Conheça a história das maquininhas de cartão e veja como elas se tornaram as grandes protagonistas nos pagamentos
A evolução das maquininhas de cartão: do digitar ao aproximar
Conheça a história das maquininhas de cartão e veja como elas se tornaram as grandes protagonistas nos pagamentos As maquininhas de cartão revolucionaram os pag
As maquininhas de cartão revolucionaram os pagamentos com toda a praticidade e flexibilidade que entregam. Hoje, esses equipamentos são peça-chave para qualquer negócio fluir.
Existe uma enorme variedade de modelos atualmente, com uma série de funcionalidades, tem até maquininha que aceita vale. O desenvolvimento contínuo de novas tecnologias as torna cada dia mais eficientes e avançadas, abrindo cada vez mais oportunidades para as empresas e um grande leque de opções para as formas de pagamento.
Obviamente, nem sempre foi assim. Num passado não muito distante, elas ainda eram totalmente analógicas e, em pouco tempo, mudanças foram ocorrendo para atender às diversas necessidades dos empreendedores e abrir novas modalidades de pagamento para os consumidores.
Por isso, hoje as maquininhas de cartão são responsáveis pela maior parte dos pagamentos — 60% dos pagamentos e das compras realizadas pelos brasileiros são feitos com cartão de crédito.
Quer saber mais sobre a história desses equipamentos indispensáveis? Continue a leitura e conheça a evolução das maquininhas de cartão.
A história das maquininhas de cartão e sua evolução
A primeira maquininha de cartão
A utilização da primeira maquininha de cartão no Brasil aconteceu nos anos 1970. Naquela época, ela era conhecida como “terminal de pagamento” e o procedimento era feito manualmente. Os caracteres no cartão eram em alto relevo para que os dados do comprador e do cartão fossem impressos em papel carbono.
Para concluir a operação, o dono do cartão precisava assinar a via impressa, que era enviada até o banco para o valor ser debitado. Por ser um processo mecânico e cheio de operações manuais até o pagamento ser efetuado, os terminais não eram muito bem vistos pelos comerciantes.
A implementação dos primeiros sistemas de pagamento eletrônico
Pouco tempo após o surgimento do terminal de pagamento, precisamente em 1973, foi implementado nos EUA o primeiro sistema que ligava os terminais eletrônicos à central de dados VISA.
Para funcionar, os cartões começaram a ser feitos com uma tarja magnética para leitura eletrônica nos terminais. Apesar disso, ainda havia a necessidade da assinatura do dono do cartão para finalizar a transação, já que o sistema de senhas ainda não tinha sido inventado.
1974: ano de criação do primeiro cartão com chip
Devido ao sucesso dos terminais Visa e à alta aderência dessa modalidade de pagamento no mercado mundial, começou a corrida para ganhar espaço num território que ainda tinha muito a ser explorado.
Então, em 1974, o francês Roland Moreno inventou o primeiro cartão de chip, conhecido na época como Smartcard. Apesar disso, o cartão com chip começou a ser difundido somente em 1985.
Em 1992, o chip já era componente obrigatório em todos os cartões de débito na França, e o sistema já tinha meios robustos de segurança para proteger os usuários.
1995: A chegada dos terminais eletrônicos de pagamento no Brasil
Da data de invenção do chip nos cartões até 1995, as maquininhas já tinham evoluído bastante. Naquele momento, elas já eram construídas com teclados numéricos para os usuários digitarem sua senha de 4 dígitos, conhecida como senha PIN.
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Quando elas chegaram ao Brasil (1995), existiam apenas duas operadoras de crédito autorizadas a fazer transações via cartão, a Visanet e Redecard.
Naquele cenário, a Visanet operava apenas com a bandeira Visa; e a Redecard, com a bandeira Mastercard. Por isso, os comerciantes precisavam de uma máquina de cada operadora.
Como eram aceitas apenas duas bandeiras no país, o progresso dos pagamentos com cartão foi praticamente congelado por 15 anos, pois eram limitados às duas bandeiras. Por isso, antes de 2010, era muito comum os usuários perguntarem se o estabelecimento aceitava o cartão da bandeira utilizada por eles (Visa ou Mastercard).
2010: ano que marca o fim da exclusividade para somente duas bandeiras
Com o fim da exclusividade da Visanet (mudou para Cielo) e Redecard (se transformou na Rede), um enorme espaço foi aberto para as fintechs que começaram a impulsionar as transformações na maquininha e nas várias novas formas de pagamento com cartão.
Assim, a competitividade aumentou e as operadoras entraram numa corrida evolutiva para criar diferenciais e se destacar. Quem ganhou com isso foram os usuários, que passaram a ter uma enorme gama de opções, tanto em termos de bandeira quanto de modalidade de pagamentos.
Foi nessa corrida que surgiram as maquininhas com diferentes tipos de conexões com a internet (cabo, wifi, bluetooth e sim cards 2G, 3G, 4G, 5G) e compatíveis com smartphones.
Com essa transformação digital nas maquininhas, na segurança dos dados do usuário e nas modalidades de pagamento, associada à enorme variedade de bandeiras, esses equipamentos se tornaram ferramentas completas e multifuncionais.
Por isso, hoje é indispensável que os empreendedores acompanhem a evolução das maquininhas para disponibilizar em seus atendimentos os modelos mais avançados e confiáveis, a fim de atender às diferentes demandas de cada cliente, afinal, quase todo mundo usa cartão para comprar itens e pagar contas.
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