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Americanas fecha mais de 100 lojas e o lucro despenca 96%

Americanas fecha 112 lojas entre janeiro e setembro, reduz espaço físico e aposta na integração digital para recuperar operações e evitar novos prejuízos.

Melissa BarbosaPor Melissa Barbosa6 min de leitura
Americanas

A Americanas, uma das maiores varejistas do país, vive mais um capítulo de sua complexa recuperação operacional. Entre janeiro e setembro deste ano, a companhia fechou 112 lojas em todo o Brasil, sendo 51 unidades convencionais e 61 no modelo express. A medida representa uma redução de 6,4% na área total de vendas, reforçando a necessidade de enxugamento para evitar perdas mais profundas em um momento crucial para a empresa.

Segundo a varejista, o corte foi motivado por unidades que não atendiam aos critérios mínimos de viabilidade econômica. Além do fechamento físico, a empresa vem ajustando sua operação digital e reorganizando equipes internas na tentativa de recuperar espaço competitivo no varejo nacional.

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Reestruturação para conter perdas

Apenas entre julho e setembro, período correspondente ao terceiro trimestre, 55 lojas encerraram suas atividades — 33 tradicionais e 22 express. A Americanas explica que os fechamentos fazem parte de uma ampla estratégia de ajuste de portfólio, focada especialmente na eficiência operacional.

Redução de custos e busca por maior eficiência

A empresa também tem redimensionado áreas físicas consideradas de baixa ocupação, revisando contratos, renegociando aluguéis e concentrando esforços nas localidades de maior fluxo e retorno comercial. O objetivo é claro: fortalecer vendas, reduzir desperdícios e cortar custos fixos.

Encolhimento do espaço físico e fortalecimento do digital

Apesar de o movimento incluir cortes de lojas, a Americanas não abandona sua estratégia de omnicanalidade. A empresa afirma que pretende integrar de forma mais inteligente o canal digital às unidades físicas que permanecerem ativas, garantindo uma experiência acelerada e mais coerente para o consumidor.

Resultados financeiros em forte queda

No balanço do terceiro trimestre, a Americanas apresentou um cenário ainda desafiador. O lucro líquido caiu 96,4% em relação ao mesmo período do ano passado, alcançando R$ 367 milhões. O resultado acompanha uma retração expressiva no volume bruto de mercadorias (GMV) vendido pelo canal digital, que ficou em R$ 167 milhões — queda anual de 74,6%.

Queda no digital e estabilidade nas vendas físicas

Enquanto o comércio eletrônico apresentou forte redução, as vendas físicas permaneceram estáveis, totalizando R$ 3,4 bilhões no período. Esse movimento reforça a tentativa da Americanas de equilibrar sua atuação omnichannel, sem depender excessivamente do marketplace, setor que vinha gerando custos elevados e trazendo baixa margem.

No consolidado entre lojas físicas e operação digital, o GMV totalizou R$ 3,7 bilhões, representando queda de 11,6% na comparação anual.

Por que o marketplace foi reduzido?

A companhia atribui grande parte dessa retração à decisão estratégica de reduzir o peso do marketplace em seu negócio. A intenção é focar na integração entre canais e priorizar operações próprias, nas quais a empresa tem maior controle de estoque, logística e rentabilidade.

Esse movimento, embora diminua o GMV, tende a melhorar margens e reduzir riscos financeiros — um ponto sensível após os recentes escândalos e inconsistências contábeis revelados no início de 2023.

Foto: Agência Brasil

Grande rede de varejo encerra mais de 100 lojas no país

O fechamento massivo de unidades não é um fenômeno isolado no varejo brasileiro, mas chama atenção pela dimensão e pela relevância histórica da marca Americanas, presente em praticamente todos os estados e em mais de mil municípios.

Impactos internos e ajustes operacionais

A redução do número de lojas trouxe também mudanças profundas na logística, no abastecimento, na operação de centros de distribuição e no número de funcionários. Algumas unidades foram incorporadas a outras, enquanto parte dos serviços de logística foi centralizada.

A empresa também mantém negociações com credores e fornecedores para ajustar prazos, reforçar contratos e manter o abastecimento das unidades mais rentáveis.

Transição para uma nova fase

No relatório do trimestre, a Americanas afirma que este momento marca o encerramento da fase mais crítica da reestruturação interna e abre caminho para um novo ciclo operacional. Essa nova etapa coloca foco especial na eficiência e na modernização tecnológica das lojas e dos processos de atendimento.

Acordos reforçados com fornecedores

A varejista informou ainda que ampliou acordos com fornecedores, garantindo maior previsibilidade no estoque e reduzindo volatilidades na reposição de produtos essenciais. A estratégia visa retomar a confiança do mercado, ainda abalada pela crise financeira e pelos impactos no ecossistema de varejo.

Melhorias no programa de fidelidade “Cliente A”

O programa de fidelidade, que reúne milhões de consumidores, também passou por ajustes, com mais vantagens e maior integração entre compras online e offline. A ideia é estimular a recorrência e reter clientes em meio à forte competição com gigantes do e-commerce.

Agilidade em serviços financeiros

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A empresa também aprimorou a oferta de serviços financeiros, buscando agilizar aprovações, ampliar meios de pagamento e tornar a jornada mais fluida. A intenção é aproximar-se de players que já apostam fortemente em soluções financeiras integradas à experiência de compra.

Omnicanalidade no centro da estratégia

O modelo omnicanal é tratado como prioridade absoluta na nova fase da Americanas. A empresa quer proporcionar uma experiência híbrida, combinando o melhor das compras digitais com a conveniência das lojas físicas.

Retirada rápida em loja e novos modelos de entrega

O foco é tornar o processo de compra mais rápido e eficiente. Clientes podem comprar online e retirar em loja em poucas horas, dependendo da localidade e da disponibilidade do estoque. Esse sistema diminui custos de entrega, reduz prazos e atrai consumidores que buscam agilidade.

A importância do consumidor na nova estratégia

Mesmo após o período turbulento, a Americanas mantém uma base de aproximadamente 45 milhões de clientes ativos — um dos maiores patrimônios da empresa. O desafio agora é transformar esse público em consumidores recorrentes, fortalecendo o relacionamento e reconstruindo a confiança na marca.

Perspectivas para os próximos trimestres

A varejista indica que, com a conclusão da fase mais severa da reestruturação, os próximos meses devem mostrar operações mais enxutas, estáveis e eficientes. A empresa aposta em tecnologia, logística integrada e racionalização de lojas para voltar a competir em um mercado cada vez mais seletivo e dominado pelo digital.

Os riscos ainda existem

Apesar do esforço de reorganização, os riscos seguem elevados. O corte de mais de 100 lojas evidencia a necessidade urgente de recuperação financeira e a busca por um modelo de negócio sustentável. Analistas observam que os próximos trimestres serão decisivos para determinar se a estratégia adotada surtirá efeito.

Conclusão

A Americanas chega ao fim do período analisado com menos lojas, menor área física e uma operação mais enxuta, mas com um plano claro de transição para uma fase baseada em eficiência, omnicanalidade e retomada gradual da confiança do consumidor. O próximo ciclo será crucial para medir a capacidade da empresa de voltar ao protagonismo no varejo nacional.

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Melissa Barbosa

Autor

Melissa Barbosa

Melissa Barbosa é Redatora SEO e Designer no portal Seu Crédito Digital. Estudante de Jornalismo, possui sólida experiência em Marketing de Conteúdo, com foco em estratégias de SEO, comunicação digital e identidade visual. Apaixonada pelo universo da informação e da criatividade, une técnica e sensibilidade para transformar dados e tendências em conteúdos relevantes, que ajudam o público a entender melhor o cenário econômico, os benefícios sociais e os serviços digitais que impactam o dia a dia do brasileiro.

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