A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, em junho de 2025, novas exigências para a comercialização de medicamentos à base de análogos do hormônio GLP-1, como Mounjaro, Ozempic e Wegovy.
As substâncias, popularizadas como “canetas emagrecedoras”, agora só podem ser vendidas mediante apresentação de receita médica com retenção obrigatória.
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A medida responde ao uso crescente desses medicamentos para perda de peso, muitas vezes sem o devido acompanhamento profissional. Com a nova regra, a Anvisa reforça a necessidade de um tratamento seguro, orientado por médicos e registrado em sistemas oficiais de controle.
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O que são os medicamentos GLP-1?

Função no organismo
Os medicamentos GLP-1, como o Mounjaro, são análogos de um hormônio natural, o peptídeo semelhante ao glucagon tipo 1, liberado após as refeições. Eles atuam em três frentes:
- Controle do apetite: enviam sinais de saciedade ao cérebro.
- Aumento da saciedade: retardam o esvaziamento gástrico.
- Regulação da glicose: reduzem picos e quedas bruscas de açúcar no sangue.
Essas ações os tornam eficazes tanto no tratamento do diabetes tipo 2 quanto no auxílio à perda de peso em pessoas com obesidade ou sobrepeso.
Motivos para a nova regulamentação da Anvisa
Crescimento expressivo no uso
Entre 2018 e 2024, as vendas de medicamentos com GLP-1 aumentaram mais de 600%, segundo dados da IQVIA. Esse crescimento foi impulsionado não apenas pela eficácia no controle do diabetes, mas também pela procura crescente por soluções para emagrecimento rápido.
Riscos do uso sem acompanhamento
Apesar da popularidade, o uso indiscriminado dos análogos de GLP-1 pode trazer sérios riscos à saúde. Sem acompanhamento profissional, pacientes estão sujeitos a:
- Reações adversas graves;
- Uso fora das indicações autorizadas;
- Dependência psicológica de resultados rápidos;
- Negligência com mudanças de estilo de vida necessárias.
O que muda na prática com a nova regra
1. Receita médica obrigatória com retenção
A venda agora exige apresentação de receita médica em duas vias, das quais uma ficará retida na farmácia, como já ocorre com antibióticos.
2. Validade da receita: 90 dias
As receitas terão validade de apenas 90 dias a partir da data de emissão. Após esse período, será necessário obter uma nova prescrição.
3. Registro obrigatório no sistema da Anvisa
Todas as vendas deverão ser registradas no Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC), o que permitirá maior rastreabilidade e controle por parte dos órgãos reguladores.
Impacto para pacientes e profissionais de saúde
Redução do uso indevido
A medida visa dificultar o acesso sem prescrição e promover o uso consciente de canetas como Mounjaro. “Embora pareçam soluções milagrosas, esses medicamentos fazem parte de um plano mais amplo que inclui alimentação equilibrada, exercício físico e apoio psicológico”, destaca Lenyta Gomes, farmacêutica Ph.D.
Fortalecimento do cuidado contínuo
O novo modelo regulatório incentiva a construção de planos terapêuticos individualizados. Pacientes passam a ter maior contato com equipes multidisciplinares e acompanhamento médico constante, o que favorece resultados sustentáveis.
Tecnologia como aliada: o papel das plataformas digitais
Atendimento online e seguro
Empresas como a Voy Saúde têm se destacado ao oferecer soluções digitais que integram o processo completo de emagrecimento saudável:
- Consulta médica online;
- Gestão da prescrição;
- Compra autorizada e entrega em domicílio;
- Acompanhamento com equipe multiprofissional.
“Com a nova exigência, o papel da tecnologia se intensifica. Facilitamos o acesso com segurança, sem a necessidade de deslocamentos ou filas”, afirma Rodrigo Brunetti, Country Manager da Voy no Brasil.
Tratamento personalizado e monitorado
A plataforma da Voy integra endocrinologistas, nutricionistas e farmacêuticos. “Fazemos a gestão desde o diagnóstico até o recebimento do medicamento em casa, garantindo segurança e eficácia”, diz Brunetti.
Importância do acompanhamento nutricional
Sustentabilidade do emagrecimento
Segundo a nutricionista Ph.D. Renata Araujo, “o emagrecimento saudável depende de uma nova relação com a comida e hábitos duradouros”. O acompanhamento nutricional ajuda a:
- Evitar deficiências nutricionais;
- Ajustar a alimentação à nova realidade do paciente;
- Manter a motivação ao longo do tratamento.
Como ficam os principais medicamentos afetados
Mounjaro
Indicado originalmente para diabetes tipo 2, tem ganhado espaço no tratamento da obesidade. Com a nova regra, o Mounjaro só poderá ser adquirido com receita retida e acompanhamento clínico formal.
Ozempic e Wegovy
Ambos também pertencem à classe GLP-1. Já exigiam prescrição, mas agora se enquadram nas mesmas regras de controle e registro da Anvisa.
Por que a regulação é positiva?

Segurança do paciente em primeiro lugar
A exigência de prescrição com retenção do Mounjaro, por exemplo, reduz drasticamente o uso sem critério, promovendo um ambiente terapêutico mais responsável.
Fortalecimento da medicina preventiva
O novo cenário favorece a prevenção e o monitoramento de comorbidades associadas à obesidade, como hipertensão e dislipidemia.
Modernização dos cuidados em saúde
Com o apoio de plataformas digitais, os pacientes ganham em praticidade sem abrir mão da segurança.
Considerações finais
As novas exigências da Anvisa representam um marco importante na regulação dos tratamentos para emagrecimento.
Ao reforçar a obrigatoriedade da receita médica com retenção, o órgão não apenas combate o uso indiscriminado dos medicamentos GLP-1, como também estimula um modelo de cuidado centrado na saúde integral do paciente.
O uso responsável dessas substâncias pode, de fato, ser um facilitador no combate à obesidade, mas apenas quando inserido em um plano de tratamento estruturado e acompanhado por profissionais capacitados.
A tecnologia surge como aliada essencial nesse processo, garantindo acesso, praticidade e segurança em cada etapa. Logo, faz com que o uso do Mounjaro seja mais responsável.
Imagem: Mohammed_Al_Ali / Shutterstock

