A Ágora Investimentos divulgou sua carteira mensal de ações focadas em dividendos e, para setembro de 2025, decidiu não realizar mudanças em relação ao mês anterior. O portfólio segue composto por Copel (CPLE6), CPFL Energia (CPFE3), Caixa Seguridade (CXSE3), Itaú Unibanco (ITUB4) e Telefônica Brasil (VIVT3).
Ágora Investimentos indica 5 ações para dividendos de até 9% em setembro
Ágora mantém carteira de dividendos para setembro com Copel, CPFL, Caixa Seguridade, Itaú e Telefônica. Expectativa é retorno médio de 7,7%.
O destaque da carteira é a previsibilidade no fluxo de caixa das companhias selecionadas, característica essencial para investidores que buscam renda recorrente e maior resiliência em momentos de incerteza macroeconômica. A expectativa é que o retorno médio, via dividendos, alcance 7,7% em 2025.
Leia mais:
Dicas para escolher números nas loterias

Desempenho da carteira em agosto
Até o dia 27 de agosto, a carteira de dividendos da Ágora acumulava alta de 5,2%, superando o avanço de 4,6% do Ibovespa (IBOV) no mesmo período. Esse desempenho reforça a atratividade da estratégia de investimento baseada em proventos, especialmente em um cenário de volatilidade nos mercados globais e incertezas fiscais no Brasil.
Copel (CPLE6): gatilhos positivos para os próximos anos
A Copel é uma das apostas centrais da Ágora para o segmento de dividendos. Os analistas destacam três fatores que reforçam a tese de investimento:
Migração para o Novo Mercado
A aprovação da migração da companhia para o Novo Mercado da B3, prevista para o segundo semestre de 2025, deve aumentar a liquidez dos papéis e simplificar a estrutura de governança, com a unificação das classes de ações.
Leilão de capacidade
A empresa deve participar do segundo leilão de capacidade do Brasil nos próximos meses, o que pode gerar novas oportunidades de expansão e receita.
Revisão tarifária
A revisão tarifária periódica da distribuidora está agendada para junho de 2026, com potencial de atualizar a base de ativos regulatórios e garantir maior previsibilidade no fluxo de caixa.
Com esses fatores, a Ágora estima que a Copel possa entregar um dividend yield próximo a 10% ao ano nos próximos três anos, reforçando sua atratividade para investidores de longo prazo.
CPFL Energia (CPFE3): fluxo de caixa saudável e resiliência
A CPFL Energia mantém posição de destaque na carteira pela sua saúde operacional e pela consistência no fluxo de caixa.
Segundo a Ágora, os dividendos da companhia continuam competitivos e podem servir como um amortecedor contra riscos macroeconômicos. O setor elétrico, por natureza, tende a oferecer estabilidade e resiliência, características valorizadas por investidores que priorizam renda passiva.
A projeção de dividend yield para 2025 é de 7,3%, patamar considerado atrativo dentro do setor de energia.
Caixa Seguridade (CXSE3): dividendos como colchão de proteção

A Caixa Seguridade enfrenta um ambiente mais desafiador em 2025, de acordo com os analistas da Ágora. Questões relacionadas ao crescimento de prêmios e ao desempenho do setor podem impactar os resultados.
No entanto, o pagamento consistente de dividendos é visto como um colchão protetor para as ações, reduzindo preocupações em torno da performance operacional.
Com dividend yield estimado em 8,2% para 2025, a ação continua na carteira pela sua capacidade de remunerar o acionista mesmo em períodos de maior volatilidade.
Itaú Unibanco (ITUB4): destaque entre os bancos
Entre as instituições financeiras, o Itaú Unibanco segue como a principal recomendação da Ágora. Os analistas destacam que o banco apresenta crescimento sólido na carteira de crédito e mantém níveis de rentabilidade superiores aos concorrentes.
Com base no guidance de expansão de empréstimos, a Ágora estima um dividend yield de até 10,5% em 2025. Essa perspectiva coloca o Itaú como um dos papéis mais atrativos no setor bancário para investidores que buscam dividendos.
Além disso, o banco continua a investir em tecnologia e digitalização, fortalecendo sua posição competitiva no sistema financeiro brasileiro.
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
Telefônica Brasil (VIVT3): estabilidade no setor de telecomunicações
A Telefônica Brasil, dona da marca Vivo, completa a carteira da Ágora. O setor de telecomunicações tem se mostrado resiliente, com forte geração de caixa e previsibilidade de receitas em razão da recorrência dos serviços prestados.
Os analistas apontam que a companhia deve manter investimentos estáveis em 2025, sem comprometer a política de distribuição de proventos.
A expectativa é de um dividend yield de 6% em 2025, podendo chegar a 8% em 2026, com base na projeção de fluxo de caixa e resultados do setor.
Tabela da carteira de dividendos da Ágora para setembro
| Empresa | Ticker | Dividend Yield 2025 |
|---|---|---|
| Copel | CPLE6 | 9,0% |
| CPFL | CPFE3 | 7,3% |
| Caixa Seguridade | CXSE3 | 8,2% |
| Itaú | ITUB4 | 8,2% |
| Telefônica Brasil (Vivo) | VIVT3 | 5,7% |
O papel da previsibilidade no portfólio de dividendos
Uma das principais características da carteira da Ágora é a busca por fluxos de caixa previsíveis e sustentáveis. Em um ambiente de incertezas econômicas e políticas, empresas com geração de caixa sólida tendem a oferecer maior resiliência aos investidores.
A estratégia de dividendos é especialmente atraente em cenários de volatilidade nos juros e no câmbio, funcionando como uma forma de proteção contra oscilações mais bruscas no mercado de ações.
Importância dos dividendos na estratégia de investimento

Os dividendos desempenham papel essencial na construção de patrimônio de longo prazo. Além de representarem uma fonte de renda passiva, também contribuem para a estabilidade do portfólio.
Segundo levantamentos do mercado financeiro, uma parcela significativa da rentabilidade histórica da Bolsa brasileira está associada ao reinvestimento dos dividendos.
Com a carteira mantida para setembro, a Ágora reforça sua visão de que ações com fluxo de caixa previsível e políticas consistentes de proventos devem ser prioridade para investidores que buscam equilíbrio entre risco e retorno.
Imagem: Reprodução
