Em meio às recentes decisões judiciais, é notória a ascensão de ações relacionadas ao assédio moral na Justiça do Trabalho. Porém, ao analisarmos detalhadamente as sentenças, nos deparamos com uma cuidadosa postura dos juízes do Trabalho, nem sempre há existência do assédio moral, até mesmo em situações que parecem.
Afinal, qualquer bronca no ambiente de trabalho é assédio moral?
Entenda o assédio moral nas relações de trabalho e o ímpeto da justiça do trabalho em lidar com essa questão.
Assim, neste artigo, entenda se a ação de um superior ao responder de forma ríspida pode considerar-se assédio. Saiba como identificar, quais os impactos e como evitar estas situações. Confira a seguir.
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Como reconhecer o assédio moral no local de trabalho?

O assédio moral caracteriza-se por uma série de ações onde o empregador (ou colegas de trabalho) humilha, constrange ou inferioriza o empregado de maneira repetida e em público. No entanto, para se configurar assim, é necessário haver um dano psicológico e recorrente à vítima.
Desse modo, destaca-se que um mero descontrole emocional, uma cobrança mais incisiva ou uma repreensão, por si só, não apontam, necessariamente, assédio moral. Portanto, pode ser simplesmente uma dinâmica indesejada das relações de trabalho.
Impacto nas relações de trabalho
À vista disso, há uma crescente preocupação entre os gestores que, receosos de serem acusados de assédio moral, apresentam dificuldades para liderar suas equipes. Nesse sentido, o receio de confrontar, corrigir ou direcionar os membros da equipe, por medo de processo judicial, está se tornando cada vez mais comum.
Em contrapartida, muitos trabalhadores têm relatado situações de assédio moral. Assim, o receio está por vezes interferindo na eficácia da comunicação entre gestor e trabalhador, tornando o ambiente de trabalho um local desconfortável.
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Como evitar esta situação no ambiente de trabalho?
Entretanto, a chave para evitar o assédio moral é a educação, segundo o advogado José Pastore ao portal Terra. Cobrar, exigir e disciplinar, sem ultrapassar o limite do respeito e da dignidade do trabalhador. Uma convivência de trabalho saudável requer respeito mútuo, compreensão e uma comunicação eficaz.
Consequentemente, é preciso cautela ao julgar uma situação como assédio moral. Uma vez que sua personificação é subjetiva, conforme Pastore. Cabe lembrar que um local de trabalho harmonioso é aquele onde todos se sentem respeitados e valorizados.
Imagem: fizkes/shutterstock.com
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