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AGU pede que Anderson Torres seja preso

AGU entende que o ex-secretário de Segurança Pública do DF Anderson Torres foi omisso no controle dos grupos golpistas em Brasília.

Adriana AlbuquerquePor Adriana Albuquerque2 min de leitura
AGU pede que Anderson Torres seja preso

A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu a prisão do ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal Anderson Torres ao Supremo Tribunal Federal. O pedido acontece devido à atuação de Torres durante a invasão de grupos bolsonaristas às sedes dos Três Poderes, em Brasília, no domingo (8).

Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e Segurança Pública do governo de Jair Bolsonaro (PL), foi exonerado do cargo de secretário pelo governador afastado do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB).

Petição da AGU pede prisão de Torres e outras medidas

A prisão de Anderson Torres foi pedida pela AGU em meio a outras medidas judiciais que envolvem os ataques golpistas de grupos bolsonaristas. Dessa forma, entre as providências solicitadas, está a prisão em flagrante de agentes públicos que se omitiram em meio às ações terroristas.

Órgãos públicos como a AGU e Tribunal de Contas da União (TCU) entendem que o ex-secretário fez vista grossa com relação à mobilização de equipes de segurança, em Brasília, durante o ataque dos bolsonaristas.

Anderson Torres e Ibaneis Rocha podem pagar por destruição em Brasília 

O governador afastado Ibaneis Rocha e o ex-secretário Anderson Torres podem ter que arcar com os custos da destruição do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e do Supremo Tribunal Federal, de acordo com o TCU.

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Para o órgão, ambos contribuíram para o enfraquecimento da segurança na região, viabilizando, assim, as ações terroristas dos grupos bolsonaristas. Até o momento, os prejuízos da destruição já passam de R$ 8 milhões.

Na madrugada de segunda-feira (9), após os ataques, Ibaneis Rocha exonerou Anderson Torres da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal. Em seguida, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, afastou Ibaneis Rocha do cargo de governador pelo prazo de 90 dias.

Imagem: Reprodução/Instagram

Adriana Albuquerque

Autor

Adriana Albuquerque

Estudante de Jornalismo na Universidade Metodista de São Paulo.

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