Uma pesquisa do americano J.P. Morgan apontou que o processo de abertura de conta digital em fintechs são mais fáceis. Morgan comparou o processo de abertura de conta corrente por meio digital em dez instituições financeiras brasileiras. Segundo o relatório, as fintechs levam vantagem sobre os bancos tradicionais. Presidente do Itaú pede igualdade de competição com as fintechs,

A experiência dos analistas que testaram o passo-a-passo e publicaram o relatório analisaram sete bancos digitais: o Agibank, BTG Digital, Inter, Neon, Nubank, Original e Next ( controlado pelo Bradesco). Os bancos tradicionais que enfrentaram avaliação foram o Banco do Brasil, Itaú e Santander.

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O relatório foi assinado por Domingo Falavina, Yuri Fernandes e Guilherme Grespan. E apontou que as instituições financeiras digitais estão à frente dos bancos de varejo com origem analógica. Embora os bancos de varejo tenham investido bastante em plataformas tecnológicas, nenhum conseguiu oferecer uma experiência completamente online no teste para abertura de conta.

As fintechs com melhores avaliações pelo teste do J.P Morgam foram o Banco Inter, Banco Neon e o Original. De acordo com o relatório, o tempo para registrar o pedido de abertura de conta variou de 5 a 15 minutos e a aprovação levou menos de 3 dias.

O Banco Inter foi apontado pelo relatório, o que mais oferece produtos de crédito. Em contrapartida, o Neon foi classificado como o mais “jovem” e o que tem o tempo mais curto para registro. Já o Original, apesar de ter recebido boa avaliação, perdeu alguns pontos por cobrar tarifa mensal de R$ 9,90.

Já em relação a categoria produtos de investimento, o BTF Digital foi o que mais levou tempo para abrir uma conta. Entretanto, a fintech ganhou ponto positivo devido ao layout da plataforma. E, finalmente, o Nubank demorou 10 dias para a aprovação do pedido. Mas não exigiu nenhum cadastro.

Já em relação ao Itaú e o Santander, foi preciso ir até as agências duas vezes. Além disso, depois de duas semanas, a conta não tinha sido aberta ainda. O Bradesco, no entanto, teve o seu desempenho melhorado devido ao Next. Porque, na época da pesquisa, cobrava tarifas mensais e passou a oferecer pacotes gratuitos.

Segundo a pesquisa, mesmo que o Banco do Brasil tenha sido o de melhor desempenho, o seu aplicativo não conseguiu reconhecer a selfie tirada por nenhum dos analistas que participaram do comparativo. O acesso à conta então foi bloqueado e tiveram que ir até uma agência esperar na fila por 55 minutos. Segundo o relato, eles foram informados que somente a gerente poderia resolver o problema, mas ela estava no horário de almoço, o que causou mais demora no atendimento.

Os analistas retornaram no dia seguinte e a falha foi resolvida. Eles ainda destacaram no relatório que “supreendentemente, nenhuma foto foi pedida e a conta estava 100% operacional”.

Já o Itaú enviou mensagem um dia depois do pedido de abertura de conta. O banco pediu que eles comparecessem até alguma agência para finalizar o processo. No entanto, eles precisaram ficar na fila por 20 minutos para que então uma funcionária informasse que a conta havia sido rejeitada por supostamente haver inconstância entre a declaração de renda e o comprovante salarial. O que ocasionou em que o processo tivesse que ser retomado do zero novamente.

Algo parecido aconteceu com o Santander. Isso porque a abertura da conta foi realizada pelo computador (não era possível fazer pelo app), e depois de quatro dias foi informado que havia um problema no comprovante salarial. Passado cinco dias, o pedido foi negado. Os analistas, então
resolveram ir até alguma agência, mas no fim não conseguiram abrir a conta digital em nenhum dos dois bancos. Portanto, na visão de J.P Morgan, os grandes bancos falham nas iniciativas digitais justamente por possuírem agência.

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Fonte: EM.