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Trocar a placa cinza pela Mercosul: até quando é o prazo máximo?

Entenda o prazo e as situações que exigem a troca da placa cinza pela do Mercosul. Descubra como realizar o procedimento corretamente.

Helena SerpaPor Helena Serpa5 min de leitura
placa de veículo emplacamentos

Desde 2018, o Brasil iniciou a implantação do novo modelo de placa para veículos, seguindo os padrões do Mercosul. A mudança foi pensada para unificar a identificação dos veículos nos países do bloco, que inclui Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.

No entanto, a obrigatoriedade de adotar as placas do Mercosul para veículos novos só passou a ser válida em 2020, e muitas pessoas ainda se questionam sobre o prazo para realizar a troca da placa antiga. Neste artigo, vamos explicar quando é necessário fazer a troca e como proceder para ficar em conformidade com a legislação vigente.

O que é a placa padrão Mercosul?

Placa Mercosul
Imagem: Fernando Frazão/Agência Brasil

A placa padrão Mercosul é uma novidade na identificação veicular. Ela traz uma série de elementos de segurança que visam dificultar a falsificação e melhorar a identificação dos veículos. A principal diferença em relação às placas anteriores, de fundo cinza, é o formato e as cores. O fundo da placa Mercosul é branco, com uma sequência de caracteres mista: quatro letras e três números. Essa combinação facilita a leitura e a identificação dos veículos de maneira mais eficaz, além de ser utilizada por todos os países do Mercosul.

Leia mais: Entenda qual a importância do Acordo Mercosul-UE para o Brasil

Essa mudança visa padronizar a identificação dos veículos dentro do bloco, o que facilita o trânsito entre as nações e contribui para a segurança. Vale ressaltar que a placa do Mercosul também inclui elementos de segurança, como códigos QR, que são difíceis de falsificar.

Quando é obrigatório trocar a placa para o modelo Mercosul?

Embora a mudança seja obrigatória para veículos novos desde 2020, a troca da placa para o modelo Mercosul não é obrigatória para todos os veículos. Existem algumas situações específicas que exigem a atualização da placa. Abaixo, listamos os principais casos em que o proprietário de um veículo precisará realizar a troca:

1. Veículos novos

A troca de placa é obrigatória para todos os veículos novos a partir de 2020. Quando um novo veículo é adquirido, ele já deve ser emplacado com a placa do Mercosul, independentemente de ser carro, moto ou caminhão. Assim, quem compra um veículo novo não tem escolha, a mudança de placa é automática.

2. Transferência de propriedade

Se você está comprando ou vendendo um veículo usado, é necessário atualizar a placa quando ocorre a transferência de propriedade. Quando o proprietário de um veículo realiza a venda do seu automóvel ou motocicleta, o novo dono deve providenciar a troca da placa para o modelo Mercosul. Essa alteração é obrigatória para formalizar a mudança no cadastro do veículo junto aos órgãos de trânsito.

3. Mudança de estado ou município

Quando um veículo é transferido de um estado ou município para outro, também é necessário realizar a troca da placa. Isso ocorre porque cada estado e município tem suas particularidades na emissão de placas, e a placa do Mercosul visa garantir a padronização em todo o território nacional. Assim, ao mudar de residência ou realizar um processo de mudança de localização, a placa do veículo precisa ser atualizada.

4. Emissão de segunda via

Caso o proprietário precise emitir uma segunda via da placa, por qualquer motivo (como roubo, furto ou deterioração), a placa nova já deve seguir o padrão Mercosul. Portanto, a emissão de uma segunda via de placa de um veículo usado também exige que o novo modelo seja adotado.

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Prazo para realizar a troca

Muitos motoristas ainda se perguntam até quando devem trocar suas placas antigas pelo modelo do Mercosul. A legislação não especifica um prazo único para a troca, pois ela depende das situações mencionadas acima, como a compra de um veículo novo ou a transferência de propriedade. Em outras palavras, a troca da placa deve ser realizada no momento em que ocorre qualquer um desses eventos, e não existe um prazo específico após a data de implementação da placa.

No entanto, é importante lembrar que, caso a troca seja exigida e não seja feita, o motorista pode ser multado e o veículo pode ser impedido de circular. Isso se aplica especialmente em casos de transferência de propriedade, mudança de estado ou a necessidade de uma segunda via da placa. Portanto, é fundamental realizar a troca assim que ela se tornar necessária.

Custo da troca de placa

placas mercosul
Imagem: rafapress / shutterstock.com

Como mencionado, o custo para a troca da placa Mercosul pode variar de estado para estado. Os valores médios para carros e motos já foram citados, mas é importante verificar a tabela específica do Detran local ou das empresas responsáveis. O custo também pode ser influenciado pela escolha do emplacador (se for uma concessionária ou um posto autorizado).

Considerações finais

Trocar a placa cinza pela do Mercosul é uma exigência legal para diversas situações, principalmente quando se compra um veículo novo ou realiza-se a transferência de propriedade. Para veículos antigos, a troca não é obrigatória, salvo quando há necessidade de atualização devido a circunstâncias como mudança de estado, município ou emissão de segunda via.

Aconselha-se que, ao precisar da troca, o motorista fique atento aos prazos e ao procedimento correto para evitar multas ou problemas legais. Realizar a troca é simples e pode ser feito diretamente pelo Detran ou pelas empresas de emplacamento autorizadas.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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