A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a retirada de diversos suplementos e alimentos do mercado após identificar problemas que vão de propaganda enganosa a relatos de efeitos adversos graves.
Efeitos graves levam Anvisa a banir suplemento alimentar no Brasil
Anvisa proíbe suplementos e alimentos com riscos à saúde, incluindo Ki-Fit-Turbo e ZEMPYC, e reforça alertas à população.
As decisões foram publicadas nesta terça-feira (16) no Diário Oficial da União, incluindo produtos que vinham sendo comercializados com promessas de emagrecimento e benefícios à saúde sem comprovação científica.
Leia Mais:
Beneficiários do BPC podem se aposentar? Entenda as regras
Produtos mais preocupantes têm efeitos adversos graves

O caso mais alarmante envolve o suplemento Ki-Fit-Turbo, da empresa GVL Indústria de Suplementos Alimentares. Todos os lotes foram proibidos de fabricação, venda e uso no Brasil após registros de reações sérias, como taquicardia, dores no peito, náuseas, vômitos e diarreia. Além da composição desconhecida, o produto era promovido com alegações falsas, prometendo emagrecimento rápido sem esforço, o que caracteriza propaganda enganosa.
Outro suplemento proibido foi o ZEMPYC – Natural Mega Concentrado 730 mg, divulgado nas redes sociais como um “emagrecedor natural”. Distribuído pela empresa Preço Justo Gestão Empresarial, o produto apresentava origem e composição desconhecidas, rótulo fraudulento e usava indevidamente o nome da farmacêutica Socorps, que não reconhece a fabricação.
Segundo a Anvisa, o suplemento era promovido com alegações não permitidas, como “acelera a queima de gordura” e “reduz o apetite”, colocando a saúde dos consumidores em risco.
Outras irregularidades identificadas
Além dos suplementos, a Anvisa determinou a apreensão do azeite de oliva Los Nobles, considerado clandestino por não possuir registro sanitário, e suspendeu a propaganda de toda a linha de águas envasadas OH A Água, da empresa DF&M Alimentos. Os produtos eram anunciados com supostas propriedades terapêuticas, incluindo promessas de “hidratar 10x mais”, o que caracteriza propaganda enganosa e violação das normas sanitárias.
A fiscalização reforça que produtos sem registro ou com composição desconhecida podem representar riscos graves à saúde, incluindo intoxicação, complicações cardíacas e distúrbios digestivos.
Suplementos alimentares concentram maior parte das ações

Entre 2020 e 2025, cerca de 63% dos processos de investigação da Anvisa envolveram suplementos alimentares. A preocupação com a irregularidade desses produtos levou o tema ao Congresso Nacional em agosto, durante audiência na Câmara dos Deputados.
Renata Ferreira, coordenadora de fiscalização da Anvisa, explicou que a agência tem investido em inteligência artificial para acelerar a identificação de produtos irregulares, sobretudo na internet. Até o momento, a tecnologia já permitiu a remoção de mais de 230 mil anúncios, sendo aproximadamente 60 mil relacionados a suplementos alimentares.
Orientações para consumidores
A Anvisa reforça que produtos irregulares não garantem qualidade, segurança nem eficácia, e representam risco real à saúde. A recomendação é não consumir suplementos ou alimentos sem registro e denunciar qualquer irregularidade à agência.
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
O cidadão pode registrar denúncias por meio da Ouvidoria da Anvisa ou pelo telefone 0800 642 9782, garantindo que produtos potencialmente perigosos sejam rapidamente investigados e retirados do mercado.
Fiscalização contínua e prevenção
O monitoramento da Anvisa inclui campanhas de conscientização, inspeções em pontos de venda e acompanhamento de anúncios digitais. A agência reforça que a responsabilidade do consumidor também é fundamental: verificar se o produto possui registro sanitário e desconfiar de promessas milagrosas é o primeiro passo para proteger a própria saúde.
Especialistas em nutrição e médicos alertam que o consumo indiscriminado de suplementos sem orientação pode levar a complicações cardiovasculares, hepáticas e renais, além de interações perigosas com outros medicamentos.
Conclusão
O caso evidencia a necessidade de rigor regulatório e fiscalização constante no setor de alimentos e suplementos. Com a proliferação de produtos irregulares e a intensa publicidade online, a atuação da Anvisa se torna cada vez mais crucial para proteger a população e prevenir danos à saúde.
Consumidores devem estar atentos a rótulos, composições e registros legais antes de adquirir qualquer suplemento ou alimento promovido com alegações de benefícios extraordinários.
Imagem: Sergii Sobolevskyi / shutterstock.com

