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Após apoio de Lula a Lira, Bolsonaro suspende orçamento secreto, segundo jornal

Saiba o motivo de Bolsonaro ter suspendido o orçamento secreto e entenda o apoio de Lula à reeleição de Lira.

VictóriaPor Victória3 min de leitura
Bolsonaro em frente a um microfone com expressão séria

O orçamento secreto, assunto muito discutido durante as campanhas e debates eleitorais, veio à tona novamente ontem (30). O atual presidente Bolsonaro (PL) mandou suspender o pagamento do orçamento secreto depois que o PT fechou apoio à reeleição do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL). 

Vale destacar que o orçamento secreto não tem transparência. Isso porque é um esquema que repassa recursos públicos através das emendas de relator em troca de adesões para aprovação de projetos na Câmara e no Senado. 

Orçamento secreto

Primeiramente, a estratégia de Bolsonaro de suspender o pagamento do orçamento secreto deixaria para Lula o ônus de ter que manter esse esquema. Cabe mencionar que o presidente eleito criticou a estratégia ao longo de sua campanha eleitoral. 

De acordo com a publicação, essa ordem do Palácio do Planalto é não repassar mais nada em 2022. Além disso, a medida, de forma prática, deixa o presidente da Câmara “sem capacidade de honrar os acordos feitos para bancar sua reeleição ao comando da Casa”.

Valores do orçamento secreto 

É preciso mencionar que dos R$ 16,5 bilhões que estavam reservados para o orçamento secreto de 2022, R$ 7,8 bilhões estão bloqueados pelo governo federal. Desse modo, líderes do Congresso, que agiam nos bastidores para destravar o dinheiro, foram surpreendidos pelos dois atos assinados pelo presidente ontem (30). 

Sendo assim, o argumento de Bolsonaro é que não há recursos suficientes para as demais áreas. De acordo com ele, isso aconteceu devido aos sucessivos bloqueios que o governo precisou fazer para cumprir o teto de gastos. 

Negociações

O governo eleito tem negociado a PEC de Transição para ter espaço. Ou seja, a proposta é como uma moeda de troca, já que membros do PSD, MDB e União Brasil fizeram chegar ao PT que cada legenda deve ser atendida com dois ministros. Além disso, cabe mencionar que seriam necessárias indicações da “cota pessoal” para Alexandre Silveira (PSD) e Davi Alcolumbre (União). 

Dessa forma, Lula aprovou, na última segunda (29), a PEC da Transição que sofreu poucos ajustes. Entre eles, pode-se citar o prazo de retirada do programa Bolsa Família do teto de gastos. Ou seja, o benefício deixa de ser permanente e passa a ser de quatro anos de acordo com o texto. 

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Reeleição de Lira 

Também na última segunda-feira, o futuro governo informou que anunciará publicamente o apoio à reeleição de Lira, juntamente com o PCdoB e PV, que formam uma federação com o PT e devem agir em bloco com eles. Vale destacar que as legendas somam 94 deputados. 

Esse apoio de Lula e do PT à reeleição de Lira marca uma mudança de postura em relação às críticas do presidente da Câmara, adotadas pelo petista na campanha eleitoral. Isso porque Lira construiu sua rede de apoio com o orçamento secreto, estratégia extremamente criticada por Lula em sua campanha. 

Lula chegou a chamar o orçamento secreto de “excrescência” e reclamou do poder do deputado do PP, a quem nomeou de “imperador do Japão”.

Imagem: Marcelo Chello / shutterstock.com

Victória

Autor

Victória

Graduanda em Letras - Português/Inglês pela Universidade Federal de São Paulo, redatora apaixonada por escrita e comunicação.

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