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Vírus que rouba pix: saiba como ele age e como se proteger

Novo vírus disfarçado em jogos para celular rouba Pix de forma automática. Veja como o golpe funciona e como evitar cair nessa armadilha digital.

Juliana PeixotoPor Juliana Peixoto5 min de leitura
pix golpe

Um novo tipo de golpe digital tem alarmado especialistas em cibersegurança e colocado em risco a segurança bancária de milhares de brasileiros. Disfarçado em aplicativos de jogos, o vírus é instalado diretamente no celular da vítima e rouba dinheiro por meio do sistema de transferências instantâneas — o Pix.

Segundo a empresa de segurança digital Kaspersky, essa nova tática é uma evolução do conhecido golpe da “Mão Fantasma”, agora automatizado por meio de um malware chamado trojan bancário ATS. Esse tipo de vírus é capaz de executar ações de forma independente no celular da vítima, sem que ela perceba.

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Como o golpe funciona?

imagem mostra vários robôs do Android, com um verde significando um sistema saudável e vários na cor vermelha para representar aplicativos com malware
Reprodução/Canva.com

Um disfarce perigoso: apps de jogos com prêmios falsos

O golpe começa com a instalação de um aplicativo falso que promete recompensas por meio de joguinhos aparentemente inofensivos. Esses apps não estão disponíveis em lojas oficiais como a Play Store, justamente para burlar os filtros de segurança. Em vez disso, são baixados por links enviados via redes sociais, anúncios ou sites não verificados.

Uma vez instalado, o app solicita ao usuário permissão de acessibilidade, sob o pretexto de otimizar o funcionamento do jogo. Essa autorização, no entanto, é a chave para que o vírus tome o controle do dispositivo. A ferramenta de acessibilidade, originalmente desenvolvida para auxiliar pessoas com deficiência, é explorada pelo trojan para realizar transações bancárias sem o conhecimento do usuário.

Vírus age mesmo com o celular “desligado”

De forma ainda mais sofisticada, o vírus não depende do uso constante do aparelho. Mesmo com o telefone bloqueado ou em repouso, o malware permanece ativo, aguardando a abertura de um aplicativo bancário.

Quando a vítima acessa seu banco para realizar um Pix, o malware bloqueia a tela no momento da transferência, altera automaticamente os dados do destinatário e o valor enviado. Tudo acontece em segundos. A vítima acredita que está transferindo para o contato correto, mas o dinheiro já foi redirecionado para uma conta do criminoso.

“O vírus bloqueia a tela na etapa ‘processando transferência’ e, nesse intervalo, altera o destinatário e o valor. Quando a tela volta para a vítima digitar a senha, a troca já foi feita”, explica Fabio Marenghi, especialista da Kaspersky no Brasil.


A evolução da “Mão Fantasma”

Do manual ao automatizado

A antiga modalidade da Mão Fantasma consistia na ação manual do criminoso, que assumia o controle do celular da vítima remotamente para realizar transações. Agora, com o malware ATS, o processo é todo automatizado.

Segundo Marenghi, isso tornou o golpe ainda mais perigoso.

“Quando a tarefa é automatizada, o criminoso pode focar exclusivamente em infectar novos dispositivos. Ele não precisa estar online, e o vírus continua agindo 24 horas por dia”, destaca.

Além disso, a automação permite que os golpes sejam realizados em grande escala, aumentando o lucro dos cibercriminosos e dificultando a rastreabilidade.


Como se proteger do vírus que rouba Pix?

Pix
Imagem: Freepik e Canva

Diante da sofisticação dos ataques, a prevenção é a melhor arma. A Kaspersky recomenda uma série de medidas para minimizar o risco de infecção por trojans bancários:

1. Baixe aplicativos apenas em lojas oficiais

Evite instalar aplicativos a partir de links enviados por terceiros ou anúncios suspeitos. Prefira sempre lojas oficiais como Google Play e App Store, onde os apps passam por verificações de segurança.

⚠️ Cuidado: Apps maliciosos são mais comuns fora das lojas oficiais e, em muitos casos, são réplicas de jogos populares com pequenas alterações.

2. Nunca conceda permissão de acessibilidade a apps desconhecidos

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A permissão de acessibilidade deve ser usada apenas por pessoas com necessidades específicas. Se um aplicativo pedir esse tipo de acesso sem uma justificativa clara, desconfie imediatamente.

Essa permissão é justamente o que dá poder ao malware para controlar o celular. Recusar é uma medida fundamental para proteger o dispositivo.

3. Ative a autenticação de dois fatores (2FA)

Habilitar a verificação em duas etapas nos aplicativos bancários e redes sociais adiciona uma camada extra de proteção. Mesmo que um criminoso obtenha a senha, será necessário um segundo código para acessar a conta.

4. Use um antivírus ou solução de segurança confiável

Softwares de segurança específicos para dispositivos móveis ajudam a bloquear ameaças antes que elas sejam instaladas. Eles identificam sites maliciosos e impedem o download de trojans disfarçados.

🔐 Importante: Proteja seu celular com o mesmo nível de cuidado que dedica ao seu computador. O smartphone também é uma porta de entrada para os seus dados bancários.


O golpe está evoluindo — e a prevenção também precisa

O crescimento dos crimes digitais envolvendo Pix revela como os golpistas estão cada vez mais preparados para burlar sistemas e explorar vulnerabilidades humanas. O uso de inteligência automatizada para realizar transações sem interferência direta do criminoso exige atenção redobrada da população.

A boa notícia é que, com informação e ferramentas adequadas, é possível se blindar contra essas ameaças. Desconfie de promessas fáceis, evite instalar apps fora das lojas oficiais e, acima de tudo, não conceda permissões desnecessárias. Sua segurança digital começa com escolhas conscientes.

Com Informações de: CNN Brasil

Imagem: Freepik e Canva

Juliana Peixoto

Autor

Juliana Peixoto

Juliana Peixoto é jornalista cearense, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Apaixonada por informação e escrita, está sempre em busca de novos aprendizados, experiências e vivências que ampliem sua visão de mundo. Atualmente, colabora com o portal Seu Crédito Digital, contribuindo com conteúdo informativo e acessível para os leitores.

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