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Alckmin coordena grupo que vai debater tarifa dos EUA com exportadores

Comitê interministerial coordenado por Alckmin vai ouvir exportadores e buscar estratégias para reverter as tarifas de 50% impostas pelos EUA.

Helena SerpaPor Helena Serpa4 min de leitura
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O governo federal criou um comitê interministerial, liderado por Geraldo Alckmin, para articular com empresários da indústria e do agronegócio uma resposta às tarifas de até cinquenta por cento impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

A decisão de criar o comitê foi tomada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que autorizou a estrutura para organizar uma resposta estratégica do Brasil à medida anunciada pelo ex-presidente norte-americano Donald Trump, candidato à reeleição em 2026.

Quem compõe o comitê interministerial

BRASIL X EUA - TARIFAS decreto Alckmin
Imagem: Artfolio – Freepik

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O comitê será formado por representantes de:

  • MDIC
  • Ministério da Fazenda
  • Casa Civil
  • Ministério das Relações Exteriores

A depender do tema abordado em cada reunião, o grupo será ampliado com a participação de outras pastas, como os ministérios da Agricultura, do Desenvolvimento Agrário, da Pesca e de Portos e Aeroportos.

Reuniões com indústria e agronegócio

O grupo já começou a trabalhar. As primeiras reuniões acontecem nesta terça-feira (15).

Indústria nacional pela manhã

  • Siderurgia e metalurgia (aço e alumínio)
  • Celulose e papel
  • Aviação
  • Máquinas e equipamentos
  • Calçados e têxteis
  • Autopeças

Além das entidades de classe, algumas empresas exportadoras também foram convidadas individualmente.

Agronegócio à tarde

  • Suco de laranja
  • Frutas frescas
  • Carnes bovina, suína e de frango
  • Pescado
  • Couro e derivados
  • Mel

Nessa reunião, além dos quatro ministérios fixos, também participarão representantes do Ministério da Agricultura (Mapa), do Desenvolvimento Agrário (MDA) e da Pesca.

Interdependência nas cadeias produtivas

A estratégia do governo brasileiro inclui mobilizar não apenas os exportadores nacionais, mas também empresas norte-americanas que podem ser impactadas negativamente. O governo busca o apoio da Câmara de Comércio Brasil-EUA (Amcham) e outras entidades empresariais americanas para pressionar por uma revisão das tarifas.

Tentativas anteriores de negociação

Encontros com autoridades americanas

O vice-presidente também mencionou encontros com representantes do governo dos Estados Unidos, incluindo o secretário de Comércio, Howard Lutnick, e o embaixador Michael Grier, ligado ao Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR).

Segundo Alckmin, a sinalização dessas autoridades foi de interesse em manter diálogo, mas não houve avanço concreto.

Brasil ainda não fez pedido oficial de redução

Alckmin negou que o governo brasileiro tenha solicitado oficialmente uma redução da tarifa ou apresentado contrapropostas formais neste momento. O foco, segundo ele, está em ouvir os setores prejudicados e construir uma articulação conjunta com o setor privado.

Impactos potenciais da tarifa sobre o Brasil

bandeiras dos Estados Unidos e Brasil visto
Imagem: NINA IMAGES / Shutterstock.com

A imposição de tarifas de até 50% pode ter efeitos profundos sobre a balança comercial brasileira, especialmente em setores dependentes do mercado norte-americano. Estima-se que dezenas de bilhões de reais em exportações estejam sob risco, o que pode afetar empregos, investimentos e o crescimento industrial do país.

Além disso, a medida representa um retrocesso nas relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos, tradicionalmente parceiros estratégicos em diversos setores.

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FAQ — Perguntas frequentes

O que motivou o comitê coordenado por Alckmin?

A criação do comitê foi motivada pela decisão dos EUA de impor tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros. O objetivo é definir estratégias para reverter ou atenuar os efeitos da medida.

O governo brasileiro já iniciou diálogo com os EUA?

Sim. Uma proposta de negociação foi enviada aos EUA em maio, mas ainda não houve resposta oficial.

O Brasil pediu a redução da tarifa?

Não. Até o momento, o governo não apresentou proposta de alíquota nem solicitou prorrogação de prazos. O foco está na mobilização empresarial.

Haverá reuniões com empresas americanas?

Sim. O governo brasileiro pretende dialogar com empresas e entidades dos EUA para mostrar que a medida afeta negativamente ambos os países.

Considerações finais

Nos próximos meses, o sucesso dessa empreitada dependerá da capacidade de negociação com os Estados Unidos, da adesão dos setores produtivos e da habilidade em usar os canais diplomáticos e comerciais disponíveis. Em um contexto de crescente protecionismo internacional, a reação brasileira poderá definir os rumos da relação econômica entre os dois países — e do papel do Brasil no comércio global.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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