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Dividendos ganham força na B3 após eleições; veja ações que aparecem no ranking

Avatar de Vitória Monckes Vitória Monckes · · 5 min de leitura
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As carteiras recomendadas de dividendos para outubro de 2026 mostram uma mudança importante entre as principais apostas das instituições financeiras. Em um mês marcado pela proximidade do segundo turno das eleições presidenciais, a B3 passou a aparecer com mais frequência entre as ações indicadas por bancos e corretoras.

O movimento reflete uma combinação de fatores. De um lado, a maior volatilidade do mercado pode aumentar os volumes negociados na bolsa. De outro, uma eventual trajetória de queda dos juros tende a favorecer a retomada do mercado de capitais e empresas ligadas à atividade financeira.

O cenário merece atenção porque o Ibovespa terminou setembro com alta de 5,03%, aos 186.340 pontos, acumulando valorização de 15,65% em 2026. Ao mesmo tempo, o ambiente eleitoral acrescenta incertezas e pode provocar oscilações significativas nos preços dos ativos.

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Quais são as ações de dividendos mais recomendadas em outubro

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

Em levantamento realizado com dez casas de análise, Petrobras, Allos e Itaú Unibanco aparecem com seis indicações cada. Na sequência estão Axia, Copel e Vale, com cinco recomendações, enquanto a B3 aparece em quatro carteiras.

O ranking, porém, não deve ser interpretado como uma garantia de retorno. As recomendações representam estratégias de diferentes instituições e consideram fatores como geração de caixa, valuation, perspectivas setoriais, distribuição de proventos e riscos específicos de cada empresa.

Além disso, o dividend yield, indicador bastante utilizado por investidores de renda passiva, mostra quanto uma companhia distribuiu em relação ao preço da ação em determinado período. Um percentual elevado, isoladamente, não significa que o investimento seja necessariamente mais atrativo.

Petrobras continua entre as principais apostas

A Petrobras permanece entre os nomes mais recorrentes das carteiras de dividendos. A tese é sustentada principalmente pela capacidade de geração de caixa, pelo crescimento da produção e pela perspectiva de remuneração dos acionistas.

No segundo trimestre de 2026, a companhia registrou lucro líquido de R$ 52,4 bilhões, alta de 97% em relação ao mesmo período do ano anterior. A produção própria de óleo no Brasil chegou a 2,7 milhões de barris por dia, enquanto a utilização do parque de refino alcançou 101%. A estatal também aprovou R$ 17,4 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio referentes ao período.

Para o investidor, entretanto, Petrobras continua exposta a fatores como preço internacional do petróleo, câmbio, decisões de investimento e política de preços. Por isso, a expectativa de dividendos precisa ser analisada em conjunto com os riscos da companhia.

Allos combina distribuição de proventos e setor imobiliário

A Allos, dona de um portfólio de shopping centers, também aparece na liderança das recomendações. A companhia é acompanhada por investidores que buscam exposição ao setor imobiliário por meio de ações e, ao mesmo tempo, valorizam a distribuição recorrente de recursos aos acionistas.

Um dos fatores que chama atenção é a capacidade de geração de receitas dos empreendimentos administrados pela empresa. A manutenção de níveis controlados de vacância e de alavancagem é especialmente relevante em um ambiente de juros elevados.

A companhia também tem realizado pagamentos de dividendos. Em outubro, por exemplo, estava previsto o pagamento de R$ 0,2919 por ação, para investidores que atendiam à respectiva data de corte.

Itaú aparece como opção entre os bancos

O Itaú Unibanco completa o grupo de líderes das carteiras de dividendos. A instituição é frequentemente considerada pelas casas de análise devido à escala, rentabilidade e qualidade de sua carteira de crédito.

A lógica para o investidor de longo prazo está relacionada à capacidade do banco de transformar resultados operacionais em geração de capital e remuneração aos acionistas. Em outubro, o Itaú também estava entre as empresas com pagamento de JCP programado, reforçando sua característica de distribuidor recorrente de proventos.

Ainda assim, bancos são sensíveis ao ciclo econômico. Mudanças na inadimplência, no custo do crédito e nos juros podem alterar os resultados futuros, razão pela qual a análise não deve se limitar ao histórico de dividendos.

B3 ganha espaço com expectativa de retomada

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

A principal novidade do levantamento é a presença mais forte da B3. A operadora da bolsa aparece em quatro carteiras, incluindo recomendações acrescentadas em outubro.

A tese está diretamente relacionada ao funcionamento do mercado de capitais. Quanto maior o volume de negociação de ações, derivativos e outros instrumentos, maior tende a ser a atividade da companhia. Um ambiente de maior volatilidade também pode estimular operações, embora isso não signifique necessariamente valorização permanente da ação.

Os números recentes mostram que a B3 não depende exclusivamente da negociação de ações. No segundo trimestre de 2026, a empresa registrou receita de R$ 3,1 bilhões, crescimento de 12,2% em um ano, enquanto o lucro líquido recorrente alcançou R$ 1,4 bilhão. As receitas recorrentes avançaram 17,3%. B3

Para quem busca dividendos, existe ainda outro ponto de atenção: a B3 tinha pagamentos de JCP programados para outubro, com diferentes valores e datas de corte.

Copel, Vale e Axia também aparecem nas carteiras

Copel e Vale receberam cinco indicações cada, enquanto Axia ficou com cinco recomendações no levantamento. As três representam setores bastante diferentes e, portanto, apresentam riscos e fontes de retorno distintos.

Na Copel, os investidores acompanham principalmente o desempenho do segmento de energia, a política de dividendos, a estrutura de capital e questões regulatórias. Já na Vale, a principal variável continua sendo o mercado internacional de minério de ferro, além dos custos operacionais e da estratégia de diversificação para metais como o cobre.

A Axia, por sua vez, está ligada ao setor elétrico e combina características defensivas com perspectivas relacionadas à geração de caixa e à remuneração dos acionistas.

Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

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