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Sabonete de marca renomada é retirada de prateleiras de supermercados pela Anvisa

A Anvisa proibiu a venda do sabonete “Pérolas do Campo”, da Bloom Perfumaria, por falta de registro sanitário. Entenda os riscos e medidas.

Juliana PeixotoPor Juliana Peixoto5 min de leitura
anvisa sabonete

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou a proibição da fabricação, distribuição e venda do sabonete líquido “Pérolas do Campo”, da marca Bloom Perfumaria, após identificar que o produto estava sendo comercializado sem registro sanitário. A decisão, publicada no portal oficial da agência e válida desde setembro, reforça o compromisso do órgão com a segurança dos consumidores e o controle rigoroso sobre os cosméticos vendidos no Brasil.

De acordo com a Anvisa, o sabonete não passou pelas análises técnicas obrigatórias de segurança e qualidade, o que coloca em risco a saúde dos usuários. Essas avaliações são fundamentais para garantir que os produtos não contenham substâncias tóxicas, não causem reações alérgicas ou irritações, e sigam padrões de fabricação adequados.

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Entenda a decisão da Anvisa

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Imagem: Freepik

A medida faz parte de uma série de fiscalizações que a agência vem intensificando nos últimos meses, voltadas para cosméticos e produtos de higiene pessoal. O objetivo é combater o avanço de marcas que colocam itens no mercado sem o devido registro, driblando as exigências legais e expondo os consumidores a possíveis danos.

Segundo a Resolução RDC nº 752/2022, todo cosmético produzido e comercializado no Brasil precisa passar por um processo de notificação ou registro na Anvisa. O procedimento assegura que o item cumpra os requisitos técnicos, contenha ingredientes aprovados e seja fabricado em condições sanitárias adequadas.

No caso do “Pérolas do Campo”, a agência informou que não há registro ativo, o que caracteriza infração sanitária grave. Por isso, determinou a suspensão imediata da fabricação, propaganda e uso do produto, além da retirada obrigatória de todas as unidades das prateleiras de supermercados, farmácias e lojas virtuais.


Falta de registro: o que isso significa

O registro sanitário é o documento que garante que um produto foi avaliado e está autorizado a circular no mercado brasileiro. Sem ele, não há como comprovar se o sabonete contém ingredientes permitidos, se respeita o pH indicado para a pele, ou se não há contaminação por microrganismos durante o processo de fabricação.

A ausência desse registro pode resultar em riscos à saúde, como irritações, dermatites, alergias e até infecções cutâneas. Em alguns casos, produtos irregulares podem conter substâncias proibidas ou concentrações inadequadas de conservantes e fragrâncias.

“O registro é uma garantia ao consumidor. Ele demonstra que o produto foi analisado, testado e que cumpre os padrões de qualidade exigidos pela legislação sanitária”, destacou um técnico da Anvisa, em nota publicada no site da agência.


Repercussão entre consumidores e supermercados

Após o anúncio da proibição, várias redes de supermercados e farmácias iniciaram a retirada imediata do produto das prateleiras, em cumprimento à determinação. Nas redes sociais, consumidores relataram surpresa e preocupação, especialmente aqueles que já utilizavam o sabonete da Bloom Perfumaria.

Em grupos de discussão, alguns usuários afirmaram não ter percebido reações adversas, enquanto outros relataram coceiras e irritações leves na pele após o uso. Até o momento, a marca não se pronunciou oficialmente sobre a decisão da Anvisa nem apresentou documentos que comprovem a regularização do produto.


Possíveis penalidades para a empresa

A venda de cosméticos sem registro configura infração sanitária, de acordo com a Lei nº 6.437/1977, que trata das penalidades no âmbito da vigilância sanitária. As sanções podem incluir multas que variam de R$ 2 mil a R$ 1,5 milhão, apreensão de produtos, interdição da linha de produção e até cancelamento de autorizações de funcionamento da empresa.

Além disso, o fabricante poderá ser obrigado a realizar o recolhimento total dos produtos já distribuídos e apresentar um plano de correção que comprove o cumprimento das normas sanitárias para voltar a atuar no mercado.


Fiscalização mais rígida em cosméticos irregulares

Nos últimos anos, a Anvisa tem reforçado sua atuação contra o mercado paralelo de cosméticos, que cresce impulsionado por vendas on-line e redes sociais. Itens vendidos como naturais, artesanais ou importados sem registro muitas vezes escapam da fiscalização e acabam chegando aos consumidores sem qualquer garantia de segurança.

Em 2025, a agência intensificou as inspeções em fabricantes, importadores e distribuidores, com foco em produtos de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos. Somente no primeiro semestre do ano, mais de 150 interdições e recolhimentos foram registrados por motivos semelhantes ao do caso da Bloom Perfumaria.


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Riscos à saúde e alerta aos consumidores

A Anvisa recomenda que o consumidor verifique sempre o número de registro ou notificação na embalagem dos cosméticos, geralmente identificado pelo prefixo “Autorização/MS” ou “Registro/Anvisa”. Caso o produto não apresente essas informações, é aconselhável não utilizá-lo e fazer uma denúncia pelos canais oficiais da agência.

O uso de cosméticos irregulares pode causar reações imediatas — como vermelhidão e ardência — ou efeitos a longo prazo, devido ao acúmulo de substâncias químicas não testadas. Em especial, pessoas com pele sensível, alergias ou doenças dermatológicas estão mais suscetíveis a complicações.


Como identificar produtos aprovados pela Anvisa

Para garantir uma compra segura, o consumidor pode consultar o portal oficial da Anvisa (www.gov.br/anvisa) e buscar pelo nome do produto ou CNPJ da empresa. Se o item estiver devidamente regularizado, o sistema exibirá o número de registro e a situação atual.

Além disso, recomenda-se evitar produtos vendidos sem rótulo, com erros ortográficos ou preços muito abaixo do mercado, sinais comuns de fabricação irregular ou falsificação.


O caso reforça a importância da vigilância sanitária

A retirada do sabonete “Pérolas do Campo” das prateleiras brasileiras é um alerta para consumidores e fabricantes sobre a necessidade de respeitar as normas sanitárias. Mais do que uma exigência burocrática, o registro garante que o produto passou por testes rigorosos, assegurando sua eficácia e segurança.

A decisão da Anvisa, embora rigorosa, busca proteger a saúde pública e manter a credibilidade do mercado de cosméticos, que movimenta bilhões de reais por ano no Brasil.

Imagem: Freepik

Juliana Peixoto

Autor

Juliana Peixoto

Juliana Peixoto é jornalista cearense, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Apaixonada por informação e escrita, está sempre em busca de novos aprendizados, experiências e vivências que ampliem sua visão de mundo. Atualmente, colabora com o portal Seu Crédito Digital, contribuindo com conteúdo informativo e acessível para os leitores.

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