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Ações de TIM e Vivo recuam no Ibovespa após resultados do 2T; veja os motivos

Ações da TIM e da Vivo recuam após resultados do 2º trimestre de 2026. Veja a avaliação dos bancos e o que pressionou os papéis na Bolsa.

Melissa BarbosaPor Melissa Barbosa8 min de leitura
TIM

As ações da TIM (TIMS3) e da Telefônica Brasil (VIVT3), controladora da Vivo, registraram forte queda no pregão desta terça-feira (28), um dia após a divulgação dos resultados financeiros do segundo trimestre de 2026. Apesar de ambas as empresas apresentarem crescimento em diferentes frentes do negócio, os números ficaram aquém das expectativas de parte dos analistas, especialmente em relação ao lucro e à rentabilidade.

Por volta das 10h45 (horário de Brasília), os papéis da TIM recuavam 5,12%, cotados a R$ 20,40, enquanto as ações da Vivo caíam 4,45%, negociadas a R$ 34,38.

A reação negativa mostra como o mercado costuma avaliar não apenas o desempenho passado das empresas, mas também as perspectivas para os próximos trimestres. Ao longo deste artigo, você entenderá o que motivou a queda das ações, como os principais bancos analisaram os balanços e quais fatores seguem no radar dos investidores.

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TIM
Imagem: Reprodução / Seu Crédito Digital

Embora tanto a TIM quanto a Vivo tenham apresentado crescimento de receita em algumas áreas estratégicas, os resultados vieram acompanhados de sinais que aumentaram a cautela dos investidores.

Entre os principais pontos observados pelo mercado estão:

  • lucro líquido abaixo das expectativas em alguns casos;
  • margens de rentabilidade menores do que o esperado;
  • aumento das despesas financeiras e de depreciação;
  • desaceleração no crescimento de determinados segmentos;
  • ambiente competitivo mais intenso no mercado de telefonia móvel.

Em períodos de divulgação de balanços, pequenas diferenças entre os números esperados pelos analistas e os resultados efetivamente apresentados costumam provocar oscilações relevantes nas ações.

Vivo apresentou crescimento operacional, mas lucro decepcionou

A Telefônica Brasil mostrou evolução em indicadores considerados importantes para o mercado.

A receita de serviços móveis continuou crescendo em ritmo considerado sólido, enquanto a companhia também apresentou melhora na operação de fibra óptica (FTTH, sigla em inglês para Fiber to the Home, tecnologia de internet por fibra até a residência).

Mesmo assim, diversos bancos destacaram que alguns indicadores ficaram abaixo das projeções.

Bradesco BBI vê desempenho misto

Na avaliação do Bradesco BBI, a Vivo entregou aceleração da receita de serviços e manteve uma das operações móveis mais resilientes entre as grandes operadoras brasileiras.

Por outro lado, o lucro líquido de R$ 1,6 bilhão ficou cerca de 11,6% abaixo da estimativa da instituição.

Segundo o banco, esse resultado foi influenciado principalmente por:

  • EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) inferior ao esperado;
  • maiores despesas com depreciação e amortização.

Mesmo reconhecendo a qualidade operacional da empresa, o BBI manteve recomendação neutra para as ações, com preço-alvo de R$ 39.

Goldman Sachs mantém recomendação de venda

Para o Goldman Sachs, a composição das receitas ficou mais fraca do que o esperado.

O banco observou que houve vendas de aparelhos acima das projeções, fator que pressionou os custos da companhia. Além disso, a receita de serviços móveis cresceu 6,6%, ligeiramente abaixo da expectativa dos analistas da instituição.

Embora a empresa tenha conseguido controlar parte das despesas com pessoal, o Goldman reiterou recomendação de venda para VIVT3, estabelecendo preço-alvo de R$ 36,50.

JPMorgan destaca força da receita, mas aponta pressão sobre o lucro

Na visão do JPMorgan, a Telefônica Brasil apresentou uma receita de serviços móveis superior à de concorrentes como TIM e Claro.

Mesmo assim, o banco destacou que a rentabilidade ficou abaixo do esperado quando são desconsiderados ganhos com venda de ativos.

O lucro líquido também acabou pressionado por:

  • despesas financeiras mais elevadas;
  • maiores gastos com depreciação e amortização.

Com isso, o JPMorgan manteve recomendação de venda e preço-alvo de R$ 33.

Itaú BBA vê boa execução da estratégia

O Itaú BBA avaliou que a Vivo continua demonstrando boa capacidade de execução, principalmente na estratégia de convergência, que reúne serviços móveis, banda larga, TV e soluções digitais em uma mesma oferta ao consumidor.

Ainda assim, preferiu manter postura cautelosa diante do cenário competitivo, reiterando recomendação neutra e preço-alvo de R$ 38.

Monte Bravo vê pouca margem para valorização

A Monte Bravo classificou os números divulgados como mistos.

Segundo a casa de investimentos, o bom desempenho das receitas foi parcialmente anulado por margens inferiores às expectativas e por uma geração de caixa pressionada pelos investimentos realizados.

Na avaliação da instituição, apesar da qualidade da empresa, o preço atual das ações já incorpora boa parte desse potencial, limitando espaço para novas valorizações.

A recomendação permaneceu neutra, com preço-alvo de R$ 31.

TIM apresentou desaceleração na receita de serviços móveis

A TIM também teve uma recepção negativa por parte do mercado, principalmente devido ao desempenho mais fraco da receita gerada pelos clientes do serviço móvel.

Embora a companhia tenha mantido indicadores considerados saudáveis de geração de caixa e rentabilidade, analistas enxergaram sinais de desaceleração em segmentos relevantes.

Bradesco BBI vê aumento da pressão competitiva

O Bradesco BBI classificou os resultados da TIM como negativos.

Segundo a instituição, o crescimento da receita móvel perdeu força em razão da concorrência mais intensa no setor.

Outro ponto de atenção foi a alta das despesas com inadimplência.

Esses gastos cresceram 38,1% na comparação anual, influenciados, entre outros fatores, por dificuldades envolvendo um cliente específico do segmento corporativo (B2B) e atacado (Wholesale).

Além disso, a receita proveniente da operação de fibra óptica desacelerou, passando de crescimento de 11,4% no primeiro trimestre para 9,5% no segundo.

O banco manteve recomendação neutra, com preço-alvo de R$ 26.

Goldman Sachs vê resultado próximo das expectativas

Na avaliação do Goldman Sachs, a receita e a margem EBITDA ajustada ficaram praticamente em linha com as projeções.

O banco destacou que o crescimento das receitas dos serviços fixos compensou parcialmente o desempenho mais fraco das vendas de aparelhos.

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O lucro líquido ficou apenas 0,5% abaixo da estimativa da instituição, levando o Goldman a manter recomendação neutra e preço-alvo de R$ 26.

JPMorgan chama atenção para o menor crescimento desde 2021

O JPMorgan considerou que a TIM apresentou um trimestre misto.

Embora o EBITDA ajustado tenha superado as projeções do banco, a receita de serviços móveis cresceu apenas 4,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Segundo os analistas, esse representa o ritmo mais lento de crescimento da empresa desde 2021.

A instituição manteve recomendação neutra para TIMS3.

Itaú BBA acredita em menor risco de revisões negativas

O Itaú BBA avaliou que os números da TIM ficaram praticamente dentro das expectativas e podem reduzir o risco de cortes adicionais nas projeções de lucro para o fim de 2026.

Além disso, o banco observa que o posicionamento ainda cauteloso dos investidores pode oferecer algum suporte às ações no curto prazo.

Entre os principais fatores que devem ser acompanhados nos próximos meses estão:

  • migração de clientes do pré-pago para o pós-pago;
  • política de preços diante do aumento da inadimplência;
  • sustentabilidade da recuperação das margens;
  • evolução da estratégia de convergência após o lançamento do UltraCombo;
  • impactos dessas iniciativas sobre a geração de caixa e a alocação de capital.

O Itaú BBA manteve recomendação neutra e preço-alvo de R$ 30, destacando que a TIM negocia com dividend yield próximo de 10%.

O que explica reações negativas mesmo após crescimento de receita?

O mercado financeiro costuma precificar expectativas futuras.

Isso significa que uma empresa pode apresentar crescimento de faturamento e, ainda assim, sofrer forte queda na Bolsa caso os investidores entendam que:

  • o lucro veio abaixo do esperado;
  • os custos aumentaram mais do que o previsto;
  • as margens estão sob pressão;
  • o ambiente competitivo pode reduzir os resultados futuros.

Em setores maduros, como o de telecomunicações, pequenas variações nesses indicadores costumam influenciar significativamente a percepção dos investidores.

O que os investidores devem observar daqui para frente?

TIM
Imagem: Edição/ Seu Crédito Digital

Os próximos trimestres serão importantes para avaliar se TIM e Vivo conseguirão manter crescimento de receita sem comprometer a rentabilidade.

Entre os principais pontos monitorados pelo mercado estão a evolução da concorrência no segmento móvel, o desempenho das operações de fibra óptica, o controle da inadimplência, a capacidade de expansão das margens e a geração de caixa.

Além disso, a política de investimentos das empresas e o cenário macroeconômico brasileiro continuarão influenciando o desempenho das ações ao longo de 2026.

Conclusão

A queda das ações da TIM e da Vivo após a divulgação dos balanços do segundo trimestre de 2026 reflete uma avaliação criteriosa do mercado sobre os resultados apresentados.

Embora ambas as empresas tenham mostrado avanços em receitas e mantenham operações consideradas sólidas, indicadores como lucro, margens e crescimento de alguns segmentos ficaram abaixo das expectativas de diferentes instituições financeiras.

Para quem acompanha o setor de telecomunicações ou investe na Bolsa, os próximos resultados serão decisivos para verificar se as companhias conseguirão equilibrar crescimento, rentabilidade e geração de valor aos acionistas em um ambiente de competição cada vez mais intensa.

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Melissa Barbosa

Autor

Melissa Barbosa

Melissa Barbosa é Redatora SEO e Designer no portal Seu Crédito Digital. Estudante de Jornalismo, possui sólida experiência em Marketing de Conteúdo, com foco em estratégias de SEO, comunicação digital e identidade visual. Apaixonada pelo universo da informação e da criatividade, une técnica e sensibilidade para transformar dados e tendências em conteúdos relevantes, que ajudam o público a entender melhor o cenário econômico, os benefícios sociais e os serviços digitais que impactam o dia a dia do brasileiro.

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