A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu a prisão do ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal Anderson Torres ao Supremo Tribunal Federal. O pedido acontece devido à atuação de Torres durante a invasão de grupos bolsonaristas às sedes dos Três Poderes, em Brasília, no domingo (8).
AGU pede que Anderson Torres seja preso
AGU entende que o ex-secretário de Segurança Pública do DF Anderson Torres foi omisso no controle dos grupos golpistas em Brasília.
Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e Segurança Pública do governo de Jair Bolsonaro (PL), foi exonerado do cargo de secretário pelo governador afastado do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB).
Petição da AGU pede prisão de Torres e outras medidas
A prisão de Anderson Torres foi pedida pela AGU em meio a outras medidas judiciais que envolvem os ataques golpistas de grupos bolsonaristas. Dessa forma, entre as providências solicitadas, está a prisão em flagrante de agentes públicos que se omitiram em meio às ações terroristas.
Órgãos públicos como a AGU e Tribunal de Contas da União (TCU) entendem que o ex-secretário fez vista grossa com relação à mobilização de equipes de segurança, em Brasília, durante o ataque dos bolsonaristas.
Anderson Torres e Ibaneis Rocha podem pagar por destruição em Brasília
O governador afastado Ibaneis Rocha e o ex-secretário Anderson Torres podem ter que arcar com os custos da destruição do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e do Supremo Tribunal Federal, de acordo com o TCU.
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Para o órgão, ambos contribuíram para o enfraquecimento da segurança na região, viabilizando, assim, as ações terroristas dos grupos bolsonaristas. Até o momento, os prejuízos da destruição já passam de R$ 8 milhões.
Na madrugada de segunda-feira (9), após os ataques, Ibaneis Rocha exonerou Anderson Torres da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal. Em seguida, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, afastou Ibaneis Rocha do cargo de governador pelo prazo de 90 dias.
Imagem: Reprodução/Instagram
