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Vai ter imposto: Haddad divulga acordo com Shein, AliExpress e Shopee

Diante das polêmicas sobre a taxação de produtos importados, Haddad divulga acordo com Shein, AliExpress e Shopee.

Gessylene BrasilPor Gessylene Brasil3 min de leitura
Haddad

Após recentes discussões sobre a taxação das compras internacionais, gigantes do varejo online como Shein, Shopee e AliExpress firmaram um compromisso junto à Receita Federal, buscando estar em conformidade com as normas fiscais brasileiras.

De acordo com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, esse compromisso visa fazer com que os impostos sejam pagos de forma similar ao que já acontece em plataformas como a Amazon.

A medida, para aumentar a arrecadação do governo e coibir a sonegação fiscal, propõe que os tributos de importação sejam pagos no momento da compra. Isso significa que o consumidor já arcará com a alta desses impostos, podendo levar a um aumento significativo dos preços.

Shein deseja nacionalizar seus produtos

Em resposta às mudanças fiscais, a Shein anunciou recentemente uma parceria com empresas nacionais para a produção de 85% dos seus produtos no Brasil até 2026. Essa estratégia visa diminuir a dependência da empresa em relação às importações, descentralizando a produção e explorando o potencial do mercado brasileiro.

A fabricação local de produtos pode ser uma alternativa viável para as empresas e consumidores do país. A diversificação da produção, além de torná-la mais resiliente frente às tensões comerciais e geopolíticas, também pode contribuir para a competitividade no mercado nacional e a geração de empregos na indústria.

Governo não taxará encomendas de até US$ 50

Vale mencionar que, diante das polêmicas envolvendo a taxação de produtos estrangeiros, o governo decidiu não taxar mais as encomendas de até US$ 50. Atualmente, esses pacotes já são isentos de tarifas. Sendo assim, as novas taxas planejadas por Haddad serão aplicadas logo na hora da compra, antes dessa fiscalização.

Dessa forma, pessoas físicas continuarão recebendo os pacotes de e-commerces internacionais de outras pessoas físicas sem se preocupar com as tarifas, caso a compra não passe da quantia preestabelecida.

Quais são os desafios e oportunidades desse cenário?

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As mudanças fiscais e estratégias de produção apresentam desafios e oportunidades para o mercado e para os consumidores. A incorporação dos tributos de importação no preço final dos produtos encarecerá as compras internacionais e pode levar a um maior consumo dos produtos nacionais.

Nesse contexto, estabelecer parcerias com empresas brasileiras, como a Shein fez, pode ser uma estratégia inteligente para manter a competitividade.

Por outro lado, a cobrança de impostos sobre os produtos importados pode ser vista como prejudicial para o comércio online e o acesso dos consumidores brasileiros a itens estrangeiros.

Imagem: Valter Campanato / Agência Brasil

Gessylene Brasil

Autor

Gessylene Brasil

Gessylene Brasil é graduada em Letras - Português na Universidade Federal Fluminense. Apaixonada por assuntos envolvendo economia e finanças, assim como também se interessa pelo universo da comunicação. Atua como revisora de texto no Seu Crédito Digital.

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