / Shutterstock.com
