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INSS paga metade do benefício na 1ª parcela do 13º

Veja valores do 13º do INSS em 2026, quem recebe, datas de pagamento e impacto do novo salário mínimo.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes5 min de leitura
INSS 4

O ano de 2026 começou com uma notícia positiva para milhões de aposentados e pensionistas brasileiros: o reajuste do salário mínimo para R$ 1.621, válido desde 1º de janeiro. A mudança, definida pelo governo federal com base na inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e no crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), trouxe reflexos diretos para benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Entre os impactos mais aguardados está o aumento do 13º salário dos segurados da Previdência Social, um pagamento adicional que funciona como um reforço financeiro anual para quem depende desses benefícios.

Com o novo mínimo e a atualização do teto previdenciário, os valores do abono anual também sobem em 2026. O pagamento continua sendo feito em duas parcelas e pode representar uma importante ajuda no orçamento de aposentados, pensionistas e outros beneficiários.

Além de aliviar as contas de quem recebe o benefício, o governo aposta que a medida ajudará a movimentar a economia brasileira ao colocar bilhões de reais em circulação.

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Como o aumento do salário mínimo impacta o 13º do INSS

O valor do 13º salário do INSS está diretamente ligado ao valor do benefício mensal recebido pelo segurado. Como muitos beneficiários recebem um salário mínimo, qualquer reajuste no piso nacional impacta automaticamente o abono anual.

Em 2026, com o mínimo em R$ 1.621, a primeira parcela do 13º para quem recebe o piso será de aproximadamente R$ 810,50, equivalente a 50% do benefício mensal.

Para quem recebe valores maiores, o cálculo segue a mesma lógica: metade do benefício é paga na primeira parcela.

Valor da primeira parcela em 2026

Veja alguns exemplos aproximados:

  • Quem recebe um salário mínimo: primeira parcela de R$ 810,50
  • Quem recebe R$ 3.000 de benefício: primeira parcela de R$ 1.500
  • Quem recebe o teto do INSS: primeira parcela de até R$ 4.237,77

O teto previdenciário é atualizado anualmente e acompanha os mesmos critérios de correção usados para os benefícios pagos pela Previdência.

Quem tem direito ao 13º salário do INSS

O pagamento do 13º é garantido apenas para segurados que recebem benefícios previdenciários. Entre eles estão:

Aposentados

Todos os segurados que recebem aposentadoria têm direito ao abono anual.

Pensionistas

Quem recebe pensão por morte também recebe o 13º salário proporcional ao benefício.

Beneficiários de auxílios temporários

Alguns benefícios temporários também garantem o pagamento do abono, como:

  • auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença)
  • auxílio-acidente
  • salário-maternidade

Esses beneficiários recebem o 13º de forma proporcional ao período em que receberam o benefício durante o ano.

Quem não recebe o 13º

Existem exceções importantes.

Os beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC) não têm direito ao 13º salário. Isso acontece porque o BPC é um benefício assistencial, previsto na Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS), e não um benefício previdenciário.

Por essa razão, ele não inclui pagamento adicional anual.

Como funciona o pagamento do 13º do INSS

O pagamento segue um modelo tradicional, dividido em duas parcelas.

Primeira parcela

A primeira parte corresponde a 50% do valor do benefício.

Ela tem uma vantagem importante: não sofre desconto de Imposto de Renda, sendo paga integralmente ao segurado.

Segunda parcela

A segunda parte corresponde ao restante do abono anual.

Nessa etapa podem ocorrer descontos, dependendo da situação do beneficiário, como:

  • Imposto de Renda para quem ultrapassa o limite de isenção
  • contribuição previdenciária em casos específicos

O valor final da segunda parcela pode, portanto, ser menor que a primeira.

Impacto do 13º do INSS na economia brasileira

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O pagamento do 13º salário para aposentados e pensionistas costuma gerar forte impacto econômico.

Segundo estimativas baseadas em dados da Secretaria de Previdência, milhões de beneficiários recebem o abono todos os anos, o que representa bilhões de reais injetados na economia.

Esse dinheiro costuma ser usado principalmente para:

  • pagar contas atrasadas
  • comprar medicamentos
  • ajudar familiares
  • reforçar despesas domésticas

Em cidades pequenas, especialmente no interior do Brasil, o pagamento do INSS muitas vezes representa uma das principais fontes de renda da população local.

Com mais recursos circulando, o comércio tende a registrar aumento nas vendas, o que ajuda a movimentar a economia regional.

Reajuste do salário mínimo e preservação do poder de compra

A política de valorização do salário mínimo busca preservar o poder de compra dos trabalhadores e beneficiários da Previdência.

O cálculo do reajuste considera principalmente dois fatores:

  1. inflação acumulada medida pelo INPC
  2. crescimento econômico registrado pelo PIB

Essa fórmula tenta garantir que aposentados e pensionistas não percam poder aquisitivo ao longo do tempo.

Para milhões de brasileiros que dependem do benefício para pagar despesas básicas, esse reajuste anual é essencial para manter o equilíbrio financeiro.

Como consultar o valor do benefício e do 13º

Os segurados podem consultar valores e datas de pagamento de forma simples por meio de canais oficiais.

A consulta pode ser feita pelo aplicativo ou site do Meu INSS, onde é possível acessar:

  • extrato de pagamento
  • valor do benefício
  • calendário de depósitos
  • histórico previdenciário

O acesso é feito utilizando a conta Gov.br, garantindo segurança e acesso rápido às informações.

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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