O presidente da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, general Juarez Cunha, afirmou em vídeo publicado no YouTube na última segunda-feira (29), que estão sendo feitos estudos para a abertura de capital dos Correios. Saiba mais.

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Abertura de capital dos Correios pode evitar a privatização da estatal

“Com vistas à modernização da empresa, já iniciamos estudos para a abertura do capital da empresa. Isso é uma medida fundamental, importante, de maneira que possamos ter um quadro de sócios minoritários.”

Você pode conferir o vídeo logo a seguir:

Através da abertura de capital, os Correios fazem uma oferta pública de ações na Bolsa de Valores, tornando-se assim, uma empresa de capital aberto. Ou seja, com ações negociadas livremente no mercado. Portanto, com este aporte, seria possível obter recursos para financiar projetos de investimentos e de modernização. Entretanto, o general Juarez Cunha não afirmou sobre qual seria a potencial fatia da ECT a ser vendida.

Abertura de capital

A abertura de capital seria uma alternativa para evitar uma eventual privatização dos Correios, que o presidente da empresa se opõe publicamente. Os estudos para viabilizar uma privatização estão sendo feitos pelo governo federal. Contudo, o presidente da ECT terá oportunidades de defender o seu ponto de vista.

Para o governo, os Correios necessitam de maior competitividade e ter menos amarras, para conseguir sobreviver no mercado. Isso somente seria alcançado com a privatização dos Correios.

Por outro lado, o presidente da ECT defende que a empresa é autossuficiente e independente. Portanto, não depende de recursos do orçamento, sendo independente do Tesouro Nacional, e da mesma forma, quando apresenta prejuízo, recorre a empréstimos pagos com recursos próprios.

Cunha também destacou que a empresa passa por uma grande reestruturação e modernização, e que isso a deixaria pronta para competir no mercado. Com isso, a abertura de capital seria uma das saídas encontradas para viabilizar essa modernização.

Considerações finais

Por fim, cabe ressaltar que há pouco mais de uma década os Correios eram considerados como a instituição mais confiável do país. Entretanto, tudo mudou e atualmente, passa pela maior crise da sua história.

Tudo isso em virtude de escândalos, como o do mensalão, a explosão das despesas com o plano de saúde e com um rombo bilionário no Plano de Previdência Privada Postalis, e um aumento brutal nas despesas com pessoal. Some-se a isso vários anos marcados por corrupção, uso político e má gestão, com queda significativa na qualidade dos serviços.

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