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Vale e Tüv Süd viram rés em caso de Brumadinho

O rompimento da barragem em Brumadinho aconteceu em janeiro de 2019, deixando 270 pessoas mortas e outras três desaparecidas

Adriana AlbuquerquePor Adriana Albuquerque2 min de leitura
Risco de barragem em Brumadinho sobe para nível 2 e moradores precisam sair

A Vale e a Tüv Süd – empresa de consultoria – viraram réus pelo caso do rompimento da barragem do Córrego do Feijão, localizado em Brumadinho (MG). Tragédia ocorreu há 4 anos.

Além disso, outras 16 pessoas também se tornaram réus após a Justiça Federal aceitar a denúncia do Ministério Público Federal (MPF). Assim, o processo foi enviado à 2ª Vara Criminal Federal de Belo Horizonte na última segunda-feira (23).

Contudo, os crimes ambientais prescreveriam nesta quarta-feira (25). Dessa forma, a ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu que a Justiça desse andamento à ação. O rompimento da barragem aconteceu em janeiro de 2019, deixando 270 pessoas mortas e outras 3 desaparecidas. 

Crimes ambientais cometidos em Brumadinho não podem mais prescrever  

Assim, com a aceitação das denúncias do Ministério Público Federal (MPF) por parte da Justiça Federal, os crimes ambientais cometidos em Brumadinho não correm mais o risco de prescrever. 

A Vale S.A. e a Tüv Süd Bureau de Projetos e Consultoria Ltda responderão por crimes contra a fauna, contra a flora e crime de poluição. As 16 pessoas físicas responderão por crimes contra a fauna, crimes contra a flora e crime de poluição, além de homicídio qualificado pela morte das 270 vítimas. 

Entre as pessoas físicas estão diretores, gerentes executivos, gerentes, geólogo especialista e engenheiros da Vale, além de consultores técnicos, especialistas e coordenadores da Tüv Süd.

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MPF descartou possibilidade de acordo

O Ministério Público Federal descartou a possibilidade de acordo na ação devido à gravidade do caso. De acordo com o órgão, os delitos “resultaram na morte de mais de 270 pessoas e mais incontáveis danos socioeconômicos e socioambientais ao longo de mais de 500 quilômetros da calha do rio Paraobepa”. O ministério pede reparação de danos devido à destruição causada.

Imagem: Christyam de Lima / Shutterstock

Adriana Albuquerque

Autor

Adriana Albuquerque

Estudante de Jornalismo na Universidade Metodista de São Paulo.

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