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Uso do cheque especial é o menor desde 2010; saiba mais

Com a publicação dos mais recentes dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), constatou-se um crescimento notável na taxa de endividamento dos brasileiros, que alcançou os 78,8% em maio de 2024. No entanto, apesar deste aumento, o leve crescimento de […]

Avatar de Djamilla Ribeiro Martins Djamilla Ribeiro Martins · · 2 min de leitura
Imagem de uma pessoa realizando cálculos. Sob os documentos, um acessório com formato do símbolo de porcentagem

Com a publicação dos mais recentes dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), constatou-se um crescimento notável na taxa de endividamento dos brasileiros, que alcançou os 78,8% em maio de 2024.

No entanto, apesar deste aumento, o leve crescimento de 0,3 pontos percentuais em relação ao mês anterior demonstra uma maior prudência no que diz respeito à gestão das dívidas, já que o índice de inadimplência se manteve estável. Veja mais detalhes sobre a pesquisa!

Uso do cheque especial

De acordo com a análise da CNC, a estabilidade da inadimplência, preservada em 28,6% pelo segundo mês consecutivo, sinaliza uma adaptação mais responsável dos indivíduos às suas capacidades financeiras, refletindo diretamente no uso consciente do crédito. 

Assim, esse comportamento se observa especialmente na diminuição do uso do cheque especial, que registrou seu menor índice desde o início da série histórica em 2010, marcando apenas 3,9%.

Dessa forma, a queda no uso do cheque especial se deve a diversos fatores, como a redução da taxa Selic, que tornou o crédito mais barato, e a maior oferta de crédito consignado, que oferece taxas de juros mais baixas.

Imagem de uma pessoa realizando cálculos. Sob os documentos, um acessório com formato do símbolo de porcentagem
Imagem: Reprodução/Shutterstock.com

Endividamento em alta

Contudo, o aumento do endividamento das famílias brasileiras, por outro lado, pode ser reflexo da retomada da economia após a pandemia. Com a melhora da renda, as pessoas podem estar se permitindo consumir mais e contrair mais dívidas. 

Além disso, a alta da inflação também pode estar pressionando o orçamento das famílias, levando-as a se endividar para fazer frente aos custos de vida.

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Entretanto, a taxa de inadimplência se manter estável em 28,6% da população, mesmo com o aumento do endividamento pode ser explicado pelo fato de que o mercado de trabalho está se recuperando e que as famílias estão mais conscientes da importância de manter suas contas em dia.

Imagem: Reprodução/Shutterstock.com

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