Seu Crédito Digital
Seu Crédito Digital

Abin de Bolsonaro monitorou cidadãos secretamente pelo celular

Durante o governo Bolsonaro, pessoas teriam sido monitoradas secretamente pelo celular; entenda e veja em detalhes.

Beatriz CapiraziPor Beatriz Capirazi2 min de leitura
Ex-presidente Jair Bolsonaro com expressão séria e olhando para cima.

Nesta terça-feira (14), foi revelado que o ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (PL), usou a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para monitorar cidadãos secretamente pelo celular, controlando, assim, informações pessoais da população.

Segundo divulgação do jornal ‘O Globo’, a Abin teria usado um sistema de monitoramento de passos de até 10 mil pessoas a cada ano. A medida, que não teria a autorização dos indivíduos envolvidos, foi usada nos três primeiros anos de governo de Bolsonaro. 

Como funcionava o esquema de Bolsonaro?

Conforme as informações divulgadas pelo jornal, a Abin teria usado o aplicativo ‘FirstMile’, permitindo que a Agência não só monitorasse, mas também identificasse a localização exata de aparelhos conectados à internet.

O programa, ainda, emitia alertas em tempo real, possibilitando que diversas pessoas fossem acompanhadas passo a passo, ao longo do dia, pela Agência. No entanto, os cidadãos que eram monitorados não autorizavam que fossem controlados desta forma.

Embora o artifício tenha sido usado por Bolsonaro ao longo de quase todo o seu governo — até meados de 2021, de acordo com o jornal —, o programa teria começado a ser usado ainda durante o governo de Michel Temer, que assumiu a presidência do Brasil após Dilma Rousseff sofrer impeachment.

Investigação será iniciada

Após as informações terem sido divulgadas pelo ‘O Globo’, a Controladoria Geral da União (CGU) anunciou que passará a investigar o caso e repassar a forma como os servidores públicos empregavam o programa durante a gestão de Jair Bolsonaro.

Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.

+311 mil seguidores

Seguir no Google

A entidade irá apurar também a responsabilidade dos servidores públicos, verificando se houve algum tipo de irregularidade no uso da ferramenta. Com a repercussão, o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (Rede), afirmou que adotará medidas para que o caso seja investigado.

O parlamentar foi além e defendeu que a investigação deve ser conduzida pela Comissão de Controle das Atividades de Inteligência (CCAI), que tem como obrigação investigar as ações fiscais da agência.

Imagem: Alf Ribeiro/ Shutterstock.com

Beatriz Capirazi

Autor

Beatriz Capirazi

Jornalista especializada em Jornalismo Econômico pela Fundação Getúlio Vargas/Estadão com interesse em Economia, Política e Direitos Humanos. Autora do livro “Vidas Sucateadas — um olhar sobre a devolução de crianças adotadas”.

Topicos relacionados