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Após compra bilionária: quais são os planos de Musk para o Twitter?

O novo dono de uma das redes sociais mais influentes do mundo já efetuou mudanças significativas à diretoria da empresa.

Bruna MachadoPor Bruna Machado3 min de leitura
Elon Musk, novo dono do Twitter

Desde quinta-feira passada (27), Elon Musk, o bilionário fundador da Tesla e o homem mais rico do mundo, é oficialmente o novo dono do Twitter, uma das redes sociais mais usadas e relevantes da atualidade.

A venda por US$ 44 bilhões marca uma nova era para a empresa, após a aquisição ter se arrastado por seis meses e se transformado em uma disputa legal. Agora Musk pode adicionar à sua longa lista de realizações o subtítulo de “rei da mídia”. Mas o que realmente está mudando nesta rede social?

No primeiro dia sob o comando de Musk, o presidente e os principais executivos da empresa foram demitidos, num sinal de que o bilionário não perderá tempo em mudar o foco da plataforma.

De acordo com uma reportagem da Bloomberg, Elon Musk já avisou que revisará a política de banimento eterno de usuários que publicarem postagens ofensivas ou de incitação à violência, como aconteceu com Donald Trump.

O Twitter introduzirá uma política de exclusão de postagens mais branda? Haverá novos serviços para os usuários, como pagamentos pela plataforma? Terá mais anúncios ou será cobrada uma assinatura?

O magnata disse que restaurará a “liberdade de expressão” no Twitter. Em sua primeira publicação como dono da empresa, ele escreveu que o “pássaro foi libertado”, referindo-se ao pássaro azul, símbolo da rede social.

Com base nas proclamações anteriores de Musk e sua visão tecnolibertária do mundo, os analistas descrevem cenários para a rede social sob sua direção.

O que o Twitter mudará para os usuários?

Musk afirmou que ele e os investidores que o apoiaram na oferta do Twitter “claramente estavam pagando muito” pela empresa, mostrando quanta pressão ele estava sofrendo para melhorar os resultados da plataforma.

Nos últimos anos, os negócios do Twitter cresceram muito mais vagarosamente do que seus concorrentes. Elon Musk já revelou que pretende transformar a rede social em um “super aplicativo de tudo”.

“Comprar o Twitter é acelerar a criação do X, o app de tudo”, escreveu ele recentemente.

Segundo analistas, seria um modelo semelhante ao do WeChat chinês, que concede a troca de mensagens no estilo WhatsApp, mas também possibilita compras e pagamentos, além de contratar serviços como transporte no estilo Uber, pedidos como o iFood, tudo em uma plataforma.

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Incomum em mercados como Estados Unidos, Europa ou mesmo Brasil, esse tipo de aplicativo que centraliza vários serviços é muito popular na China, onde as leis anticoncentração de mercado são fracas.

Em sua primeira apresentação a investidores para tentar atrair parceiros para comprar o Twitter, Musk prometeu quintuplicar a receita da plataforma para US$ 26,4 bilhões até 2028 e atingir 931 milhões de usuários, acima dos 238 milhões atuais.

Esse avanço virá de novos negócios usando essa plataforma como forma de pagamento, além da cobrança de taxas de assinatura e licenciamento de dados, disse ele.

O bilionário acabou de assumir seu papel como dono, e ainda há muitos rumores de suas próximas atitudes na liderança do Twitter. O que resta é aguardar e analisar se essas medidas serão impactantes aos usuários.

Imagem: Sergei Elagin/shutterstock.com

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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