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INSS: passo a passo para solicitar 25% a mais na aposentadoria sem sair de casa

Aposentados por invalidez podem pedir online o adicional de 25%. Saiba quem tem direito e como garantir o aumento no benefício.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes5 min de leitura
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Você sabia que a legislação brasileira garante um adicional de 25% no valor da aposentadoria para quem precisa de cuidados permanentes? Pouco divulgado, esse benefício pode ser solicitado de forma totalmente digital pelo portal ou aplicativo Meu INSS, e pode significar um reforço mensal expressivo para quem vive em situação de fragilidade física.

A medida está prevista no artigo 45 da Lei nº 8.213/91, regulamentada pelo Decreto nº 3.048/99, e é popularmente conhecida como auxílio-acompanhante ou adicional por grande invalidez.

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Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

O que é o adicional de 25% na aposentadoria?

O adicional de 25% é um valor extra pago mensalmente aos aposentados por invalidez que comprovam a necessidade de ajuda contínua para atividades básicas do dia a dia, como se alimentar, se locomover ou manter a higiene pessoal. A ideia é compensar financeiramente a dependência de um acompanhante, seja ele um profissional contratado ou um familiar.

O valor é fixo para todos?

Sim. Independentemente do valor original da aposentadoria, o acréscimo é de exatamente 25% sobre o benefício mensal, além de incidir também sobre o décimo terceiro salário.

Exemplo prático:

  • Aposentadoria atual: R$ 2.000
  • Adicional de 25%: R$ 500
  • Novo valor mensal: R$ 2.500

Quem tem direito ao adicional?

Aposentados por invalidez (oficialmente chamada de aposentadoria por incapacidade permanente)

Esse grupo já possui previsão legal clara para receber o adicional. No entanto, é necessário passar por perícia médica do INSS que comprove a dependência permanente de terceiros para atividades cotidianas.

Segundo o regulamento, o adicional é devido nos seguintes casos de invalidez:

  • Cegueira total
  • Perda de nove dedos das mãos ou de ambos os braços
  • Paralisia dos dois membros inferiores
  • Doenças que impeçam a locomoção sem auxílio
  • Demência ou estados avançados de doenças neurodegenerativas
  • Outras condições que exijam assistência permanente

E quem se aposentou por idade ou tempo de contribuição?

Essa é uma das grandes mudanças que vêm ganhando força na jurisprudência. O Superior Tribunal de Justiça (STJ), no julgamento do Tema 982, reconheceu que o adicional de 25% pode ser estendido a outros tipos de aposentadoria — desde que o beneficiário comprove judicialmente o surgimento de incapacidade permanente após a concessão do benefício.

Ou seja:

  • O INSS ainda não concede administrativamente o adicional para aposentadorias que não sejam por invalidez.
  • No entanto, a Justiça pode determinar o pagamento do acréscimo a quem conseguir comprovar a necessidade por meio de laudos e exames médicos.

Caminho legal em discussão: projetos para ampliar o direito

projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional que visam alterar a legislação atual, permitindo que qualquer aposentado com grande invalidez — independentemente do tipo de aposentadoria — possa requerer o adicional de 25% diretamente no INSS, sem necessidade de processo judicial.

Essa mudança seria especialmente benéfica para idosos em situação de vulnerabilidade, que hoje enfrentam um caminho burocrático mais longo para obter o direito.

Como solicitar o adicional de 25% online?

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O processo pode ser feito sem sair de casa, por meio do aplicativo ou site do Meu INSS, ou ainda pelo telefone 135. Veja o passo a passo:

Etapa 1: Acesse o Meu INSS

  • Pode ser pelo site gov.br/meuinss
  • Ou pelo aplicativo disponível para Android e iOS
  • Também é possível iniciar o pedido pelo telefone 135 (de segunda a sábado, das 7h às 22h)

Etapa 2: Solicite um novo pedido

  • Clique em “Novo Pedido”
  • Digite no campo de busca: “Adicional de 25%” ou “Auxílio-Acompanhante”

Etapa 3: Agende a perícia médica

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  • O INSS exigirá uma perícia presencial, que deve ser agendada pelo próprio sistema
  • É necessário comparecer à agência no dia agendado com:
    • Laudos médicos atualizados
    • Atestados que indiquem a necessidade de ajuda contínua
    • Prescrições de remédios
    • Declarações de cuidadores, se possível

Etapa 4: Aguarde o resultado

  • O prazo para análise do pedido é de até 45 dias
  • Caso haja negativa ou demora excessiva, é possível apresentar recurso administrativo
  • Se ainda assim o pedido for negado, a recomendação é buscar a via judicial

E se o beneficiário morrer?

O adicional de 25% não se incorpora à pensão por morte. Isso significa que, após o falecimento do titular, o valor extra deixa de ser pago, e a pensão será calculada sobre o valor base da aposentadoria original, sem o acréscimo.

Por que o adicional é tão importante?

A população brasileira está envelhecendo rapidamente, e com isso, aumentam os casos de doenças crônicas, degenerativas e de limitação física que exigem acompanhamento constante. No entanto, contratar um cuidador é um custo alto — muitas vezes inviável para aposentados que já recebem valores modestos.

O adicional de 25% pode ser a única forma de custear esse tipo de assistência, garantindo mais dignidade e autonomia ao idoso.

Além disso, ele também pode ajudar a aliviar a sobrecarga dos familiares, muitos dos quais abandonam o emprego ou reduzem sua jornada para cuidar do ente querido.

O que fazer se o INSS negar o pedido?

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É possível:

  • Apresentar recurso administrativo diretamente no Meu INSS
  • Buscar orientação jurídica especializada
  • Ingressar com ação judicial caso esteja fora do escopo da aposentadoria por invalidez ou se houver negativa injusta

É fundamental ter documentos médicos bem elaborados e, se possível, relatórios de fisioterapeutas, assistentes sociais ou psicólogos que atestem a necessidade do cuidador.

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Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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