O avanço da tecnologia no setor de mobilidade urbana está mudando a forma como empresas de transporte por aplicativo acompanham o comportamento de seus condutores. Em 2026, a segurança viária passou a ganhar ainda mais espaço nas estratégias das plataformas, principalmente no segmento de motocicletas, considerado um dos mais vulneráveis no trânsito brasileiro.
App 99 cria sistema para monitoramento de motociclistas parceiros
Sistema da 99 monitora frenagens, curvas e excesso de velocidade para reduzir acidentes entre motociclistas parceiros.
A empresa 99 passou a utilizar sensores e algoritmos capazes de identificar práticas perigosas realizadas por motociclistas parceiros durante as corridas. Entre os comportamentos monitorados estão acelerações bruscas, frenagens repentinas, curvas acentuadas, mudanças rápidas de faixa e excesso de velocidade.
A iniciativa faz parte de um conjunto de medidas voltadas à redução de acidentes e ao aumento da segurança nas cidades brasileiras, especialmente diante do crescimento acelerado dos serviços de entrega e transporte por moto.
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Tecnologia da 99 passa a monitorar conduta de motociclistas
O sistema desenvolvido pela 99 utiliza dados captados pelo celular e por sensores integrados ao aplicativo para analisar a condução dos motociclistas em tempo real. Quando o algoritmo identifica padrões considerados perigosos, o condutor recebe alertas preventivos diretamente na plataforma.
A proposta é incentivar a correção do comportamento antes que ocorram acidentes ou punições mais severas.
Além das infrações já monitoradas, a empresa informou que pretende ampliar o sistema para detectar outras irregularidades comuns no trânsito brasileiro, como:
Ultrapassagem de sinal vermelho
Cruzar semáforos fechados está entre as infrações que mais causam colisões urbanas graves, especialmente em cruzamentos movimentados.
Circulação na contramão
A prática, frequentemente observada em corredores urbanos congestionados, também será alvo do sistema automatizado.
Uso irregular de calçadas
Motociclistas que utilizam calçadas para escapar do trânsito poderão ser identificados futuramente pela tecnologia.
Rio de Janeiro foi cidade piloto da iniciativa
A cidade do Rio de Janeiro foi escolhida como projeto piloto do monitoramento da 99. A iniciativa ganhou força após medidas municipais voltadas ao combate de manobras perigosas realizadas por motoristas de aplicativo.
Segundo os dados divulgados pela empresa, março de 2026 apresentou o melhor desempenho entre os motociclistas notificados na capital fluminense. Cerca de 82% dos condutores que receberam advertências passaram a dirigir de maneira mais segura após os alertas.
Os números mostram uma evolução significativa ao longo do trimestre:
Janeiro apresentou maior número de notificações
No início do ano, aproximadamente 48% dos motociclistas conseguiram melhorar a condução após receberem os avisos da plataforma.
Fevereiro teve menos ocorrências
Em fevereiro, embora o índice de melhora tenha sido de 14%, o percentual de motociclistas notificados foi extremamente baixo: apenas 0,03% dos parceiros cadastrados na cidade.
Índices nacionais também apontam melhora no comportamento
O monitoramento realizado em nível nacional apresentou resultados semelhantes. Dados internos da empresa apontam que mais de 80% dos motociclistas alertados em março corrigiram práticas consideradas arriscadas ainda no mesmo mês.
Nos meses anteriores, os percentuais de melhora ficaram em:
- 31% em janeiro;
- 7% em fevereiro.
Os dados reforçam uma tendência observada no setor de mobilidade: ações preventivas e educativas tendem a gerar maior adesão quando acompanhadas de tecnologia e acompanhamento contínuo.
Como funciona o sistema de restrições da plataforma
A empresa 99 estabeleceu uma pontuação mínima de segurança para os motociclistas permanecerem ativos no aplicativo. O sistema funciona de forma progressiva e busca priorizar a reeducação dos condutores.
Quando o motociclista recebe nota inferior a 60%, ele é advertido e tem um prazo de 15 dias para melhorar sua condução.
Caso o comportamento inadequado continue, são aplicadas restrições graduais.
Primeira suspensão
O motociclista fica cinco dias impedido de utilizar a plataforma.
Segunda suspensão
Se houver reincidência no mês seguinte, o bloqueio sobe para dez dias.
Terceira suspensão
Persistindo o comportamento de risco, a suspensão passa para 30 dias.
Bloqueio definitivo
Em casos repetidos de descumprimento das regras de segurança, o parceiro pode ser desligado da plataforma.
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Segundo a empresa, a maioria dos condutores consegue se adequar logo após a primeira penalidade. Dados internos apontam que cerca de 60% dos motociclistas que sofreram uma primeira restrição melhoraram a forma de pilotar posteriormente.
Relatório de direção ajuda motociclistas a corrigirem falhas
Um dos principais recursos utilizados pela plataforma da 99 é o chamado “Relatório de Direção”, ferramenta que permite ao motociclista acompanhar detalhes sobre sua condução e identificar hábitos perigosos no trânsito.
Na prática, o sistema funciona como um painel educativo, mostrando:
- excesso de velocidade;
- frenagens agressivas;
- acelerações bruscas;
- curvas perigosas;
- mudanças repentinas de faixa.
Com essas informações, os condutores conseguem adaptar a pilotagem no dia a dia, reduzindo riscos para passageiros, pedestres e outros veículos.
Acidentes caíram no primeiro trimestre de 2026
Os resultados apresentados pela 99 indicam uma redução expressiva nos acidentes envolvendo motociclistas parceiros.
De acordo com o levantamento, houve queda de 35% nos acidentes registrados no primeiro trimestre de 2026. O desempenho representa um avanço consideravelmente maior do que o observado no mesmo período de 2025, quando a redução havia sido de 11%.
A diferença de quase 24 pontos percentuais fortalece a percepção de que sistemas baseados em inteligência de dados podem contribuir diretamente para a segurança no trânsito.
Segurança viária se tornou prioridade no setor de aplicativos
O crescimento dos serviços de transporte e entrega por motocicleta elevou a preocupação de autoridades públicas e empresas privadas com a segurança dos profissionais que passam horas expostos ao trânsito urbano.
Dados da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego mostram que motociclistas seguem entre as principais vítimas de acidentes graves nas grandes cidades brasileiras.
Nesse cenário, empresas de mobilidade vêm investindo em ferramentas de monitoramento, educação no trânsito e políticas de prevenção para reduzir riscos operacionais e melhorar a experiência dos usuários.
Especialistas em mobilidade urbana avaliam que o uso de inteligência artificial e análise comportamental tende a se tornar cada vez mais comum nos aplicativos de transporte, especialmente diante da pressão por mais segurança e responsabilidade no trânsito.
Tecnologia e educação podem mudar o trânsito brasileiro
A combinação entre monitoramento inteligente e orientação educativa vem demonstrando resultados concretos dentro das plataformas de mobilidade urbana.
Mais do que punir, o objetivo dessas ferramentas é estimular mudanças de comportamento capazes de evitar acidentes, reduzir infrações e preservar vidas.
Com o aumento do uso de motos nas cidades brasileiras, iniciativas desse tipo podem se tornar essenciais para criar um trânsito mais seguro, organizado e menos violento nos próximos anos.
INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

