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Anvisa proíbe o azeite famoso vendido no Brasil

A Anvisa proibiu o azeite Ouro Negro no Brasil por origem desconhecida e CNPJ suspenso. Veja detalhes da decisão e outras marcas afetadas.

Juliana PeixotoPor Juliana Peixoto5 min de leitura
anvisa azeite

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta segunda-feira (20), a proibição da comercialização, fabricação, distribuição, importação, propaganda e uso do azeite de oliva da marca Ouro Negro. A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) e atinge todos os lotes do produto disponíveis no mercado brasileiro.

Segundo a decisão, o azeite teve sua origem classificada como desconhecida após inspeção do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A importadora responsável, Intralogística Distribuidora Concept Ltda, também foi alvo de sanções: seu CNPJ está suspenso na Receita Federal, fato que contribuiu para a decisão de retirada do produto das prateleiras.

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Motivos da proibição

Anvisa
Imagem: Freepik / Edição: Seu Crédito Digital

De acordo com o despacho oficial da Anvisa, o azeite não possui comprovação de procedência nem registros válidos de importação. A ausência dessas informações levanta suspeitas sobre a autenticidade do produto, além de representar risco potencial à saúde dos consumidores.

“Considerando a denúncia de origem desconhecida ou ignorada do azeite Extra Virgem da marca Ouro Negro, produto desclassificado pelo Mapa e importado por empresa com CNPJ suspenso, fica proibida sua comercialização no território nacional”, destacou o documento publicado no DOU.

O texto ainda reforça que, sem rastreabilidade adequada, não é possível garantir que o produto atenda aos padrões sanitários exigidos para alimentos importados.


Impacto no mercado e nos consumidores

A decisão da Anvisa ocorre em meio a uma série de fiscalizações sobre a qualidade e autenticidade dos azeites vendidos no Brasil. O mercado do produto é um dos mais suscetíveis a fraudes alimentares, especialmente nas categorias “extra virgem”, que costumam ter maior valor agregado e alta demanda.

Consumidores que adquiriram o azeite Ouro Negro devem interromper o uso imediatamente. A recomendação é que as unidades sejam descartadas e que o consumidor comunique a vigilância sanitária local caso o produto ainda esteja sendo comercializado em supermercados, empórios ou plataformas online.

A Anvisa também alerta para a importância de verificar o selo do Mapa nas embalagens de azeites importados. Esse selo é um dos principais indícios de que o produto passou por controle oficial de qualidade e de origem.


Reincidência de irregularidades no setor

Outras marcas também foram banidas

O caso do azeite Ouro Negro não é isolado. Em 2025, mais de 20 marcas de azeite já foram proibidas de circular no país. As razões variam desde fraudes de rotulagem até adulterações químicas que colocam em risco a saúde pública.

Entre as irregularidades mais comuns identificadas pelo Mapa e pela Anvisa estão:

  • Rotulagem enganosa, com indicação de “extra virgem” em produtos que não atendem aos padrões técnicos;
  • Mistura de óleos vegetais de baixo custo (como soja e canola) com azeite;
  • Falta de registro sanitário e ausência de comprovação de origem;
  • Importação irregular, sem documentação fiscal válida.

Essas práticas prejudicam não apenas o consumidor, mas também produtores e importadores sérios, que cumprem as exigências sanitárias e tributárias.


Como identificar azeites seguros

azeites
Imagem: ededchechine / Freepik

Dicas ao consumidor

A Anvisa e o Mapa recomendam que os consumidores redobrem a atenção ao comprar azeites, especialmente em promoções ou vendas pela internet. A seguir, algumas orientações práticas:

  1. Verifique o selo do Mapa: todo azeite regularizado deve conter o número de registro no rótulo.
  2. Observe a embalagem: recipientes escuros preservam melhor o produto e indicam maior cuidado na produção.
  3. Desconfie de preços muito baixos: produtos muito abaixo da média de mercado podem esconder fraudes.
  4. Leia o rótulo com atenção: verifique país de origem, data de envase e informações nutricionais.
  5. Pesquise a reputação da marca: priorize empresas reconhecidas e com histórico de conformidade sanitária.

Essas precauções são fundamentais para evitar a compra de produtos de procedência duvidosa e proteger a saúde.


A resposta da empresa

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Até o momento da publicação deste artigo, a Intralogística Distribuidora Concept Ltda e a marca Ouro Negro não se manifestaram oficialmente sobre a decisão da Anvisa. A reportagem tenta contato com representantes da empresa para esclarecimentos, mas o espaço segue aberto para posicionamento.

A ausência de resposta reforça o clima de incerteza sobre a origem do produto e aumenta a desconfiança entre os consumidores.


Fiscalização e combate às fraudes alimentares

O endurecimento das medidas por parte da Anvisa e do Mapa faz parte de um esforço nacional para garantir a segurança alimentar e proteger o consumidor brasileiro. A agência intensificou as operações de fiscalização em portos, centros de distribuição e supermercados, com foco em alimentos importados e rotulados como “extra virgem”.

Em parceria com órgãos estaduais de vigilância sanitária, a Anvisa busca identificar rapidamente produtos irregulares e impedir sua disseminação. O objetivo é reforçar a confiança do consumidor e promover mais transparência no mercado de azeites, um segmento que movimenta bilhões de reais por ano no país.


Consequências para quem descumprir a determinação

A decisão publicada no DOU tem efeito imediato e abrangência nacional. Isso significa que qualquer empresa, distribuidora ou estabelecimento comercial que mantenha o produto à venda poderá ser multado e responder administrativamente.

As penalidades incluem:

  • Multas financeiras previstas na legislação sanitária;
  • Interdição de estabelecimentos que insistirem em vender o produto proibido;
  • Apreensão e inutilização de estoques existentes.

A Anvisa também informou que segue monitorando o mercado para evitar que o azeite Ouro Negro volte a circular de forma irregular.

Imagem Freepik e Canva

Juliana Peixoto

Autor

Juliana Peixoto

Juliana Peixoto é jornalista cearense, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Apaixonada por informação e escrita, está sempre em busca de novos aprendizados, experiências e vivências que ampliem sua visão de mundo. Atualmente, colabora com o portal Seu Crédito Digital, contribuindo com conteúdo informativo e acessível para os leitores.

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