Em cerimônia realizada no Pier Mauá, no Rio de Janeiro, o vice‑presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, esteve ao lado do presidente Lula na sessão de abertura do Fórum Empresarial do BRICS, promovido pela CNI.
Geraldo Alckmin destaca BRICS como motor do crescimento global
Geraldo Alckmin elogia BRICS: bloco representa 40% do PIB mundial e impulsa multilateralismo e desenvolvimento sustentável.
Ele ressaltou que o bloco, nos onze países-membros, representa mais de 40% do PIB global e cresce acima da média mundial, funcionando como “grandes promotores do desenvolvimento” econômico.
Participantes e pautas

O evento contou com lideranças empresariais e especialistas convidados pelo Conselho Empresarial do BRICS (CEBRICS) e pela Women’s Business Alliance (WBA), reunindo autoridades do BNDES, CNI, Embraer e Times Brasil. Foi o prelúdio da 17ª Cúpula dos Chefes de Estado do BRICS, marcada para os dias 6 e 7 de julho, conforme confirmado pela coordenação do bloco.
O que disse Alckmin
- BRICS como motor econômico: “Juntos representam mais de 40% do PIB mundial e mantêm taxas de crescimento acima da média global. Por isso, são grandes promotores do desenvolvimento”.
- Defesa do multilateralismo: elogiou o empenho de Lula contra protecionismos e citou os acordos do Mercosul com União Europeia (2024) e com EFTA (anunciado nesta semana) como exemplos de compromisso global.
- Pilares da Nova Indústria Brasil: reforçou tópicos como sustentabilidade, competitividade, inovação, exportação e inclusão social – componentes centrais da política industrial lançada em janeiro de 2024.
Temas centrais do Fórum Empresarial

Desenvolvimento sustentável
Enfocou estratégias para segurança alimentar, transição energética, descarbonização, economia digital e inclusão financeira.
Parcerias e agendas bilaterais
Alckmin participou diretamente de reuniões com:
- Nigéria: após missão oficial em Abuja, Brasil e Nigéria reforçaram parceria no diálogo estratégico.
- Malásia: tratou de cooperação em semicondutores, aeroespacial e dispositivos médicos. A Malásia foi o 17º maior destino das exportações brasileiras em 2024, crescendo 5,9% no último ano.
- DP World (Emirados Árabes Unidos): discutiram investimentos em infraestrutura portuária, especialmente no Porto de Santos.
- Keeta (China): diálogo com a plataforma chinesa de compras Meitruan.
Encontros de trabalho com outros líderes

Márcio Elias Rosa, secretário executivo do MDIC, também integrou comitiva e participou de reuniões com Nigéria e Vietnã. Em encontro com o primeiro-ministro vietnamita, Pham Minh Chinh, discutiram agricultura, defesa, minería, biocombustíveis e inovação. Foi assinado um memorando sobre cooperação em ciência, tecnologia e transformação digital.
Repercussões e projeções
Expansão e peso do bloco
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+311 mil seguidores
O BRICS conta agora com onze membros — Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Egito, Emirados Árabes, Etiópia, Indonésia, Irã e Arábia Saudita — cobrindo quase metade da população mundial e uma parcela substancial do comércio global.
Declaração conjunta
Antes da cúpula, os países aprovaram uma declaração conjunta reafirmando críticas ao protecionismo do comércio dos EUA, e enfatizando reforma da OMC, economia digital e governança inclusiva, mostrando capacidade de consenso entre economias diversas.
Papel político-diplomático
O Brasil, como presidente rotativo do BRICS, assumiu foco em governança global, representatividade do Sul Global, reforma das instituições internacionais e combate às desigualdades socioeconômicas .
Conclusão
Geraldo Alckmin reforçou a relevância do BRICS como alavanca para um desenvolvimento global multilateral, sustentável e inclusivo. Ao destacar acordos comerciais, agendas tecnológicas e estratégias de cooperação, alinhou discurso da Nova Indústria Brasil à agenda global, consolidando o papel do Brasil no bloco e nos mercados emergentes.
