A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão e proibiu a comercialização, distribuição, fabricação, propaganda e uso de 12 produtos de limpeza vendidos irregularmente no Brasil.
A medida foi publicada no Diário Oficial da União da última quarta-feira, 12 de agosto de 2026, e atinge todos os lotes dos produtos relacionados pela autoridade sanitária. Entre os itens estão alvejantes, tira-manchas e diferentes produtos comercializados como percarbonato de sódio.
Segundo a determinação, os produtos eram comercializados, expostos à venda ou fabricados sem a regularização sanitária necessária. Também foram identificadas situações envolvendo empresas sem autorização de funcionamento para fabricar esse tipo de saneante.
Para quem possui algum desses itens em casa, a principal orientação é interromper o uso e conferir atentamente o nome comercial e a marca indicados na embalagem.
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Quais produtos de limpeza foram proibidos pela Anvisa?

A decisão alcança 12 produtos e vale para todos os lotes relacionados.
Confira a lista:
- Oxypur – Quimpack
- Percarbonato de Sódio – Los Chefs
- Alvejante Natural Multiuso – Nova Fórmula
- Percarbonato de Sódio – Vong Home
- Percarbonato de Sódio – Nativa
- Boa Alvejante Percarbonato de Sódio em Pó
- Percarbonato Plus – ANS Agrária
- Yta Clean
- Alvejante Tira Manchas – Amigos Distribuidora
- Percarbonato de Sódio – Oxgen
- Tira Manchas – FV Group
- Percarbonato Top Brilho
A mesma relação aparece nas publicações que repercutiram a resolução da Anvisa nesta quarta-feira.
O que a Anvisa proibiu?
A determinação não se limita à venda dos produtos.
Para os itens relacionados, foram impostas medidas de:
- apreensão;
- proibição de comercialização;
- proibição de distribuição;
- proibição de fabricação;
- proibição de propaganda;
- proibição de uso.
Isso significa que os produtos não podem continuar sendo oferecidos em lojas físicas ou plataformas de comércio eletrônico e também não devem ser utilizados pelos consumidores.
A resolução entrou em vigor na própria data de publicação.
Por que esses produtos foram proibidos?
De acordo com a fiscalização sanitária, os saneantes eram comercializados, expostos à venda ou fabricados sem regularização sanitária.
A documentação referente à decisão também aponta ausência de autorização de funcionamento para fabricação por parte das empresas responsáveis em diferentes casos.
A regularização sanitária é importante porque permite que a Anvisa acompanhe produtos colocados no mercado e verifique requisitos relacionados a composição, finalidade, rotulagem, fabricação e segurança.
Produtos vendidos fora dessas regras não passaram pelos procedimentos exigidos para sua comercialização regular.
O que são produtos saneantes?
Saneantes são produtos destinados, entre outras finalidades, à limpeza, higienização, desinfecção e controle de agentes indesejados em ambientes.
A Anvisa inclui nessa categoria produtos como detergentes, desinfetantes, água sanitária e outros itens utilizados na limpeza doméstica ou profissional.
Apesar de serem encontrados facilmente em supermercados, lojas e na internet, esses produtos estão sujeitos às regras da vigilância sanitária.
Isso acontece porque substâncias utilizadas na limpeza podem oferecer riscos quando apresentam formulação inadequada, concentração diferente da declarada, rotulagem incompleta ou instruções incorretas de utilização.
Percarbonato de sódio aparece várias vezes na lista
Um detalhe chama a atenção na relação divulgada: vários dos produtos proibidos são comercializados como percarbonato de sódio ou utilizam a substância como destaque na embalagem.
Isso não significa, entretanto, que todo percarbonato de sódio esteja proibido no Brasil.
A medida da Anvisa é direcionada aos produtos específicos e respectivos lotes mencionados na resolução, devido às irregularidades identificadas em sua comercialização e fabricação.
Portanto, o consumidor deve observar a marca e o nome exato do item que possui em casa.
Não é correto interpretar a decisão como uma proibição geral da substância.
Tenho um dos produtos em casa. O que devo fazer?
Quem identificar um dos itens relacionados não deve continuar utilizando o produto.
O primeiro passo é conferir:
Nome comercial: deve coincidir com o produto apontado pela Anvisa.
Marca ou identificação: algumas denominações semelhantes podem existir no mercado.
Lote: como a medida alcança todos os lotes dos produtos citados, não é necessário procurar um número específico quando a embalagem corresponde exatamente ao item proibido.
O consumidor também pode procurar o estabelecimento onde realizou a compra para buscar orientações sobre o procedimento de devolução ou recolhimento.
Produto comprado pela internet também entra na proibição?
Sim, se for exatamente um dos produtos atingidos pela resolução.
A proibição de comercialização não diferencia loja física e ambiente virtual. Portanto, um item proibido não pode continuar sendo anunciado e vendido em marketplaces, redes sociais ou outros canais digitais.
Essa questão ganha importância porque parte dos saneantes sem regularização é comercializada principalmente pela internet.
Preço baixo, aparência profissional da embalagem e grande quantidade de avaliações positivas não substituem a regularização sanitária.
Como saber se um produto de limpeza é regularizado?

A Anvisa mantém sistemas de consulta pública nos quais consumidores podem verificar informações sobre produtos sujeitos à vigilância sanitária.
Na hora da compra, também é recomendável observar a embalagem.
Desconfie principalmente de produtos sem identificação clara do fabricante, informações de contato, instruções de uso, advertências ou composição adequadamente apresentadas.
Itens vendidos a granel, transferidos para embalagens improvisadas ou sem identificação de origem também exigem atenção.
Produto “natural” não está automaticamente livre de regras
A presença do Alvejante Natural Multiuso – Nova Fórmula na relação também serve de alerta para uma dúvida comum.
Expressões comerciais como “natural”, “ecológico” ou “sem química pesada” não dispensam um produto das exigências sanitárias quando ele se enquadra na categoria regulada.
O critério não é simplesmente a forma como a mercadoria é anunciada, mas sua composição, finalidade e enquadramento perante as normas sanitárias.
Por que a autorização do fabricante é importante?
Empresas que fabricam determinados produtos sujeitos à vigilância sanitária precisam cumprir requisitos para funcionar regularmente.
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A autorização permite que a autoridade sanitária tenha informações sobre quem fabrica o produto e possa exercer fiscalização sobre as condições da atividade.
A Anvisa vem realizando ao longo de 2026 diferentes ações contra saneantes comercializados sem registro, notificação ou autorização adequada. Em julho, por exemplo, outros produtos de limpeza de origem desconhecida também tiveram apreensão e proibição determinadas pela agência.
Em junho, a agência adotou medida semelhante contra um alvejante à base de percarbonato de sódio comercializado sem registro por empresa sem autorização de funcionamento.
Usar um produto sem registro significa que haverá intoxicação?
Não é possível concluir que toda pessoa que já utilizou um dos produtos terá algum problema de saúde.
A proibição indica que foram encontradas irregularidades sanitárias suficientemente relevantes para impedir a permanência dos itens no mercado.
O ponto central é que, sem a regularização necessária, não existe a mesma garantia de controle regulatório disponível para produtos colocados legalmente no mercado.
Por isso, após a determinação oficial, o consumidor não deve continuar utilizando os itens atingidos.
O que fazer em caso de reação após o uso?
Caso uma pessoa apresente irritação, dificuldade respiratória, queimadura ou outro sintoma após contato com um produto de limpeza, deve procurar orientação médica adequada.
Também é importante guardar a embalagem, pois informações sobre o produto utilizado podem ajudar na avaliação do caso.
Produtos de limpeza nunca devem ser misturados sem orientação específica do fabricante, já que determinadas combinações podem gerar reações químicas perigosas.
Comerciantes também precisam ficar atentos
A resolução não atinge somente consumidores.
Estabelecimentos que ainda possuem algum dos 12 produtos precisam observar a determinação da Anvisa, já que a comercialização e a distribuição também foram proibidas.
Isso inclui vendas realizadas pela internet.
Continuar anunciando um produto alcançado pela medida depois da entrada em vigor da resolução contraria a determinação sanitária.
Medida vale para todos os lotes
Um dos pontos mais importantes para o consumidor é que a ação não está restrita a um lote isolado.
A fiscalização indica todos os lotes dos 12 produtos relacionados.
Portanto, quem encontra em casa, por exemplo, um Percarbonato Top Brilho ou um Alvejante Tira Manchas da Amigos Distribuidora não deve presumir que sua embalagem está liberada apenas porque foi comprada meses atrás.
A referência deve ser o nome do produto atingido pela resolução.
Consumidor deve conferir produtos armazenados em casa
A decisão da Anvisa publicada em 12 de agosto de 2026 afeta produtos que podem estar guardados em lavanderias, cozinhas e áreas de serviço de consumidores de várias partes do país.
A lista inclui desde alvejantes e tira-manchas até itens vendidos como percarbonato de sódio.
A determinação oficial estabelece apreensão e proíbe fabricação, comercialização, distribuição, propaganda e uso devido à falta de regularização sanitária e aos problemas relacionados à autorização de funcionamento dos responsáveis pela fabricação.
Quem possuir algum dos 12 produtos proibidos pela Anvisa deve interromper o uso e verificar as orientações oficiais e do estabelecimento onde realizou a compra.
A medida não significa que todos os produtos à base de percarbonato de sódio foram proibidos, mas apenas aqueles expressamente identificados na decisão publicada pela autoridade sanitária.



