Nesta terça-feira (14), foi revelado que o ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (PL), usou a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para monitorar cidadãos secretamente pelo celular, controlando, assim, informações pessoais da população.
Abin de Bolsonaro monitorou cidadãos secretamente pelo celular
Durante o governo Bolsonaro, pessoas teriam sido monitoradas secretamente pelo celular; entenda e veja em detalhes.
Segundo divulgação do jornal ‘O Globo’, a Abin teria usado um sistema de monitoramento de passos de até 10 mil pessoas a cada ano. A medida, que não teria a autorização dos indivíduos envolvidos, foi usada nos três primeiros anos de governo de Bolsonaro.
Como funcionava o esquema de Bolsonaro?
Conforme as informações divulgadas pelo jornal, a Abin teria usado o aplicativo ‘FirstMile’, permitindo que a Agência não só monitorasse, mas também identificasse a localização exata de aparelhos conectados à internet.
O programa, ainda, emitia alertas em tempo real, possibilitando que diversas pessoas fossem acompanhadas passo a passo, ao longo do dia, pela Agência. No entanto, os cidadãos que eram monitorados não autorizavam que fossem controlados desta forma.
Embora o artifício tenha sido usado por Bolsonaro ao longo de quase todo o seu governo — até meados de 2021, de acordo com o jornal —, o programa teria começado a ser usado ainda durante o governo de Michel Temer, que assumiu a presidência do Brasil após Dilma Rousseff sofrer impeachment.
Investigação será iniciada
Após as informações terem sido divulgadas pelo ‘O Globo’, a Controladoria Geral da União (CGU) anunciou que passará a investigar o caso e repassar a forma como os servidores públicos empregavam o programa durante a gestão de Jair Bolsonaro.
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A entidade irá apurar também a responsabilidade dos servidores públicos, verificando se houve algum tipo de irregularidade no uso da ferramenta. Com a repercussão, o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (Rede), afirmou que adotará medidas para que o caso seja investigado.
O parlamentar foi além e defendeu que a investigação deve ser conduzida pela Comissão de Controle das Atividades de Inteligência (CCAI), que tem como obrigação investigar as ações fiscais da agência.
Imagem: Alf Ribeiro/ Shutterstock.com
