Os proprietários de veículos em circulação no Brasil devem renovar o Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV) anualmente para manter a regularidade perante o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Em 2026, os valores do licenciamento continuam variando conforme o estado, com tarifas que vão de R$ 35,62 a R$ 281,29, dependendo da federação. A diferença chama atenção e reforça a necessidade de organização financeira, já que a taxa é obrigatória para circular legalmente.
TRLAV em 2026: quanto custa a taxa de licenciamento em cada estado
Valores do licenciamento 2026 variam de R$ 35,62 a R$ 281,29. Veja tarifas do CRLV por estado, regras, emissão, multas e como regularizar.
O CRLV é o documento que comprova que o veículo está regularizado em relação a impostos, tributos e possíveis penalidades. Quem não realiza o pagamento enfrenta riscos significativos, como multa gravíssima de R$ 293,47, sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e retenção do automóvel em caso de fiscalização.
Com a aproximação dos últimos meses de 2026, muitos motoristas já estão finalizando o pagamento do IPVA, licenciamento e possíveis débitos pendentes para garantir o documento digital atualizado.
A taxa é estadual, o que explica a disparidade entre os valores cobrados. Enquanto Minas Gerais, por exemplo, possui um dos menores custos, com R$ 35,62, o Rio de Janeiro lidera a lista das tarifas mais caras, chegando a R$ 281,29. Essas diferenças geram debate e pressão popular por mudanças nas cobranças.
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Quanto custa tirar o CRLV em 2026: valores por estado
O valor do licenciamento anual depende da unidade federativa. Confira a lista atualizada dos preços divulgados:
Estados com tarifas de licenciamento
- Acre (AC): R$ 200,25
- Alagoas (AL): R$ 223,38
- Amapá (AP): R$ 128,54
- Amazonas (AM): R$ 150
- Bahia (BA): R$ 120
- Ceará (CE): R$ 180,89
- Distrito Federal (DF): R$ 102
- Espírito Santo (ES): R$ 168,40
- Goiás (GO): R$ 263,39
- Maranhão (MA): R$ 157,33
- Mato Grosso (MT): R$ 189,34
- Mato Grosso do Sul (MS): R$ 239,72
- Minas Gerais (MG): R$ 35,62
- Pará (PA): valor varia, pois é cobrado junto ao IPVA
- Paraíba (PB): R$ 213,93
- Pernambuco (PE): R$ 138,98
- Piauí (PI): varia entre R$ 120 e R$ 190
- Paraná (PR): R$ 94,61
- Rio de Janeiro (RJ): R$ 281,29
- Rio Grande do Norte (RN): R$ 90
- Rio Grande do Sul (RS): R$ 109,27
- Rondônia (RO): R$ 210,18
- Roraima (RR): R$ 56,06
- Santa Catarina (SC): R$ 149,37
Observação: a Alesc aprovou o projeto que extingue a taxa anual de licenciamento; agora aguarda sanção. - São Paulo (SP): R$ 167,74
- Sergipe (SE): R$ 147,48
- Tocantins (TO): R$ 79,63
Esses valores de licenciamento refletem a autonomia estadual prevista em lei para a cobrança da taxa de licenciamento. É possível observar que a região Sudeste apresenta tanto extremos de valores altos quanto muito baixos, com Minas Gerais sendo o estado de menor custo e o Rio de Janeiro liderando o topo da taxa. Já estados do Norte e Nordeste figuram entre faixas intermediárias.
Por que alguns estados cobram mais caro que outros
A definição da tarifa está associada a fatores como infraestrutura disponível para fiscalização, custos operacionais dos Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans), sistemas de emissão e atualização da base de dados, além de políticas internas de arrecadação. Estados com maiores investimentos tecnológicos e administrativos tendem a repassar parte desse custo ao contribuinte, justificando valores mais altos.
Em contrapartida, estados que adotaram medidas de desburocratização e digitalização de processos reduziram os custos, como é o caso de Minas Gerais. Outra situação que influencia é o fato de alguns estados integrarem a cobrança ao IPVA, como ocorre no Pará, o que impede uma tabela fixa divulgada anualmente.
O que é o CRLV digital e como funciona
O CRLV digital substituiu o documento físico que antes era entregue em papel moeda pelas unidades de trânsito. Hoje, ele está disponível para download e consulta no celular, em aplicativos oficiais como o Carteira Digital de Trânsito (CDT) ou nos portais da Senatran e dos Detrans.
Vantagens do documento digital
- Acesso imediato após o pagamento dos débitos
- Possibilidade de compartilhamento com outros condutores
- Aceitação em fiscalizações rodoviárias e blitz
- Eliminação do risco de perda ou rasura do documento físico
O motorista pode apresentar o documento diretamente no celular ou imprimir uma cópia em papel comum. Ambos têm validade jurídica e não geram penalização, desde que estejam atualizados.
Como emitir o CRLV em 2026
Para obter o documento atualizado, é obrigatório que o veículo esteja regularizado. Isso significa ter quitado:
Débitos obrigatórios
- IPVA
- Taxa anual de licenciamento (TRLAV)
- Multas de trânsito pendentes
- Eventuais encargos vinculados ao veículo
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Após o pagamento, a emissão é liberada pelos canais digitais da Senatran e dos Detrans de cada estado. Basta acessar as plataformas, conferir a matrícula do veículo e fazer o download.
Passo a passo para emitir
- Verifique se existem pendências financeiras no Renavam
- Realize os pagamentos pelos bancos autorizados ou Pix disponível em alguns estados
- Acesse o aplicativo CDT ou o site do Detran correspondente
- Emita o documento digital e salve no celular
Esse processo tornou a emissão mais acessível e reduz o tempo de espera, além de evitar filas presenciais.
O que acontece se o condutor não pagar o licenciamento
A circulação com documento vencido é infração gravíssima. De acordo com o CTB, quem é flagrado recebe multa, perde sete pontos na CNH e pode ter o veículo retido. Isso significa que além do transtorno administrativo, há impacto financeiro significativo, já que o pagamento se torna ainda mais caro com penalidades e encargos adicionais.
Dessa forma, a recomendação é que os proprietários acompanhem o calendário de pagamentos divulgado anualmente pelos estados, garantindo que o CRLV esteja sempre em dia.
Conclusão
O licenciamento anual é uma das responsabilidades mais importantes dos proprietários de veículos no Brasil em 2026. Com variações significativas entre os estados, a taxa pode impactar diretamente o orçamento familiar, principalmente em regiões onde o custo é elevado. A digitalização do documento facilitou a emissão e o acesso, mas o atraso ou falta de pagamento continua trazendo prejuízos consideráveis.
Por isso, se antecipar, manter a regularidade e acompanhar as atualizações de cada estado são medidas essenciais para evitar problemas e continuar circulando legalmente.
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