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Elon Musk quer lançar cartões de crédito do X

Rede X prepara super app com carteira digital e cartão próprio, mirando revolução no mercado financeiro até 2025.

A plataforma X, antes conhecida como Twitter, está prestes a atravessar uma transformação significativa. Sob a liderança de Elon Musk, a rede social está se reposicionando para se tornar um verdadeiro “super app” até o fim de 2025, ampliando seu escopo muito além das redes sociais para se firmar como uma solução completa de serviços financeiros, comunicação e inteligência artificial.

A aposta envolve o lançamento de carteira digital, integração com a Visa e até um cartão de crédito ou débito próprio.

Leia mais: X de Musk planeja ferramentas financeiras para 2025

Uma nova era para a X: Finanças no centro da estratégia

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Foto: Freepik/Reprodução

A CEO da X, Linda Yaccarino, revelou em entrevista ao Financial Times que a plataforma lançará em breve o X Money, um sistema de pagamentos peer-to-peer que permitirá aos usuários realizar operações financeiras diretamente dentro do app. De acordo com a executiva, o usuário poderá enviar dinheiro, investir, pagar compras ou dividir contas, tudo sem sair da plataforma.

O sistema funcionará em parceria com a Visa e começa a operar nos Estados Unidos ainda em 2025. Além disso, está em fase de desenvolvimento um cartão X-branded, que poderá ser usado como débito ou crédito. O objetivo é tornar o X um ecossistema digital robusto e autossuficiente.

Inspiração no modelo asiático: o caminho do WeChat

A proposta da X ecoa o bem-sucedido modelo chinês do WeChat, que integra redes sociais, comércio eletrônico e finanças em um único aplicativo. A ideia é que o usuário não precise mais sair da plataforma para resolver sua vida digital. A X já iniciou o processo de obtenção de licenças financeiras em diversos estados americanos, antecipando os requisitos legais para a nova fase.

Essa abordagem de “super app” ainda é rara no Ocidente, mas tem ganhado força conforme empresas buscam diversificar suas fontes de receita e aumentar o tempo de permanência dos usuários nas plataformas.

Recuperação publicitária e ambições financeiras

Após uma fase turbulenta com perda de receita publicitária, a plataforma vê sinais de recuperação. Segundo Yaccarino, “96% dos anunciantes retornaram”, o que eleva as expectativas de que a receita volte aos níveis de 2022.

A nova estratégia visa não apenas diversificar a renda, mas também posicionar a X como uma alternativa a fintechs estabelecidas, como PayPal, Apple Pay e Venmo.

Mais que pagamentos: XMail e inteligência artificial no radar

Além das finanças, a X também está expandindo suas frentes tecnológicas. Elon Musk confirmou o desenvolvimento do XMail, um novo serviço de e-mail da plataforma, reforçando o compromisso de consolidar um ecossistema completo.

Em paralelo, o bilionário está disposto a investir US$ 300 milhões no Telegram para integrar a inteligência artificial desenvolvida pela X na plataforma concorrente. A ideia é fortalecer o alcance tecnológico da empresa e aumentar sua presença no campo da IA.

Obstáculos regulatórios e o alerta da Justiça global

Apesar da ousadia, o caminho da X não será isento de desafios. A oferta de serviços financeiros exige licenciamento rigoroso, além de atenção aos riscos de lavagem de dinheiro e vazamentos de dados. No Brasil, por exemplo, o Supremo Tribunal Federal já determinou que big techs podem ser responsabilizadas legalmente por danos gerados por seus serviços.

A experiência recente da Meta — condenada por falhas de segurança — serve de alerta para o que pode acontecer caso a X não se prepare devidamente para suas novas responsabilidades.

X Money e o cartão próprio: um novo patamar para o app

Elon Musk
Imagem: Evolf/Shutterstock.com

Em maio, Elon Musk anunciou o início dos testes do X Money em versão beta e reforçou que sua equipe está adotando “extrema cautela” com o dinheiro dos usuários. A plataforma se prepara para oferecer:

  • Envio de valores entre pessoas (P2P)
  • Pagamentos de compras
  • Cartão X (débito ou crédito)
  • Integração com sistema Visa
  • Investimentos e trading dentro do app

Esses recursos consolidam o plano de tornar o X uma central completa de finanças, capaz de substituir diversos serviços atualmente fragmentados em múltiplas plataformas.

O futuro do X: um app para tudo

A visão de Musk é clara: transformar o X em um app multifuncional. As ações incluem comunicação (via postagens e mensagens), pagamentos, cartão digital, investimentos, IA integrada e até e-mail próprio. Se bem-sucedida, essa estratégia colocará o X na vanguarda da inovação tecnológica no Ocidente.

Porém, o sucesso dependerá de fatores como adesão do público, credibilidade do sistema financeiro integrado e cumprimento de exigências regulatórias. No cenário global, a corrida pelo título de “super app” está apenas começando — e Musk quer liderar essa nova era.

Com informações de: Mundo Conectado