Parece golpe, mas é verdade: Zuckerberg lança vagas milionárias via WhatsApp
Imagine abrir seu WhatsApp e se deparar com uma mensagem de Mark Zuckerberg oferecendo uma vaga de emprego milionária. Pode até parecer golpe, mas é real.
De acordo com uma apuração do The Wall Street Journal, o CEO da Meta está, pessoalmente, entrando em contato com pesquisadores e engenheiros da área de Inteligência Artificial (IA) para contratá-los.
Esse movimento faz parte do ambicioso projeto da empresa de construir uma “superinteligência”, capaz de competir diretamente com os principais modelos de IA do mercado, como os da OpenAI, Google e Anthropic.
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Corrida pela superinteligência
Nos últimos meses, a corrida global pela liderança em inteligência artificial se intensificou. Empresas como OpenAI, Google DeepMind e Anthropic vêm disputando os melhores talentos.
Para não ficar para trás, a Meta lançou uma ofensiva agressiva para fortalecer sua divisão de IA. E quem lidera essa missão não é menos que o próprio Mark Zuckerberg, que, segundo relatos, está:
- Enviando mensagens diretas via WhatsApp e e-mail;
- Oferecendo salários milionários;
- Propondo participação em ações de risco e até aquisição de fatias em startups promissoras.
Meta quer acelerar seu projeto de IA
O objetivo da empresa de Zuckerberg é claro: montar uma equipe de elite capaz de desenvolver tecnologias que levem a empresa ao patamar de superinteligência, um conceito que vai além dos modelos atuais e busca criar sistemas mais inteligentes que os humanos.
Quem a Meta está tentando contratar?
Contratações já confirmadas
Uma das principais conquistas da Meta foi a contratação de Alexandr Wang, fundador da Scale AI, uma das empresas líderes no fornecimento de dados para treinar modelos de IA. Ele agora faz parte do laboratório de superinteligência da Meta.
Quem recusou as propostas
Apesar das ofertas milionárias, nem todos aceitaram os convites de Zuckerberg. Veja alguns dos nomes que recusaram:
- John Schulman, cofundador da OpenAI;
- Bill Peebles, cocriador do Sora, gerador de vídeos por IA da OpenAI;
- Ilya Sutskever, cofundador da OpenAI e atualmente na startup Safe Superintelligence (SSI).
Negociações em andamento
Outros nomes seguem em negociações, incluindo:
- Daniel Gross, CEO da SSI;
- Nat Friedman, ex-CEO do GitHub e ex-executivo da Microsoft.
Além de oferecer salários e bônus altíssimos, a Meta estaria disposta a investir diretamente nos fundos de capital de risco dessas personalidades.
Nem todo mundo quer trabalhar na Meta: por quê?
Apesar dos números impressionantes, nem todos veem a proposta com bons olhos. Há diversos fatores que pesam na decisão dos profissionais, incluindo:
Desafios técnicos e atrasos
- A Meta já enfrentou atrasos em lançamentos importantes de IA.
- Críticos alegam que a empresa inflou resultados de desempenho de modelos anteriores.
Falta de clareza no projeto
- Muitos especialistas consideram o conceito de “superinteligência” da Meta vaga demais, sem um roadmap claro.
- Até Yann LeCun, cientista-chefe de IA da própria Meta, é cético quanto à viabilidade de uma IA que supere os humanos.
O que é a Superinteligência da Meta?
Um projeto ambicioso, mas incerto
O termo superinteligência refere-se a uma IA capaz de realizar qualquer tarefa cognitiva melhor que um ser humano. A Meta pretende criar:
- Modelos de IA mais avançados, integrando visão, linguagem, raciocínio e criatividade;
- Soluções capazes de automatizar processos complexos;
- Sistemas autossuficientes, que poderiam revolucionar desde a tecnologia até o mercado financeiro e a ciência.
No entanto, a própria comunidade de IA debate se essa meta é viável ou apenas uma promessa de marketing.
Por que o WhatsApp virou canal de recrutamento?
Estratégia direta de Zuckerberg
O uso do WhatsApp tem alguns objetivos estratégicos:
- Contato rápido e pessoal, fugindo de e-mails corporativos saturados;
- Cria um senso de urgência e exclusividade na proposta;
- Demonstra o envolvimento direto da liderança da empresa, sinalizando a importância da missão.
Desconfiança natural
Muitos dos contatados inicialmente acharam que se tratava de phishing ou algum tipo de fraude digital, o que os fez ignorar as mensagens.
Porém, a confirmação veio quando o próprio Zuckerberg validou os contatos, tanto por e-mails institucionais quanto em reuniões privadas.
Quanto a Meta está oferecendo?
Embora os números exatos não sejam públicos, fontes do setor revelaram:
- Salários base na casa dos US$ 1 a 2 milhões anuais (R$ 5 a 10 milhões);
- Bônus por performance que podem dobrar esse valor;
- Equity (participação acionária) na Meta;
- Ofertas de compra de participações em startups ou fundos ligados aos profissionais.
Impacto dessa corrida no mercado de tecnologia
Corrida pelos talentos de IA
Esse movimento da Meta pressiona outras big techs, que agora precisam:
- Aumentar salários e benefícios para manter seus talentos;
- Acelerar seus próprios projetos de IA;
- Estabelecer parcerias e aquisições estratégicas.
Futuro da IA
Especialistas avaliam que, caso a Meta consiga montar sua equipe dos sonhos, poderá:
- Disputar a liderança global em IA;
- Influenciar diretamente o desenvolvimento de IA Generativa, IA multimodal e superinteligente;
- Alterar o equilíbrio de poder no setor tecnológico.
Conclusão
A iniciativa de Mark Zuckerberg de pessoalmente enviar mensagens via WhatsApp para contratar profissionais de IA não é apenas inusitada, mas sinaliza uma mudança radical na forma como as big techs enxergam a competição por talentos.
Enquanto a Meta aposta tudo na construção de sua própria superinteligência, o mercado observa com cautela. Será que essa estratégia dará certo ou ficará marcada como mais um experimento ousado e controverso?
Imagem: Divulgação / Kate Walker