A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quarta-feira (7/1), o recolhimento imediato de um lote do molho de tomate Passata de Pomodoro Di Puglia, da marca Mastromauro Granoro. A decisão foi tomada após a identificação de pedaços de vidro no produto, o que representa risco direto à saúde do consumidor.
Anvisa proíbe molho de tomate e suplementos perigosos, veja a lista completa de itens barrados!
Anvisa determina o recolhimento de molho de tomate importado e suplementos alimentares por riscos à saúde. Veja a lista completa!
O recolhimento envolve o lote LM283, que teve todas as etapas de sua cadeia suspensas, incluindo comercialização, distribuição, importação, divulgação e consumo em território nacional.
Lote afetado do molho de tomate
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O produto recolhido trata-se de um item importado da Itália e distribuído no Brasil. Segundo a Anvisa, a contaminação foi detectada após um alerta internacional.
Identificação do produto
- Produto: Passata de Pomodoro Di Puglia
- Marca: Mastromauro Granoro
- Lote: LM283
Alerta internacional motivou a decisão
A Anvisa informou que foi comunicada pelo Sistema de Alerta Rápido para Alimentos e Rações (RASFF), mecanismo europeu que monitora riscos em alimentos e insumos. O sistema identificou a presença de fragmentos de vidro no lote enviado ao Brasil.
Risco à saúde do consumidor
A ingestão de alimentos contaminados com vidro pode provocar cortes internos, perfurações no trato digestivo e outros danos graves, o que levou a agência a agir de forma preventiva e imediata.
Suplementos alimentares também entram na lista de produtos proibidos
Além do molho de tomate, a Anvisa anunciou o recolhimento de diversos suplementos alimentares considerados irregulares ou perigosos. As decisões envolvem tanto ingredientes não autorizados quanto problemas sanitários nas empresas responsáveis.
Recolhimento do suplemento Neovite Visão
Cinco lotes do suplemento alimentar Neovite Visão, fabricado pela empresa BL Indústria Ótica Ltda. (Bausch Lomb), foram proibidos.
Lotes proibidos
- 25G073
- S25C004
- S25C003
- S25C002
- S25G072
Ingrediente não autorizado em suplementos
Segundo a Anvisa, os produtos foram fabricados com Capsicum annuum L., fruto da páprica, utilizado como fonte de zeaxantina. Esse ingrediente não é autorizado para esse tipo de finalidade em suplementos alimentares no Brasil.
Excesso de aditivo alimentar
A agência também identificou que a quantidade de Caramelo IV (processo sulfito-amônia) presente nos suplementos estava acima do limite permitido pela legislação sanitária.
Recolhimento voluntário pela fabricante
A empresa comunicou à Anvisa que fará o recolhimento voluntário dos lotes afetados, atendendo à determinação do órgão regulador.
Outros suplementos proibidos por irregularidades sanitárias
A fiscalização da Anvisa também atingiu produtos fabricados pela empresa Ervas Brasil Indústria Ltda., que teve dois suplementos retirados do mercado.
Falta de licença e alvará sanitário
De acordo com a Anvisa, a empresa não possui licença sanitária nem alvará de funcionamento, o que por si só já impede a fabricação e comercialização de alimentos e suplementos.
Uso de ingredientes não autorizados
Além da ausência de autorização sanitária, os produtos utilizavam ingredientes não permitidos para alimentos, violando normas básicas de segurança alimentar.
Divulgação irregular e falsas promessas terapêuticas
Outro ponto destacado pela Anvisa foi a forma como os suplementos eram divulgados ao público.
Alegações sem comprovação científica
A agência informou que a empresa fazia divulgação irregular dos produtos, associando seu uso a benefícios funcionais e terapêuticos sem respaldo científico.
Risco de indução ao erro
Esse tipo de prática pode levar consumidores a substituir tratamentos médicos adequados por suplementos sem eficácia comprovada, colocando a saúde em risco.
O que acontece quando a Anvisa proíbe um produto?
Quando um produto é proibido pela Anvisa, ele deve ser imediatamente retirado do mercado, independentemente do canal de venda.
Medidas aplicadas pela agência
- Suspensão da fabricação
- Proibição da comercialização
- Interrupção da importação
- Retirada da divulgação publicitária
- Orientação para não consumo
Responsabilidade das empresas
As empresas responsáveis devem realizar o recolhimento dos produtos já distribuídos e comunicar adequadamente os consumidores e pontos de venda.
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Como o consumidor deve agir ao identificar um produto proibido?
O consumidor que identificar em casa ou no comércio algum dos produtos listados deve evitar o consumo e seguir as orientações do fabricante ou da Anvisa.
Recomendações gerais
- Não consumir o produto
- Verificar o lote na embalagem
- Entrar em contato com o fabricante
- Acompanhar comunicados oficiais da Anvisa
Importância da vigilância sanitária
As ações da Anvisa têm como objetivo reduzir riscos à saúde pública e garantir que apenas produtos seguros cheguem ao consumidor final.
FAQ – Perguntas frequentes
Qual molho de tomate foi proibido pela Anvisa?
O molho Passata de Pomodoro Di Puglia, da marca Mastromauro Granoro, lote LM283, foi proibido após a identificação de pedaços de vidro.
Por que a Anvisa recolheu suplementos alimentares?
Os suplementos apresentavam ingredientes não autorizados, excesso de aditivos, falta de licença sanitária e divulgação com promessas terapêuticas sem comprovação científica.
Quais suplementos Neovite Visão foram proibidos?
Os lotes 25G073, S25C004, S25C003, S25C002 e S25G072 foram retirados do mercado.
O que fazer se eu tiver um desses produtos em casa?
A recomendação é não consumir o produto e entrar em contato com o fabricante para orientações sobre o recolhimento.
A Anvisa pode proibir qualquer produto?
Sim. Sempre que há risco à saúde pública ou descumprimento das normas sanitárias, a Anvisa pode determinar a proibição e o recolhimento imediato.
Considerações finais
As recentes decisões da Anvisa reforçam a importância da fiscalização rigorosa sobre alimentos e suplementos comercializados no Brasil. A presença de contaminantes físicos, como vidro, e o uso de ingredientes não autorizados mostram que o controle sanitário é essencial para proteger a saúde da população.
Consumidores devem manter atenção redobrada às informações de rótulo, origem dos produtos e comunicados oficiais. Já as empresas precisam seguir rigorosamente a legislação vigente para evitar riscos, prejuízos financeiros e danos à confiança do público.
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