A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) e a Ancine (Agência Nacional do Cinema) anunciaram na quinta-feira (9) uma parceria para acabar com o “gatonet”, a disponibilização de conteúdos audiovisuais de forma indevida na internet e em aparelhos não autorizados pela Anatel.
Anatel e Ancine firmam parceria para acabar com o “gatonet”
Ainda nesta semana, a Anatel informou que iniciou o bloqueio de “gatonet”, os serviços ilegais de TV Box e IPTVs.
O acordo de cooperação técnica para o combate à pirataria valerá pelo período de 24 meses. Dessa forma, durante dois anos as agências poderão compartilhar informações, experiências, tecnologias e capacitação de servidores. Além disso, a parceria busca aprofundar as discussões a respeito da regulação do mercado.
Cooperação permitirá o bloqueio de conteúdos piratas
A cooperação permitirá o bloqueio de conteúdos piratas. A Ancine será responsável por disponibilizar denúncias de conteúdos audiovisuais piratas, enquanto a Agência Nacional de Telecomunicações poderá determinar a interrupção do material. Além disso, ambas discutirão novas ações e punições para a pirataria.
Para a Anatel, a parceria significa um “passo adicional ao Plano de Ação para Combate ao Uso de Decodificadores Clandestinos do SeAC, pois permite às duas agências avançarem nas medidas a serem tomadas sobre a pirataria praticada na internet e por outros meios”.
Além disso, a Agência de Telecomunicações firmou parceria com a Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA) para a organização de um laboratório virtual que atuará na identificação de “vulnerabilidades cibernéticas”, contribuindo para o combate à pirataria.
Anatel iniciou bloqueio de “gatonet” no país
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Nesta semana, a Anatel informou que iniciou o bloqueio de “gatonet”, os serviços ilegais de TV Box e IPTVs. Segundo a agência, o Brasil conta atualmente com 7 milhões destes aparelhos.
Contudo, conforme o superintendente de fiscalização da Anatel, Hermano Tercius, “ninguém vai à residência dos 7 milhões [de aparelhos] pra checar. Cada acesso desse é usado por uma família. Se for pegar a estimativa de média de pessoas da família, dá mais de 20 milhões”.
Imagem: Stock-Asso/shutterstock.com
