A Americanas (AMER3) apresentou, no segundo trimestre deste ano, um desempenho que sinaliza uma recuperação gradual de sua saúde financeira. Após enfrentar uma das maiores crises corporativas do país, a varejista registrou um prejuízo líquido de R$ 98 milhões, o que representa uma queda expressiva de 94,7% em relação aos R$ 1,86 bilhão negativos reportados no mesmo período do ano passado.
Americanas reduz prejuízo a R$ 98 milhões e dá sinais de recuperação
Americanas reduz prejuízo em 94,7% no 2º trimestre e apresenta melhora operacional, apontando sinais de recuperação no mercado.
O resultado, divulgado nesta terça-feira (12), demonstra avanços operacionais relevantes e reforça a tentativa da companhia de retomar a confiança de investidores e consumidores após o impacto da fraude contábil revelada em 2023.
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Aumento nas vendas físicas e impacto no GMV

O GMV total (Volume Bruto de Mercadorias) atingiu R$ 5,2 bilhões, alta de 15,6% na comparação anual. Esse crescimento foi puxado principalmente pelo avanço expressivo de 35,7% no GMV físico, que chegou a R$ 4,35 bilhões.
Já o GMV digital sofreu retração de 68,7%, somando R$ 213 milhões, enquanto a categoria “outros” apresentou alta de 4%, atingindo R$ 634 milhões.
Segundo analistas, o desempenho no varejo físico é reflexo da reestruturação operacional e de estratégias para fortalecer o atendimento nas lojas, enquanto o segmento digital segue em ajuste.
Receita líquida e recuperação do Ebitda
A receita líquida da Americanas cresceu 24,7% no comparativo anual, chegando a R$ 3,84 bilhões.
Outro ponto positivo foi o Ebitda ajustado, que disparou 1.216%, alcançando R$ 329 milhões. Quando excluídos os efeitos do IFRS 16, o Ebitda ajustado ficou positivo em R$ 94 milhões, revertendo o resultado negativo do mesmo período de 2023.
Redução expressiva no resultado financeiro negativo
O resultado financeiro líquido foi negativo em R$ 38 milhões, uma melhora significativa de 97,5% em relação ao prejuízo de R$ 1,55 bilhão registrado no segundo trimestre de 2024.
Essa redução indica um avanço na gestão da dívida e no controle de custos financeiros, elementos fundamentais para a reestruturação.
Contexto: da crise à reestruturação
A Americanas entrou em recuperação judicial no início de 2023, após a descoberta de inconsistências contábeis bilionárias. Desde então, a empresa tem concentrado esforços em renegociar dívidas, otimizar operações e recuperar sua imagem no mercado.
No comunicado ao mercado, a companhia reafirmou seu compromisso em “oferecer proposta de valor ao cliente, aumentar a eficiência operacional e financeira e resgatar sua credibilidade”.
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Estratégias para retomar a competitividade
O plano de retomada da Americanas envolve diversas frentes:
- Foco no cliente: melhorias na experiência de compra, tanto no físico quanto no digital.
- Eficiência operacional: otimização da cadeia logística e revisão de processos.
- Reestruturação financeira: renegociação de dívidas e redução de despesas.
- Reposicionamento de marca: reconstrução da imagem corporativa perante consumidores e investidores.
Impacto para investidores

A recuperação parcial dos números da Americanas pode gerar um impacto positivo na percepção do mercado. Apesar disso, a ação AMER3 ainda enfrenta volatilidade e depende da execução consistente das estratégias para que volte a atrair investidores no longo prazo.
Analistas recomendam acompanhamento de perto dos resultados trimestrais e da evolução do plano de recuperação judicial.
Com informações de: Money Times
